União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Células tronco

Resposta de Divaldo P. Franco

Programa O Espiritismo Responde: E com relação às pesquisas no campo das células tronco, dos embriões congelados, há divergências entre a opinião da ciência e a da religião. O que você nos diz sobre essa questão?

Divaldo: Quando for possível fazer uma ponte entre ciência e religião, fica muito mais fácil. A tarefa da ciência, indubitavelmente, é pesquisar. Se a ciência tivesse limites, hoje nós não teríamos a tecnologia de ponta que nos facilita tanto a comunidade, inclusive o prolongamento da vida.

Mas, nessa busca da investigação científica, às vezes alguns pesquisadores exorbitam. Toda vez, quando a vida corre ameaça, é compreensível que haja uma bioética.

As grandes nações trabalham isto e o Brasil também, para que se estabeleça uma bioética. Nem tudo deve ser permitido na área da investigação.

Houve momentos muito dolorosos na recente história dos USA, quando se fizeram pesquisas a respeito da sífilis, tomando pacientes negros e pacientes brancos para ver como reagiam ao processo degenerativo da enfermidade.

E, ao invés de aplicarem medicamentos para os negros igual aos que davam para os brancos, aos negros davam placebo, a fim de ver como a sífilis ira destrui-los, e isso no século XX, mais ou menos na segunda metade, o que foi um clamor que ainda hoje repercute muito mal na imagem dos direitos humanos da grande parte norte-americana.

No caso das células tronco, a Doutrina Espírita, na sua visão religiosa, é totalmente favorável. Toda e qualquer pesquisa que objetive o progresso, a diminuição das dores, a mudança de situação da criatura, é válida, mas para tanto é necessário respeitar a vida que está em processo de desenvolvimento.

A ciência constatou que vários organismos possuem a célula tronco: o cordão umbilical, a placenta, a medula óssea do próprio paciente, não com a mesma fertilidade daquelas células de 21 dias do zigoto, que estão ricas de possibilidades para moldar os futuros órgãos.

No dia em que a ciência conseguir adaptar a sua busca e o seu projeto, preservando a vida, nós aplaudiremos, como também no caso daqueles que estão adormecidos, dos óvulos fecundados, e que se encontram em depósito nos grandes laboratórios; segundo a ciência eles devem ter uma prevalência de aproximadamente cinco anos.

A partir de então é provável que já não tenham mais possibilidades de fecundar. E, se não tiverem mais possibilidades de fecundar, é porque o Espírito desligou-se naturalmente.

Mas também se interroga: quando se trata de óvulos que estão fecundados, ricos de vida no ovo e se elege uns e matam os outros? A ciência vai descobrir que essa vida embrionária não é de espontaneidade da matéria, mas sim da presença do Espírito.

Ao destruí-los se interrompe uma futura existência, com menos conseqüências negativas, porque os Espíritos que ali se encontram imantados estão também cumprindo um período de provas e essa própria prova é uma maneira de resgatar débitos do passado.