União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

- A FALTA DE RECEPÇÃO - UM SÉRIO ALERTA ÁS CASAS ESPÍRITAS

 

 

 


Conhecemos uma senhora há uns oito anos. Falava com entusiasmo dos livros espiritas. Lia sempre. Aceitava normalmente as informações da Doutrina. Ia às Casas Espiritas.

Mas aí é que nos deparamos com um problema.( Percebido ao entrevistá-la)

Ia, voltava. Entrava , sentava, saia e ninguém a notava. A não ser como mais uma, um número. 


Muitas vezes ouvia-se alguém perguntando à Diretoria ou Presidente:-

Como está o comparecimento? Diziam - ah., hoje uns 50. Outro dia, ah., uns 40. E outro dia que choveu - Ah., uns 15, por causa da chuva.

O tempo passou e soubemos que essa senhora estava frequentando uma igreja evangélica.

Um dia nos encontramos com ela e perguntamos. -Sabemos que a Sra. acompanhava o espiritismo, lia muitas livros, comparecia a Centros Espiritas e gostava da Doutrina.

O que houve? O que a fez mudar assim de repente para outra religião? Por quê?

Ela respondeu muito calmamente e segura de si "

- Você sabe que o ser humano precisa de atenção, de afeto, de atendimento, de carinho. Eu ia ao Centro e não recebia isso. Fui com uma amiga a essa igreja e lá fui notada e tratada, já no primero dia, com atenção, carinho, afeição. Eu me senti parte da igreja. A atenção me comoveu.

Sou uma pessoa só e aquele zelo foi muito importante para mim.

Passei a frequentar lá e sempre que chego há alguém na porta para me receber, sorrindo e perguntando como estou? Se falto, se preocupam. E quando saio, estão na porta desejando boa semana, sorrindo.

 

Ali me sinto alguém e não um número a mais." 

 

 

 

 

 

O Prof. Alkindar de Oliveira, escritor e conferencista, nos fala

SOBRE A IMPORTÂNCIA DO AFETO também na Casa Espírita.

" Grande parte dos Centros Espíritas não demonstra alegria e entusiasmo em receber novas pessoas.

Sabemos que é significativo o número de pessoas que chegam ao Centro Espírita pela DOR, isto é, em momentos em que estão fragilizadas e carentes. Por isto necessitam sentir-se acolhidas.

Acolhidas com o real afeto, afeto verdadeiro. Recebermos - na porta da entrada do Centro Espírita - um "seja bem vindo", dito com um sorriso no rosto é muito importante, faz bem para nossa alma (isto é, para nós mesmos).

Assim como na saída da Sala do Passe, nos é estimulante ouvirmos e sentirmos a energia positiva de frases como: "Vá com Deus e volte sempre". 


A Coordenadora da Área do Atendimento Espiritual na Casa Espírita, da F.E.B., Sra. Maria Euny, 
Comenta em julho de 2011: - 


"É lastimável verificar que ainda há Casas Espíritas que desconhecem o programa de ação "Atendimento Espiritual na Casa Espírita", disponível no Movimento Espírita desde 1980 (revisado e reeditado em 2007),

cuja primeira atividade é justamente a Recepção.



A "Orientação ao Centro Espírita", elaborado, aprovado e agora revisado pelo CFN da FEB, orienta a implantação da Recepção, bem como dos demais setores do Atendimento Espiritual (Atendimento Fraterno, Explanação do Evangelho, Passe, Irradiação e Evangelho no Lar).

Essa implantação tem sido trabalhada em todas as 27 federativas estaduais através das Comissões Regionais e dos Seminários e Treinamentos para Trabalhadores, que realizamos." 


Sendo a Recepção o cartão de visita de qualquer instituição, é preciso volver um pouco mais o olhar para este setor. 

 

As Casas Espíritas que já fazem isso, Parabéns. As outras Casas, que recebam com todo respeito este alerta. 


A Recepção nem sempre recebe o devido tratamento, pois não faltam queixumes de pessoas desapontadas pelo fato de terem ido à Casa Espírita sem que ninguém lhes registrasse as presenças, como se não tivessem entrado nem saído. 

É fundamental considerarmos que à Casa Espírita não basta abrir suas portas ao público para nela simplesmente entrar quem assim desejar. É necessário que se desenvolva um trabalho de acolhimento, com calor humano e atendimento fraternal aos que ali chegam pela primeira vez, para que voltem outras vezes. 


ESTE SETOR IMPORTANTE DE TRABALHO É A RECEPÇÃO,

que encontra fundamentos no Evangelho e nas obras Doutrinárias. Entendemos, que a maneira como somos recebidos em qualquer lugar muita influência exerce em nossa maneira de nos portarmos em tais ambientes, isto é, se somos recebidos de maneira fria, desinteressada, sem qualquer importância, nossa atuação estará muito comprometida, pois, nos sentiremos deslocados, incomodados etc. 

Se, ao contrário, formos recebidos com carinho, com votos de boas-vindas, com camaradagem, com alegria pelos recepcionistas desses lugares ou instituições, nosso ânimo será outro, e nossa participação será bem diferente, pois, nos sentiremos queridos, estimados.



Por essa razão, a Casa Espírita deve ser uma instituição que represente os braços do Mestre abertos e estendidos a envolver todos os irmãos que ELE nos encaminhar. 




E deve preparar seus tarefeiros para esse mister, escolhendo através de treinamentos a serem ministrados com essa finalidade, onde os mais experientes, os mais dedicados possam ser encaminhados para o setor de Recepção e estarão preparados para dar todas as informações sobre as atividades da Casa, as primeiras orientações sobre a doutrina etc. 


Desde a entrada da Casa Espírita, já deve ter o visitante a saudação de boas-vindas, com um belo sorriso no rosto do tarefeiro, a entrega de uma mensagem contendo uma página edificante e ainda, se possível, com as atividades da casa no verso, o que facilitará em muito a tarefa de explicação do tarefeiro. 



A CASA ESPIRITA SEM ESSA RECEPÇÃO ESTARÁ SEMPRE INCOMPLETA. 

 

 

ATENÇÃO

 

voltem á página  inicial do site da Use        

 

http://www.usepiracicaba.com.br/

 

E ENCONTRARÃO  A COLUNA

 

"RECEPÇÃO NAS CASAS ESPIRITAS"

  NÃO DEIXE DE VER.....


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FUNDAMENTOS DA RECEPÇÃO NA CASA ESPÍRITA   -  Waldehir Bezerra de Almeida

 

Há urgência de se qualificar trabalhadores dispostos ao exercício da recepção nas casas espíritas. Essa atividade encontra seus fundamentos no Evangelho e na Codificação Kardequiana.

À Casa Espírita não basta abrir suas portas ao público para nela simplesmente entrar quem assim desejar.

É necessário que se desenvolva um trabalho de acolhimento, com calor humano e atendimento fraternal aos que ali chegam pela primeira vez, para que voltem outras vezes. Este setor de trabalho é a Recepção, que encontra fundamentos no Evangelho e nas obras Doutrinárias. Citamos apenas três deles.

 

1º) O compromisso com Jesus para recepcionar, com fraternidade e interesse, todos aqueles que são por Ele enviados à sua Casa, ou seja, o Centro Espírita. (“Se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim, e quem me recebe a mim recebe aquele que me enviou” - João 13:20).

 

2º) Prática da caridade com a Doutrina Espírita, usando todos meios lícitos e convenientes para a sua comunicação. (“Dois elementos hão de concorrer para o progresso do Espiritismo: o estabelecimento teórico da doutrina e os meios de a popularizar” - Obras Póstumas. Projeto 1868).

 

 

 

3º) Amor pela Casa Espírita, demonstrado no esforço de preservar-lhe a boa imagem diante daqueles que a buscam para seu esclarecimento e consolo. (“E se algum lugar (Casa Espírita) não vos receber (com fraternidade) nem vos quiser ouvir (com atenção), ao partirdes de lá, sacudi o pó de debaixo dos vossos pés em testemunho contra eles” - Marcos 6:11). O Centro Espírita, antes de ser dos homens, é dos Espíritos que trabalham sob a égide do Cristo. Receber com amor aqueles que lhe batem à porta, reconhecendo que ali chegam enviados pelo Médico das Almas é de fundamental importância. A Recepção como setor de trabalho do Centro Espírita, é um meio de popularizar o Espiritismo. Humanizada e eficiente, conquistará para o Cristo o companheiro que dele se aproxima, na esperança de ser acolhido com fraternidade.

 

 

 

Lembremos o conselho de Jesus aos seus apóstolos, quando os enviou à pregação da Boa Nova, dizendo que se não fossem bem recebidos deveriam testemunhar contra os maus recepcionistas.

Ora, os que procuram o Centro Espírita e não são bem recebidos também irão testemunhar contra ele, sem dúvida, e terão dificuldade em aceitar a afirmativa de que seus membros trabalham em nome do Senhor. O serviço de recepção na Casa Espírita deve aperfeiçoar-se cada vez mais, não somente na área técnico-administrativa, qualificando seus colaboradores e dotando-a de instrumentos racionais que favoreçam um desempenho eficiente dos recepcionistas, mas, sobretudo, no campo do amor. Amor ao trabalho que se faz e a quem dele se beneficia.

 

 

 

Todos os recursos que a ciência e a tecnologia nos oferecem devemos deles fazer uso em nossa Casa para que, de maneira mais prática, chegue a todos a mensagem da Boa Nova, clarificada pela lógica da Doutrina Espírita. Nada, no entanto, substitui a vibração humana da conversação fraterna, o convite indeclinável do sorriso e da atenção amiga, àquele que fala, e a força do sentimento de solidariedade expressado no desejo sincero de ajudar a quem se sente desamparado, abandonado, confuso e desiludido. Na boa recepção começa a assistência espiritual que a Casa oferece.

 

 

 

Os irmãos que atendem aos que a ela chegam pela primeira vez têm a responsabilidade de informar pelos gestos, sentimento e palavras, que a Casa é de todos os homens de boa vontade, desejosos em confraternizar, aprender e trabalhar na Seara do Senhor.

O irmão recepcionado sem alarido, mas com alegria, respeito e atenção, sente-se confiante, admitindo que procurou a lugar certo para o esclarecimento que busca a respeito dos “problemas do ser, do destino e da dor” que o angustiam.  Sabemos que os Espíritos da Seara do Cristo, no desempenho de sua tarefa de amparo aos necessitados encaminham das ruas, dos bares, dos ambientes de serviços tumultuados, dos lares em desequilíbrio, os irmãos atormentados e seus atormentadores desencarnados, todos necessitados de orientação, de solidariedade e de amor, para as organizações religiosas mais próximas, na esperança de que ali sejam auxiliados nas suas dificuldades.

 

 

 

O Centro Espírita, por motivos que muito bem conhecemos, é sempre o templo ideal para esse atendimento, pois trabalha com a certeza do interacionismo do mundo visível com o invisível. Há urgência, portanto, de se qualificar trabalhadores dispostos ao exercício dessa tarefa básica no Centro Espírita, para que ele não venha ser somente um templo a mais na Terra, erguido somente com paredes de tijolos, como tantas que ainda existem, e sim um santuário do mundo espiritual na Terra, revestido com a argamassa da fraternidade e sustentado pelas colunas do amor dos corações daqueles que nele mourejam. Os irmãos encarregados desse mister serão aqueles que já detêm um razoável conhecimento do Espiritismo, estão integrados na instituição, são conhecedores de suas diretrizes, normas administrativas e de suas atividades. Seu perfil deve ser traçado como alguém simpático, atencioso e loquaz suficiente para manter um diálogo objetivo e esclarecedor com o visitante. Recepcioná-lo carinhosamente e encaminhá-lo com segurança ao setor da instituição pertinente ao caso, oferecendo-lhe as informações preliminares que necessite.

 

 

 

É oportuno lembrar que o recepcionista irá se deparar com uma diversidade muito grande de irmãos com os mais diferentes problemas e interesses. A variação vai desde aquele que revela o seu tormento no olhar e no falar, até àquele que simplesmente deseja assistir a reunião pública e depois tomar um passe. São necessárias, portanto, ao recepcionista, muita sensibilidade para uma rápida detectação do quadro apresentado pelo visitante e maturidade suficiente para tomar decisões com amor, inteligência e energia, visto que a manutenção da ordem e da disciplina nas adjacências da entrada principal do Centro estará a seu cargo. Cremos que assim agindo estaremos recebendo bem aos que Jesus nos envia, preservando a boa imagem da Sua Casa e popularizando a Sua Mensagem, o Espiritismo, de uma forma eficiente e fraterna.

 

 

 

(Publicado na Revista Internacional do Espiritismo, em maio de 2000)