União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

COM JESUS, QUANDO VOCÊ SABE PERDER, VOCE GANHA!

 

                                         

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No Livro O Tempo, Wanda  A. Canutti, o Espírito Eça de Queiroz nos conta um caso dramático. (Edit. EME).Um jovem formou-se engenheiro, namorava uma jovem e  se amavam. Faziam planos, sonhavam com uma casa grande e bonita. Casaram-se, o tempo correu, ele passou a exercer o cargo de engenheiro na cidade onde moravam, construíram a casa dos sonhos, tiveram 3 filhos. E estavam progredindo.

Um dia o engenheiro foi passear num parque com o filho menor. Lá ocorreu um acidente e o menino "morreu". A esposa ao saber da notícia ficou alucinada. E começou a culpar o marido pelo acidente.

Persistiu nisso e pediu para que ele fosse embora de casa. Insistia tanto que o engenheiro saiu de casa. Ficou tão deprimido, tão sentido, que largou o emprego, largou tudo o que tinha na cidade e foi embora.

Andou, andou e, muito longe, se acomodou numa cabana  à beira de uma estrada. E passou a viver ali. Periodicamente ia à cidade mais próxima pedir esmolas para viver. Ficou um tempo por ali, adoeceu e morrer.

Um outro caso conhecido. Um jovem criado em uma família feliz, cheio de amor, um dia casou e cuidava de sua família com todo carinho e afeto. O casal teve filhos e após trinta anos de casado a esposa que já vinha tendo comportamentos agressivos há muito tempo, gritos, palavrões, disse para ele ir embora de casa, porque não queria mais viver com ele.

 

O marido ficou chocado, pois jamais pensou que um dia iria ter sua família dividida, separada. Lutou dois anos para que isso não ocorresse, tentou de tudo, orações, pedidos em grupo de ajuda, conversa, carinho, apoio integral,  mas nada, a esposa queria mesmo que ele fosse embora.

 

E para não prejudicar mais a família, pois a agressividade dela era muito grande, saiu de casa. Morando na mesma cidade, ia toda semana até sua ex-casa, levar apoio financeiro, ver os filhos e ajudar no que fosse preciso.

 

A separação doía muito na alma.  Mas ele procurou perdoar e ficar o mais próximo possível para ajudar a família. Queria ajudar estar presente.

Vemos reações diferentes nos dois casos. Um sofreu a expulsão de casa e muito magoado, orgulho ferido, deixou tudo, se abandonou completamente até a morte. Agindo egoisticamente também, pois se esqueceu que tinha mais dois filhos pequenos  e que poderia vê-los e ajudá-los, morando na mesma cidade continuando sua vida e merecendo as oportunidades que Deus havia lhe oferecido para evoluir.

O outro, sofrendo as mesmas dores, não se esqueceu do amor que tinha pela família, incluindo a própria mulher que o expulsara. E procurou perdoar, aceitar o que não podia mudar. Não foi egoísta, pois ficou perto para ajudar e amparar os filhos, usando de toda caridade  possível com eles e a ex-companheira.  Continuou seu trabalho. Não foi orgulhoso, foi humilde o bastante para perdoar e estar presente.

 

Um se elevou perante Deus e seu espírito pode evoluir. O outro falhou em sua prova e causou  mal ao seu espírito, com a revolta, o abandono dele próprio e dos filhos, do trabalho e da vida. O egoísmo e o orgulho falaram mais alto.

 

Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinamentos Ele mostra essas virtudes como sendo o caminho da felicidade eterna. (Capítulo XV, nº. 3, Evangelho Seg. o Espiritismo).

E o Apóstolo Paulo nos diz que o Amor-Caridade é benigno, paciente, não procura os interesses próprios, não é precipitado, não se enche de orgulho, não se irrita, não se melindra, não suspeita mal, tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre. E diz, das três virtudes, a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade.

E Paulo ainda definiu a Caridade como a reunião de todas as qualidades do coração, na bondade e benevolência para com o próximo.

Por isso aquele que quer seguir Jesus e sua moral, deverá praticar a Caridade e a Humilde se afastando do egoísmo e do orgulho, como ensina kardec. E perdoar sempre.