União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

AMOR LIVRE - Emmanuel

 

 

 

 

PERGUNTA:  

 

- QUAL DAS DUAS, A POLIGAMIA OU A MONOGAMIA É MAIS CONFORME À LEI DA NATUREZA?

 

RESPOSTA:

A  poligamia  (matrimônio de um com muitos) é lei humana cuja ABOLIÇÃO marca Progresso social.

 

O casamento segundo as vistas de Deus tem que se fundar na afeição dos seres que se unem.

 

Na poligamia, NÃO HÁ AFEIÇÃO REAL: há apenas sensualidade. Item n° 701, de “O livro dos Espíritos”.

 

Comenta-se a possibilidade de legalização das relações sexuais livres, como se fora justo escolher companhias para a satisfação do impulso genésico, qual se apontam iguarias ou vitaminas mais desejáveis numa hospedaria.

 

 

RELAÇÕES SEXUAIS, NO ENTANTO, ENVOLVEM RESPONSABILIDADE.

 

 

Homem ou mulher, adquirindo parceira ou parceiro para a conjunção afetiva, não conseguirá, sem dano a si mesmo, tão-somente pensar em si.

 

Referentemente ao assunto, não se trata exclusivamente da ligação em base do matrimônio legalmente constituído.

 

Se os parceiros da união sexual POSSUEM DEVERES A OBSERVAR ENTRE SI, à face de preceitos humanos, voluntariamente aceitos, no plano das chamadas ligações extralegais acham-se igualmente submetidos aos princípios das Leis Divinas que regem a Natureza.

 

Cada Espírito detém consigo o seu íntimo santuário, erguido ao amor, E ESPÍRITO ALGUM MENOSPREZARÁ O “LUGAR SAGRADO” DE OUTRO ESPÍRITO,

SEM LESAR A SI MESMO.

 

Conferir pretensa legitimidade ÀS RELAÇÕES SEXUAIS IRRESPONSÁVEIS seria tratar “consciências” qual se fossem “coisas”, e se as próprias coisas, na condição de objetos, reclamam respeito, que se dirá do acatamento devido à consciência de cada um?

 

É óbvio que ninguém se lembrará, em são juízo, de recomendar escravidão às criaturas claramente abandonadas ou espezinhadas pelos próprios companheiros ou companheiras a que se entregaram, confiantes; isso, no entanto, não autoriza ninguém a estabelecer liberdade indiscriminada para as relações sexuais que resultariam unicamente em licença ou devassidão.

 

Instituído o ajuste afetivo entre duas pessoas, levanta-se, concomitantemente, entre elas, o IMPOSITIVO DO RESPEITO À FIDELIDADE NATURAL, ante os compromissos abraçados, seja para a formação do lar e da família ou seja para a constituição de obras ou valores do espírito.

 

Desfeitos os votos articulados em dupla, claro que a ruptura corre à conta daquele ou daquela que a empreendeu, com o aceite compulsório das consequências que advenham de semelhante resolução.

 

TODA SEMENTEIRA SE ACOMPANHA DE COLHEITA, CONFORME A ESPÉCIE.

 

É razoável nos lembremos disso, porquanto

 

O AUTOR OU AUTORA DA DEFECÇÃO HAVIDA, ANTE OS PRINCÍPIOS DE CAUSA E EFEITO,    É CONSIDERADO VIOLADOR DE ALMAS,

 

assumindo com as vítimas a obrigação de restaurá-las, até o ponto em que as injuriou ou prejudicou, ainda mesmo quando na conceituação incompleta do mundo essas criaturas tenham sido encontradas supostamente já prejudicadas ou  injuriadas por alguém.

 

O diamante no lodo não deixa de ser diamante, sem perder o valor que lhe é próprio, diante da vida.

 

A criatura em sofrimento não deixa de ser criação de Deus, sem perder a imortalidade que lhe é própria, à frente do Universo.

 

Que a tentação de retorno dos sistemas poligâmicos pode ocorrer habitualmente com qualquer pessoa, na Terra, é mais que natural – é justo. Em circunstâncias numerosas, o passado pode estar vivo nos mecanismos mais profundos de NOSSAS INCLINAÇÕES E TENDÊNCIAS.

 

Entretanto, os deveres assumidos, no campo do amor, ante a luz do presente, devem prevalecer, acima de  quaisquer anseios inoportunos, de vez que o compromisso cria leis no coração e

 

NÃO SE DANIFICARÃO OS SENTIMENTOS ALHEIOS SEM RESULTADOS CORRESPONDENTES NA PRÓPRIA VIDA.

 

Observem-se, nos capítulos do sexo, os desígnios superiores da Infinita Sabedoria que nos orienta os destinos e, nesse sentido, urge considerar que a Vontade de Deus, na essência, é o dever em sua mais alta expressão traçado para cada um de nós, no tempo chamado “hoje”.

 

E se o “hoje” jaz viçado de complicações e problemas, a repontarem do “ontem”, depende de nós a harmonia ou o desequilíbrio do “amanhã”.

 

 

Publicado em 25/07/2010por Despertar Espiritual

 

AMOR LIVRE — Emmanuel — Livro “Vida e Sexo”