União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Negativismo dispensável

Orson Peter Carrara 

Incrível como ondas ocasionais de ameaças disfarçadas,
negativismo acentuado e divulgação de supostas forças dominadoras que
tudo podem, invadem a nobreza do movimento espírita causando atrasos
nos programas do bem para o planeta. 

Sim, aí estão. São livros, palestras, expositores,
simpósios, temas e encontros oferecendo foco destrutivo e pessimista a
ouvidos atentos que buscam exatamente o contrário. 

Ora, convenhamos! A proposta do Espiritismo é proposta
consoladora, confortante ao coração, motivadora ao bem e especialmente
orientadora na superação dos desafios próprios de nossa condição
humana e de espíritos em aprendizado. 

Fico a pensar na inutilidade de abordagens ameaçadoras ou
de autênticos sermões morais que destacam simplesmente a ação das
trevas, sem oferecer exatamente o caráter lúcido e esclarecedor dos
textos claros do Codificador e do pensamento de Jesus.

Ninguém ignora que a ignorância promove prejuízos em toda
parte. Espíritos ainda em estágio de imperfeição, somos capazes de
ocasionar desordens no plano material e mesmo no plano espiritual ou
entre eles, como tão bem descritos na realidade humana que podemos
observar ou na inesgotável literatura espírita, mediúnica ou não. 

Todavia, o que se observa em muitos casos, é o foco para
destacar essas infelizes ações, quando, antes, deveríamos focar nossos
esforços para construir o bem, continuamente.

Temos o dever de
espalhar esperança, de disseminar a clareza e orientações constantes
dos códigos do Evangelho e do Espiritismo. Temos o impostergável dever
de auxiliar continuamente para que o bem prevaleça.

Será que já paramos para pensar nos prejuízos que causamos
em pessoas ainda indecisas, impressionáveis ou abatidas por provações?

Temos noção da responsabilidade do que estamos transmitindo através da
palavra escrita ou falada? 

Trazer o assunto a público nesta rápida abordagem tem um
único objetivo: motivar-nos a perguntarmos a nós mesmos o que podemos
fazer para auxiliar o próximo que está a nossa frente, no público
ouvinte ou leitor. Ao invés de transmitir-lhe medo, insegurança, pavor
mesmo em muitos casos. 

Cobranças de reforma moral, ameaças do umbral e de obsessões, sermões
impositivos ou manipulações que criem dependentes não integram o
salutar programa de aprimoramento intelecto-moral tão bem descrito do
Espiritismo.

Valorizar o mal é fornecer-lhe combustível. Sejamos
aqueles que transmitem alegria, esperança, motivação.

Afinal, todo
esse negativismo que vez por outra invade nosso movimento, é
absolutamente dispensável. É ele que promove divisões, melindres,
disputas e incentiva a maledicência e as conhecidas manifestações de
orgulho e egoísmo que tanto nos prejudicam...

Não precisamos dele.
Optemos, antes, por construir o bem, onde estivermos.