União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA INSTITUIÇÃO ESPÍRITA E A FISCALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS OFICIAIS - FEB

 

 

 

 

A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA DA INSTITUIÇÃO

ESPÍRITA E A FISCALIZAÇÃO DOS ÓRGÃOS OFICIAIS - FEB

 

O surgimento da Constituição Federal de 1988; a multiplicação das organizações não governamentais com o incremento de suas atividades; grande volume de verbas públicas destinadas ao Terceiro Setor e o advento do Código Civil de 2002 indubitavelmente são alguns dos fatores que, nas duas últimas décadas, contribuíram para o aumento da fiscalização das organizações religiosas.

O Ministério Público, a quem compete zelar pelo fiel cumprimento da Constituição Federal, e os entes da Federação (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), por meio de seus órgãos, vêm, ao longo dos últimos anos, intensificando ações para acompanhar, cada vez mais de perto, as atividades das instituições religiosas, notadamente aquelas inerentes à assistência e promoção social, onde algumas vezes há utilização de recursos públicos, na forma de convênios e parcerias.

Nesse contexto, a Casa Espírita necessita organizar, da melhor forma possível, sua área administrativa, especificamente quanto ao registro de informações que podem ser requisitadas pela fiscalização pública ou pelo Ministério Público a qualquer tempo.

Sem pretender esgotar o tema, relacionamos abaixo, por área, alguns  itens que merecem atenção do administrador espírita.

 

Na Secretaria

 

A elaboração e atualização constante do Quadro de Associados (cada associado deve receber um número de matrícula);

 

• O arquivamento das fichas de admissão de associados, com as devidas anotações quando do seu desligamento;

 

• O preenchimento e a renovação periódica do Termo de Trabalhador Voluntário, previsto na Lei n. 9.608/98. Sugere-se que a renovação

ocorra anualmente;

 

• O registro em cartório das atas relativas às alterações do estatuto e eleição de membros do corpo diretivo da Instituição (diretoria, conselho de administração, conselho fiscal etc.), bem como o arquivamento de segundas vias e cópias autenticadas desses documentos;

 

• O arquivamento de toda a documentação da Instituição, especialmente aquela relacionada aos órgãos públicos (certidões, ofícios, cartas etc.), com destaque para o alvará de funcionamento que, em geral, é afixado em local de fácil visualização.

 

Na Tesouraria

 

• A escrituração regular e atualizada do livro-caixa e do livro-diário, com lançamento de toda a movimentação financeira e patrimonial da Instituição, especialmente quanto a recursos públicos recebidos;

 

• A elaboração do demonstrativo do movimento financeiro mensal, denominado “balancete mensal”, e do demonstrativo do resultado do exercício social.

 

No Serviço de Assistência e Promoção Social

 

• A elaboração de relatórios que contemplem todas as atividades de promoção e assistência social, realizadas pela Instituição, com registro fiel dos quantitativos de pessoas atendidas e dos recursos utilizados no atendimento (cestas básicas e/ou alimentos distribuídos, recursos para compra de medicamentos, pagamento de aluguéis, passagens etc.).

 

ORIENTAÇÃO JURÍDICA NO CENTRO ESPÍRITA

 

Pode-se afirmar que duas grandes frentes de trabalho apresentam-se hoje ao Movimento Espírita, envolvendo as leis humanas: o assessoramento jurídico ao Centro Espírita – que, como instituição

de direito privado, precisa atender a inúmeras exigências do Poder Público para se manter em funcionamento − e o atendimento e encaminhamento jurídico dos assistidos pelo Centro Espírita, especialmente aqueles que sequer conhecem os mais básicos direitos a que fazem jus, seja perante o Estado, seja perante os demais cidadãos.

O atendimento e o encaminhamento jurídico dos assistidos pelo Centro Espírita constituem grande desafio por ser atividade relativamente nova no Movimento Espírita, que exige, dos trabalhadores da respectiva área, conhecimentos específicos jurídicos, sociais e assistenciais, além, é claro, dos princípios da Doutrina Espírita.

A Casa Espírita deve ficar atenta às disposições normativas que lhe dizem respeito, cumprindo suas variadas atribuições com total observância dos preceitos legais específicos a cada área de atuação. Abaixo, a título meramente exemplificativo, a legislação básica relativa

às áreas e/ou departamentos da Instituição:

 

a) Presidência e vice-presidência – Constituição Federal (dispositivos relativos à liberdade religiosa, laicidade do Estado, imunidade tributária etc.); Código Civil de 2002 (artigos relacionados à organização religiosa, responsabilidade civil e outros);

Legislação local (estadual e/ou distrital e municipal) relativa ao alvará de funcionamento.

 

b) Secretaria – Lei n.9.784/98 (processo administrativo na Administração Pública); Código Civil de 2002 (artigos relativos à Assembleia-geral, estatuto etc.); Lei n. 9.608/98 (Lei do Trabalhador Voluntário).

 

c) Tesouraria – Constituição Federal, Código Tributário Nacional, Leis Federais, Leis Estaduais e/ou Distritais, Leis Municipais, Decretos, Resoluções e Portarias etc., naquilo que se relacionar com os aspectos contábeis e financeiros, especialmente imunidade e isenção tributárias.

 

d) Área de Assistência e Promoção Social Espírita (Apse) – Lei n. 8.472/93 (Lei Orgânica de Assistência Social – Loas); Leis n. 12.101/2009 e n. 12.249/2010 e Decretos n. 7.237/2010 e n. 7.300/2010 (dispõem sobre o processo de Certificação das Entidades Beneficentes de Assistência Social – Cebas, para obtenção da isenção das contribuições para a seguridade social); Lei n. 10.741/2003 (Estatuto do Idoso); e Lei n. 8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente– ECA).

 

e) Evangelização Espírita da Infância e da Juventude – Lei n.8.069/90 (Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA). Ante o exposto, pode-se concluir facilmente que, ao contrário de décadas atrás, administrar uma organização religiosa hoje demanda, também, saber jurídico, sendo inegável a importância de a administração da Casa Espírita contar, sempre que possível, com o apoio técnico de bacharéis em Direito para auxiliar no conhecimento, entendimento e aplicação dos variados comandos legais existentes no ordenamento jurídico brasileiro, relativos à organização religiosa.

 

Nos centros espíritas espalhados pelo território brasileiro é comum, especialmente nas localidades mais carentes de atuação efetiva do Poder Público, o atendimento aos necessitados na linha de promoção

e assistência social que norteia o Movimento Espírita brasileiro. Essa atividade existe no País desde os primórdios da Doutrina Espírita e, até

algumas décadas atrás, notava-se que a maioria dos pedidos realizados pelos assistidos referia-se à própria sobrevivência(alimentos, auxílio para pagamento de moradia, compra de remédios, entre outras coisas). Hoje, todavia, esse atendimento começa a ganhar novas dimensões.

Atualmente, muitos procuram também a Casa Espírita na esperança de obter orientação ou mesmo resolução para questões jurídicas dos mais variados matizes, como problemas familiares (separações, pensão alimentícia, violência doméstica, crianças e adolescentes em situações de risco, interdições etc.); pedidos relacionados a benefícios oferecidos pelo Estado (bolsa-escola, bolsa-família, auxílio-desemprego, aposentadoria, pensões etc.); além de questões trabalhistas e criminais etc.

Assim, grandes desafios surgem para o Movimento Espírita: como, quando e a quem orientar neste grande contingente de pedidos? Para quais organizações ou órgãos do setor público e do setor privado podem ser encaminhados os assistidos, de acordo com suas necessidades jurídicas? Como acompanhar o desdobramento das resoluções das situações jurídicas desses frequentadores da Casa Espírita? Deste panorama destacam-se alguns pontos importantes, observados

nas atividades de atendimento jurídico das quais participamos há alguns anos:

 

a) O atendimento jurídico pode ocorrer mediante provocação do próprio interessado – o assistido procura a Instituição para a resolução de problemas pessoais que, normalmente, têm implicações jurídicas – ou através de atividade específica oferecida pelo Centro Espírita e divulgada habitualmente nos seus serviços de assistência e promoção social.

 

b) Após o atendimento fraterno, também denominado triagem, recomenda- se que, verificada a necessidade de atendimento jurídico, seja o assistido encaminhado para um trabalhador espírita com formação em Direito que atue voluntariamente na Instituição, a fim de ser realizado um diagnóstico jurídico das situações apresentadas.

 

c) Importante destacar que o Direito possui, semelhante à Medicina, várias ramificações decorrentes da especialização (direito de família, direito penal, direito previdenciário, direito trabalhista etc.), devendo as necessidades do assistido, no campo jurídico, ser encaminhadas, sempre que possível, para profissional atuante na área respectiva.

 

d) Não sendo o Direito como as ciências exatas, o trabalhador voluntário

na área jurídica deve evitar prometer ao assistido a resolução de problemas que, em algumas situações, devido à burocrática estrutura estatal, podem levar meses ou anos para ser analisados, com resultados que, às vezes, não corresponderão às expectativas do interessado.

 

e) É importante a realização na Casa Espírita, sempre que possível, de palestras ou eventos que esclareçam os assistidos sobre a Constituição Federal e algumas leis federais que garantem os benefícios sociais e previdenciários e regulam o direito de família e trabalhista, pois estes são, normalmente, os temas mais procurados nos atendimentos.

 

f) Recomenda-se verificar se o assistido, após receber o esclarecimento inicial, tem as informações necessárias e os recursos financeiros para se deslocar em busca das instituições governamentais ou privadas recomendadas no atendimento do Centro Espírita.

 

g) Sugere-se o monitoramento regular do assistido quanto ao atendimento realizado pelas instituições citadas no item anterior, pois podem ocorrer situações nas quais seja necessário que algum voluntário acompanhe pessoalmente o pupilo da Casa Espírita na busca de seus direitos.

 

Instituições relacionadas a questões jurídicas

 

 

DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO

 

1. O que faz a Defensoria

Pública da União (DPU)? A Defensoria Pública da União é a Instituição que presta assistência jurídica ao cidadão carente. O Defensor Público é o advogado do pobre.

 

2. Quem tem direito? Todo cidadão que não tiver condição de pagar pela assistência de um advogado.

 

3. Qual o limite salarial para ter esse direito? Para quem ganha até o limite de isenção do imposto de renda, basta assinar uma declaração de pobreza. Para aqueles que ganham acima desse limite, é necessário comprovar a incapacidade de pagar por um advogado, diante do comprometimento do sustento próprio ou da família.

 

4. Quais os documentos necessários para solicitar os serviços da DPU? Identidade, CPF, comprovante de residência e os documentos relativos ao caso a ser resolvido.

 

5. Os trâmites são os mesmos das Defensorias Públicas estaduais?

Não. Cada Defensoria tem critérios próprios estabelecidos internamente.

 

6. Como é feito o acompanhamento dos processos?

Cada processo tem um Defensor Público que o acompanha pessoalmente, havendo uma distribuição de acordo com as instâncias

do Poder Judiciário.

 

7. Os custos processuais estão incluídos no serviço?

Sim. São garantidas tanto a assistência judiciária como a gratuidade dos custos e honorários.

 

8. Todo tipo de caso que envolve a Justiça (criminais, cíveis etc.) é contemplado pelo serviço?

O serviço é prestado em matérias previdenciárias, criminais, trabalhistas, de Direitos do Consumidor, Direitos Humanos, Direitos do Estrangeiro, questões tributárias, casos relativos ao Sistema Financeiro

de Habitação, alimentação, saúde, renda mínima/Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), dívidas de cartões de crédito e cheques especiais, por exemplo.

 

(Texto retirado do site: www.dpu.gov.br.)

 

CONSELHOS TUTELARES

 

Os Conselhos Tutelares, previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/1990), são criados por lei para garantir que, nos municípios, a política de atendimento à população infanto juvenil vai ser cumprida.

Estes órgãos devem ser procurados pela população em caso de suspeita ou denúncia de violação dos direitos de crianças e adolescentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Quando comprovada a denúncia, cabe ao conselheiro tutelar acionar os demais atores da rede de proteção à infância e adolescência, como as Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente e os Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, e as instâncias do Poder Judiciário, como o Ministério Público e os Juizados da Infância e Juventude. Além de atender a denúncias, o conselheiro tutelar também deve estar atento à realidade de sua comunidade, atuando na prevenção de situações que ponham em risco os direitos de meninos e meninas. Por exemplo, quando faltam vagas na rede pública municipal de ensino, o conselheiro tutelar pode intervir junto à Secretaria Municipal de Educação, para que sejam tomadas as providências necessárias à inserção das crianças que estão fora da sala de aula.

Os conselheiros tutelares são escolhidos pela própria comunidade em processo eleitoral conduzido pelo Conselho Municipal de Direitos da Criança e do Adolescente. Para concorrer ao cargo, é necessário que o cidadão atenda a três requisitos estabelecidos pelo Estatuto: ter reconhecida idoneidade moral, idade superior a 21 anos e residir no município. É fundamental que a sociedade conheça o funcionamento dos Conselhos Tutelares e saiba que são órgãos que estão à disposição da população para serem acionados sempre que alguma violação de direitos for cometida contra a criança e o adolescente.

Eventuais denúncias podem ser feitas pessoalmente, por escrito ou mesmo por telefone, não sendo necessário que a pessoa se identifique. Se a sua cidade ainda não possui um Conselho Tutelar, procure o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que é a instância responsável pela deliberação das políticas públicas para a infância e a adolescência, e informe-se sobre o processo de criação e implementação desse importante órgão.

 

(Texto retirado do site:http://www.direitosdacrianca.org.br.)

 

Instituições Relacionadas às Questões Jurídicas

 

Dando continuidade aos apontamentos sobre a orientação jurídica no Centro Espírita, abordaremos mais uma das instituições que podem auxiliar os necessitados neste assunto.

 

NÚCLEOS JURÍDICOS DAS FACULDADES DE DIREITO

 

Os Núcleos Jurídicos das Faculdades de Direito estão previstos na Resolução CNE/CES

n. 9, de 29 de setembro de 2004, do Ministério da Educação que, ao traçar diretrizes curriculares e o conteúdo mínimo dos cursos jurídicos, determinou que o estágio de prática jurídica integra o currículo, sendo imprescindível para a obtenção do grau de bacharel em Direito.

Estes núcleos podem contemplar convênios com outras instituições ou entidades e escritórios de advocacia, para atuar em serviços de assistência judiciária implantados na faculdade, nos órgãos do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública ou, ainda, em departamentos jurídicos oficiais.

As atividades práticas, antes abarcadas pela disciplina prática forense, passaram a ser desenvolvidas pelos alunos, de forma simulada ou real, com supervisão e orientação do Núcleo de Prática Jurídica de cada faculdade. Com base em experiências ocorridas no Distrito Federal junto a algumas faculdades, recomendamos que:

 

a) a Casa Espírita interessada em encaminhar assistidos para os Núcleos de Prática Jurídica busque informar-se junto às faculdades de Direito da localidade, para inteirar-se

dos procedimentos relativos a tal atendimento;

 

b) os assistidos sejam orientados a levar aos Núcleos de Prática Jurídica toda a documentação relativa à questão jurídica que pretendem solucionar;

 

c) o assistido, direcionado pela Casa Espírita aos Núcleos de Prática Jurídica, leve consigo um encaminhamento escrito da organização religiosa, explicando sua situação e qual a ajuda necessária no caso concreto;

 

d) muitas vezes, o assistido não possui o dinheiro da passagem de ônibus nem sabe como chegar ao local do Núcleo de Prática Jurídica. A Casa Espírita, na medida de suas possibilidades, poderá fornecer as passagens ou o transporte, ensinando ao necessitado como chegar à Faculdade de Direito na localidade.

 

 

 

CARIDADE PARA COM O TRABALHADOR ESPÍRITA ( VOCÊ JÁ PENSOU NISTO ?)

 

 

 

 

CARIDADE PARA COM O TRABALHADOR ESPÍRITA   ( VOCÊ JÁ PENSOU NISTO ?)

 

 

Wellington Balbo - Bauru - SP 

Abraham Maslow (1908 – 1979), psicólogo norte americano do século passado elaborou a pirâmide das necessidades humanas, dividindo-a em 5 categorias: - fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e realização pessoal. 

Didaticamente, Maslow abordou ponto interessante e credor de reflexão. Sua teoria, embora tenha alguns detratores, reflete de maneira prática as necessidades humanas e suas implicações na motivação do indivíduo.

Aliás, vale lembrar que nem o próprio Maslow estava plenamente satisfeito com sua teoria.

Julgava faltar algo, o elemento básico: - a espiritualidade. Natural o pensamento de Maslow, porquanto o Homem não é apenas carne e osso, mas também, e sobretudo, um ser espiritual. 

No entanto, nosso objetivo não é se aprofundar nas elucubrações do pensador norte americano. 

Gostaríamos de, no presente artigo, tratar de tema pertinente

ÀS LIDERANÇAS ESPÍRITAS E O RELACIONAMENTO COM OS DEMAIS TRABALHADORES DA CASA ESPÍRITA. 

Perceba, caro leitor, independente de nossa condição social e cultural todos temos necessidades.

A própria existência humana impõe que seja assim. As necessidades fisiológicas, por exemplo, são impositivos naturais de nossa volta ao corpo físico. Subordinados à máquina orgânica, temos que aquiescer as suas necessidades, quer queiramos ou não. 



Reforçando: -  todos nós, independente da condição que temporariamente ocupamos, temos necessidades, incluindo, portanto, o trabalhador espírita. 



Sim,

OS ABNEGADOS SERVIDORES DA SEARA ESPÍRITA TÊM SUAS NECESSIDADES

e enfrentam, como seres humanos que são, os desafios da existência. 

São merecedores de caridade, precisam sentir que são queridos e que a Casa Espírita também está disposta a suprir suas necessidades.

Logo, forçoso admitir que a mesma caridade destinada aos assistidos das instituições espíritas deve ser estendida aos trabalhadores.

Aliás, é um básico princípio de justiça. 

Entretanto, não raro enxergamos apenas o que nossos limitados olhos físicos mostram. As dificuldades materiais encarnadas na miséria e abandono são vistas claramente. 

Há, porém, situações que vão muito além das aparências. Há pessoas que choram sorrindo e, quando isso ocorre muitas vezes não percebemos.

 

É preciso, pois, estar atento e ser um líder espírita participativo para mostrar ao grupo a importância de cada membro. 



É necessário estar atento para observar as necessidades dos indivíduos.

Em alguns momentos da existência precisamos do abraço, do apoio ou mesmo dos ouvidos dos amigos. 

Relevante que o encontremos na Casa Espírita, em meio aos amigos que sabem as felicidades e agruras da existência humana sob as diretrizes marcantes da Imortalidade da Alma. 

Eis, então, um oportuno lembrete às lideranças da doutrina codificada por Kardec: 

atentem-se também para as necessidades dos voluntários das instituições que estão sob vossa coordenação.

 

Preocupem-se com seus trabalhadores, se estão motivados, enfrentando desafios ou dificuldades. 

 

Perguntem, exponham, criem laços de amizades e o saudável hábito de preocupar-se com o próximo mais próximo. 

Enfim, lembrem-se de que o problema também bate a porta de quem se empenha em abri-la aos menos favorecidos.

 

Caridade também para com o trabalhador espírita, para que nossas Casas sejam lares revestidos do fraterno amor de Cristo. 

Pensemos nisso.

CONSCIENTIZAÇÃO DO CENTRO ESPÍRITA - Bezerra de Menezes

 

 

Um centro espírita onde as vibrações dos seus frequentadores, irradiem de mentes respeitosas, de corações fervorosos de aspirações elevadas; onde a palavra emitida jamais se desloque para futilidades e depreciações; onde em vez do gargalhar divertido, se pratique a prece; em vez do estrépido de aclamações e louvores indébitos se emitam forças telepáticas à procura de inspirações felizes; e ainda onde, em vez de cerimoniais ou passa tempos mundanos cogite o adepto a comunhão mental com os seus mortos amados ou os seus guias espirituais.

 Um centro assim, fiel observador dos dispositivos recomendados de início pelos organizadores da filosofia espírita, será detentor da confiança da Espiritualidade esclarecida,

a qual o elevará a dependência de organizações modelares do Espaço, realizando-se, então, em seus recintos, sublimes empreendimentos, que honrarão os seus dirigentes dos dois planos de vida.

 

Somente esses, portanto serão registrados no Além Túmulo como Casas Beneficentes, ou templos do Amor e da Fraternidade, abalizados para melindrosas experiências espíritas, porque os demais, ou seja, aqueles que se desviam para normas ou práticas extravagantes ou inapropriadas, serão, no Espaço, considerados meros clubes onde se aglomeram aprendizes do Espiritismo em horas de lazer.   

 

( livro Dramas da Obsessão.  Yvonne A. Pereira)

 

DIVALDO/JOANA DE ANGELIS - FALA SOBRE A CASA ESPÍRITA - PROPOSTA DE MELHORIA ( 36 sugestões )

 

 

 



 

"Reproduzimos abaixo, algumas considerações trazidas pelo coordenador, do que seja um Centro Espírita e uma proposta de melhoria na sua atuação, sugeridas pelo espírito Joanna de Ângelis: " 



- “O Centro Espírita é um lugar de dignificação da criatura humana.” 


- “O Centro Espírita é o lugar onde nós treinamos as virtudes básicas: a fé, a esperança e a caridade.” 



“Joanna de Ângelis, fazendo uma análise da nossa Casa, o Centro Espírita Caminho da Redenção,

 

 

PROPÔS-NOS NOVAS DIRETRIZES PARA O CENTRO ESPÍRITA ONDE MOUREJAMOS.

Essas diretrizes ela apresentou em três verbos: 



ESPIRITIZAR,  

QUALIFICAR,    

HUMANIZAR.  

Pode parecer um absurdo espiritizar o Centro Espírita e um tanto paradoxal. No entanto, há Centro Espírita que só tem o RÓTULO, mas não tem espiritismo...

Vamos por partes, porque é muito delicado. 

Fui convidado a proferir uma conferência em um Centro Espírita no sul do país. Normalmente, quando recebo convite, não atendo, porque pode ser entusiasmo da pessoa. No segundo convite eu digo: “para o ano, volte a escrever.”

 

Isso é para ver se a pessoa está mesmo interessada.

 

Para o ano a pessoa volta a escrever e eu digo: “para o ano, na programação, nós vamos agendar.” 

E, naquela Casa, fui postergando por um período de seis a oito anos, por falta de tempo, até que o presidente insistiu tanto que fiquei constrangido e dei um jeito. 

Disse-lhe, na carta: “mande-me as datas que lhe são ideais e eu escolherei aquela compatível com minha programação.” Estabelecemos a data e por seis meses correspondemo-nos e tudo foi muito bem. 

No dia marcado cheguei à cidade e fui a uma bela instituição. Edifício monumental. Uma grande sala. Quando cheguei à porta, fui recebido por uma comissão muito gentil e estabeleceu-se o seguinte diálogo: 

- Senhor Divaldo, o Presidente pede desculpas por não ter podido vir receber o Senhor. 

Eu disse: “é muito natural, não há problema.” 

- Aqui está o Vice-Presidente, o Secretário, o Tesoureiro, e nós desejamos recebê-lo, porque o nosso Presidente está, no prédio vizinho, fazendo cromoterapia. 

- “Eu não sabia que ele era cromoterapeuta,” falei. “Ele é profissional, naturalmente?” 

- “Não!  Ele é espírita”, responderam-me. 

- Deixe-me ver: ele é o Presidente do Centro e é o presidente da cromoterapia? Ele me convidou para vir aqui durante oito anos. Marcou a data e foi fazer a cromoterapia! 

- É porque a cromoterapia é muito importante. Está salvando milhares de vida. 

- Que graça! Eu sempre pensei que o Espiritismo está salvando milhões de vidas. 

SERÁ ESTA A IMAGEM DE UM CENTRO ESPÍRITA?

Em absoluto. O Centro Espírita não tem que se envolver com nenhuma terapia alternativa. 


É até um desrespeito, porque o cromoterapeuta é alguém que estudou. Ele tem sua clínica e o Centro Espírita não se pode transformar numa clínica alternativa. 

É lugar de transformação moral do indivíduo, onde se viaja ao cerne do problema para arrancá-lo. Se transformarmos um Centro Espírita em uma clínica, para lá vão pessoas aturdidas. 
Qualquer coisa esdrúxula que anunciemos no jornal haverá uma massa incontável que adere por necessidade de pedir socorro. 


Mas o Espiritismo não ilude, não mente e nem posterga a ação, porque ele é herança de Jesus. 



E Jesus, com todo o amor, dizia a verdade. Seja o nosso falar: sim, sim, não, não, conforme Ele o fazia. Não iremos dizer de forma grotesca ou agressiva, mas iremos dizer de uma forma verdadeira.

É melhor, às vezes, perder o amigo agora porque não conivimos e o termos depois, do que o apoiarmos e o perdermos em definitivo, quando ele notar a nossa fraude. 

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=tj9V5qkDOY8

 

ENTÃO, JOANNA DE ÂNGELIS MANDA ESPIRITIZAR. 

Tenho ouvido oradores em casas Espíritas apresentarem temas maravilhosos, mas que não são nada espíritas. Temas que podem narrar no Rotary, na Maçonaria, no Lions, numa reunião social. Na Casa Espírita pode-se abordar qualquer tema, à luz do Espiritismo. Fazer as conotações espíritas. 

Se aconteceu uma tragédia na cidade vamos examiná-la, à luz do Espiritismo. Está no momento da clonagem. Vamos falar sobre clonagem, à luz da Doutrina Espírita. Está nos noticiários a corrupção. Vamos falar sobre a corrupção e a terapia Espírita. 

Infelizmente não está ocorrendo isso. Convida-se, às vezes, oradores admiráveis, fascinantes, porém, totalmente deslocados. Palestras que se pode ouvir em qualquer lugar. 

Na Casa Espírita vão as pessoas atormentadas, buscando consolação, com a alma despedaçada pela morte de seres queridos e, se ouvem uma coisa que nada tem a ver com a proposta da Doutrina Espírita, saem desoladas.

AGINDO ASSIM, ESTAREMOS FRAUDANDO A PROPOSTA DO ESPIRITISMO. 

Temos visto congressos espíritas - não é crítica, é análise – em que se aborda Terapia pela dança. É uma maravilha. Mas não num congresso espírita. Vamos fazer isso num congresso de Yoga, que respeitamos muito, ou num congresso de psicoterapia e então coloquemos música, metais, cristais, mas não num congresso espírita. 

Ah! É porque nossos irmãos estão doentes, justificam. Nesse caso, falemos das causas das doenças. Das causas anteriores das aflições. Das causas atuais das aflições. 

A terapia da dança podemos encontrar em qualquer setor do mundo social, respeitável e nobre.

MAS QUANDO VAMOS À CASA ESPÍRITA, ESPERAMOS ENCONTRAR A PROPOSTA ESPÍRITA. 

O Centro Espírita tem que ser o lugar de Doutrina Espírita. 

Daí o Centro Espírita tem que ser espiritizado. É a proposta de Joanna de Ângelis. 

A SEGUNDA VERTENTE DE SUA PROPOSTA

É QUALIFICAR

Vivemos hoje a época da qualidade total. Qualificação é indispensável. Nós, às vezes vamos à Casa Espírita com nossos hábitos ancestrais, o que é natural. Mas o fato de entrarmos na Casa Espírita não muda nossa existência. Levamos a nossa qualificação muitas vezes empírica, singela, e vamos exercer certas funções para as quais não estamos qualificados. 


Vemos, por exemplo,

UM LITERATO, que não entende absolutamente de contabilidade, sendo o tesoureiro do Centro.

VAMOS VER O INDIVÍDUO APLICANDO A TERAPIA DOS PASSES, mas que, de maneira nenhuma se preparou para isso.

VAMOS VER NO ATENDIMENTO FRATERNO uma pessoa que tem muito bom coração mas não tem o menor tato psicológico. 

TEMOS QUE QUALIFICAR-NOS. 

O que é qualificar? É adquirir características essenciais, típicas das finalidades que vamos exercer na vida prática. 

Se eu, por exemplo,

Resultado de imagem para atendimento fraternoQUERO DEDICAR-ME AO ATENDIMENTO FRATERNO, DEVO FAZER UM CURSO. 

Por isso, os Centros Espíritas devem estar vinculados ao chamado movimento organizado, porque as nossas Casas Federativas dispõem de equipes para nos esclarecer, para nos informar, para ministrar cursos. 

Quando vemos, por exemplo, a Federação Espírita do Paraná (FEP), oferecer-nos o jornal Mundo Espírita por um preço irrisório, que muitos ainda não pagam, chegar às nossas mãos todo o mês, com pontualidade, trazendo-nos mensagens libertadoras de consciência, comovo-me com esse trabalho. 



Se ligarmos o rádio, aí está um programa de orientação espírita, o Momento Espírita, já transmitido por uma cadeia de rádios em várias cidades do País.

 

Resultado de imagem para radio espiritaSeria interessante se cada um dos senhores, nas suas cidades, entrassem em contato com a FEP e, ao invés de fazer PROGRAMA DE RÁDIO sem nenhuma habilidade, sem qualificação, colocassem o programa que é transmitido em Curitiba, que é de excelente qualidade, narrado por pessoa qualificada, desde a voz, uma voz agradável, muito bem empostada. 


É uma mensagem muito bem trabalhada, apresentando várias conotações para o enriquecimento das pessoas espíritas e não espíritas. 

Muitas pessoas confundem qualificação com elitismo. E as pessoas dizem:  “está elitizando!”. 

Minha mãe era analfabeta e eu dialogava com ela. Qualificamo-la. Ela tornou-se uma excelente bordadeira, uma excelente cozinheira. Conheço tanta gente instruída que não sabe enfiar a linha na agulha e que não sabe pregar um botão. 

Daí, meus amigos, QUALIFICAR não é elitizar, não é intelectualizar. É EQUIPAR DE RECURSOS PARA FAZER BEM AQUILO QUE GOSTARIA DE FAZER.

Evitar o aventureirismo. 



HUMANIZAR- Humanizar é fazer com que nós, de vez em quando, tornemos à nossa simplicidade, ao nosso bom humor, ao nosso lado humano. A vida nos impõe rotinas e, quando menos esperamos, estamos fazendo aquilo rotineiramente, sem emoção. Nós nos transformamos em máquinas. 



Visitei uma instituição e uma senhora me disse assim: “Ah! Irmão Divaldo, não aguento mais. Estou cansada de fazer caridade. Eu não aguento mais, é tanto pobre. Eu disse:

“minha filha, então deixe”. 


Ela: “O Senhor está me mandando deixar de fazer a caridade?”

Eu disse: “Não, eu estou mandando você descansar, porque a caridade está lhe fazendo mal. Já imaginou a caridade fazer mal a quem a faz? Algo não está funcionando! Ou você está exibindo-se sem o sentido de caridade, me perdoe a franqueza, pois quero lhe ajudar, ou você está saturada. Faça uma pausa”. 

Ela: “o que será dos pobres?” Eu: “Minha filha, eles são filhos de Deus.. Antes de você chegar Deus já tomava conta. Você está só dando uma mãozinha para você, não para eles, porque, afinal, isso aqui nem é caridade, é paternalismo.

Você está mantendo muita gente na miséria, que já podia estar libertada, porque você me disse que já atendeu a avó, a filha e agora está atendendo a neta. 

Como é que você conseguiu manter na miséria três gerações?

Que a avó e a filha fossem pobres necessitadas, é aceitável, mas a neta já teríamos que libertar da miséria de qualquer jeito. Colocando-a na escola, equipando-a, arranjando-lhe trabalho. Isso não é caridade. Está lá no Evangelho:

“Transformai as vossas esmolas em salário”. 

Então, repouse um pouco. É uma rotina. Você quer abarcar um número de pessoas que você não pode abraçar. Diminua.

Faça com qualidade e procure fazer em profundidade.

Faça o bem. 


Nós não podemos salvar o mundo e perder a nossa alma. A tese é de Jesus Cristo: “Que vos adianta salvar o mundo e perder-se a si mesmo!” Nós não estamos aqui para salvar o mundo. Estamos aqui para salvar-nos e ajudar o mundo para que cada um nele se salve. 

Então, humanizar é neste sentido. É esta proposta de voltarmos a ser gente. Não ficarmos nos considerando muito importantes. 


O Presidente do Centro, o dono do Centro, o super-médium, a pessoa mais formidável do século. Voltarmos às nossas origens. 


A SIMPLICIDADE DE CORAÇÃO, A AFABILIDADE, A DOÇURA (TEXTOS DO EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO), A CORDIALIDADE, O BOM TRATO. 

Se o doente é insistente, se o pobre é impertinente, nós estamos ali porque queremos. Não foi o pobre que pediu para nós irmos lá. Nós é que nos oferecemos. Então temos a escusa de estarmos cansados, de estarmos irritados. “Eu também tenho problemas”. Então vá resolver seus problemas. Não os traga para a Casa Espírita. E notem que esta tríade está perfeitamente de acordo com o pensamento kardequiano:

trabalho, solidariedade e tolerância. 



QUAL É O TRABALHO? ESPIRITIZAR-SE. O trabalho de adquirir o conhecimento espírita, de perseverar no estudo. Minha mãe era analfabeta. Eu lia para ela, estudava, comentava. Ela acompanhava. Aprendeu a Doutrina Espírita dentro dos seus limites. 

SOLIDARIEDADE. QUALIFICAR-SE, para servir melhor, para ser mais solidário. 



TOLERÂNCIA: SER MAIS HUMANO.

Quando somos mais humanos, somos tolerantes.

E esta tríade não é propriamente de Allan Kardec. Ele a tirou de Pestalozzi, seu professor, que tinha como base educacional três palavras: trabalho, solidariedade e perseverança. Allan Kardec, que foi seu discípulo, tomou a tríade e adaptou-a, substituindo perseverança por tolerância. 

Assim, o Centro Espírita é a nossa oficina.

 

QUANDO NÓS ENTRAMOS NA CASA ESPÍRITA DEVEMOS SENTIR OS EFLÚVIOS DO AMOR, DA FRATERNIDADE.

Não é o lugar dos conflitos, das picuinhas, das nossa dificuldades, das nossas diferenças, que nós as temos, mas das nossas identidades, das nossas compreensões, do nosso esforço para sermos melhor. 

Daí a nova proposta do Centro Espírita: voltar às bases do pensamento de Allan Kardec.

REVIVER O TRABALHO, A SOLIDARIEDADE E A TOLERÂNCIA. 



Sermos realmente irmãos. Esta  é a nossa familia ampliada.

 

 

SE ENTRE AQUELES COM OS QUAIS COMPARTIMOS IDEIAS,

QUE SÃO PERFEITAMENTE CONSENTÂNEAS COM AS NOSSAS,

NÓS TEMOS DIFICULDADES DE RELACIONAMENTO,

COMO É QUE IREMOS NOS RELACIONAR COM O MUNDO AGRESSIVO,

COM A SOCIEDADE QUE NÃO NOS ACEITA,

COM AQUELES QUE NOS HOSTILIZAM, COM AQUELES QUE NOS PERSEGUEM? 

O Centro Espírita é o lugar onde nós treinamos as virtudes básicas:  A FÉ, A ESPERANÇA E A CARIDADE. 

"Desperta o dom de Deus que existe em ti!" 
Paulo (II Timóteo, 1:6)

KARDEC NOS ALERTA DOS GRUPOS ESPÍRITAS DIVIDIDOS


- Se os grupos, que devem marchar todos para um objetivo comum, estiverem divididos, eu o lamento, (...)

sem examinar quem cometeu os primeiros erros e me coloco, sem hesitar, do lado daquele que tiver mais caridade 

(...) e verdadeira humildade, pois aquele a quem falta caridade está sempre errado, assistido embora por qualquer espécie de razão*. 

Mesmo nos dias de hoje, muitos espíritas têm dificuldade de compreender a postura de Kardec perante as disputas que se criavam em nome do Espiritismo. 

O recado de Kardec, porém, era bastante claro:

o Espiritismo tem por objetivo principal esclarecer ao Homem sobre sua verdadeira natureza espiritual. 


Em outras palavras, a felicidade e o crescimento moral do ser humano é consequência natural do conhecimento de que fazemos parte de uma natureza mais bela e ampla do que nossos olhos podem enxergar. 

Ora, se um grupo espírita entra em conflito com seus semelhantes, é porque não entendeu, verdadeiramente, a proposta mais importante do Espiritismo,

razão suficiente, segundo Kardec, e todo Homem de bom senso,

PARA QUE CONTINUEM A SEREM TRATADOS COMO IRMÃOS, SEM, CONTUDO, QUE SE LHES APÓIEM ESSAS INICIATIVAS.

 

Discurso de Allan Kardec em Lion e Bordeaux, Viagem Espírita em 1862 



Texto: Dermeval Carinhana Jr. Presidente da ADE-CAMPINAS-São Paulo-Brasil 

  

 

 SITE - E aqui, transcrevemos trecho do capítulo VIII de O Evangelho segundo o Espiritismo, no subtítulo VERDADEIRA PUREZA, MÃOS NÃO LAVADAS (página 117 - 107ª edição IDE):

 

"O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus;

ora, o homem não chega a Deus senão quando está perfeito; portanto, toda religião que não torna o homem melhor, não atinge seu objetivo; (...)

A crença na eficácia dos sinais exteriores é nula se não impede que se cometam homicídios, adultérios, espoliações, calúnias e de fazer mal ao próximo em que quer que seja.

Ela faz supersticiosos, hipócritas e fanáticos, mas não faz homens de bem. Não basta, pois, ter as aparências da pureza, é preciso antes de tudo ter a pureza de coração".

 

 Nota do site - A religião pode ser prejudicada pelo comportamento de seus seguidores, quando não aplicam seus verdadeiros ensinamentos, e o principal

 

– A UNIÃO FRATERNA COM O PRÓXIMO.

 

Jesus ensinou claramente,

o maior mandamento da Lei de Deus é o Amor.

ONDE ESTÁ A DIFICULDADE DO MOVIMENTO DE UNIFICAÇÃO?

 

O tempo tem mostrado onde está o problema.

Observações feitas em viagens e trabalhos realizados em diversas cidades

do Estado, têm apontado fragilidade nas relações dos irmãos da Doutrina.

Os exemplos têm-nos dito   - que falta Jesus!

Jesus é o Líder máximo da Doutrina e a Doutrina sem os seus ensinamentos

é apenas uma fonte de informações.

Vivida com Jesus se torna o potencial da espiritualização das criaturas.

Do que adiante saber o que o Espiritismo nos ensina se não praticamos

a boa  convivência com base na moral do mestre?

O que fazemos na hora de perdoar, de compreender, de aceitar os limites do próximo?

O que fazemos na hora de respeitar suas considerações? Aí pensamos só em nós e assim fugimos dos mandamentos do Cristo, que engloba o Amai-vos uns aos outros. Só assim poderemos viver em harmonia e construir a verdadeira unificação dos espíritas.

É o que Emmanuel disse ao Chico, se eu fizer qualquer coisa contrária a Kardec e Jesus, fique com Eles e me esqueça. É praticando Kardec com Jesus pelo Amor e pela Compreensão que conseguiremos a nossa verdadeira integração.  (JC)

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