União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Aborto

A alma liga-se ao ovo fecundado desde o momento da concepção. O Espírito existe antes, durante e depois da existência material. 

Portanto, equivocam-se as pessoas que pensam poder praticar o aborto nos primeiros meses de gestação com a justificativa de que o feto faz parte do corpo da mãe, sendo sua “propriedade”, e podendo ela fazer com ele o quem bem entender. 

Um aborto provocado representa uma reencarnação frustrada. 

Se o Espírito prejudicado pelo processo abortivo, a cujo feto encontrava-se ligado por laços fluídicos, é de grau evolutivo mediano para cima, certamente sabe perdoar seus algozes, restando aos responsáveis a reparação frente às leis divinas.

Em caso contrário, ou seja, sendo ele de frau evolutivo mediano para baixo, pode provocar, com sua revolta, situações obsessivas contra os causadores do ato fatal do corpo com vida em formação. 

Sua rebeldia, resultante do seu estado psico-emocional abalado, pode voltar-se tanto aos seus genitores como a agentes outros (médico, parteira, por exemplo), de conformidade com a responsabilidade de cada um no ato criminoso. 

A única exceção permitida pelas leis divinas para a prática do aborto é quando a mãe corre risco de vida. A genitora já tem compromissos sendo seguidos em sua programação reencarnatória, enquanto o reencarnante ainda não. Preferível, pois nesse caso, que seja sacrificado o segundo, e preservado a vida da primeira (“O Livro dos Espíritos”, questão n º 359). 

Existem leis humanas que são favoráveis ao aborto de gravidez provocada por estupro, anencéfalos e outros, mas leis divinas não: numa visão holística, que abrange o espaço e aos fatos de várias reencarnações, não há efeito sem causa.

Se a mãe ou a família não aceitam a criança assim gerada, deixem-na ao menos nascer. Haverá, nesse caso, quem a queira e cuidará bem dela. 

Diferente é o caso do aborto natural, não havendo aí responsabilidade dos encarnados. 

Digamos sempre não ao aborto de conveniência ou preconceituoso, valorizando a vida! 

Para quem praticou o aborto e se arrependeu, existem formas de minimizar seu ato: uma nova gestação (se ainda for possível) a adoção, a ajuda a crianças carentes, por exemplo.

 

Autor: Abel Glaser
Maiores informações a respeito deste assunto, o leitor pode encontrar no livro “Minha Vida em Gestação”.