União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

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Compreendendo as emoções

 

 

 

 

De: Aylton Paiva 

Assunto: Reflexão


Meus caros,

" As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos designios da Providência. Mas, se em vez de as dirigir deixa que elas o dirijam cai o homem nos excessos e a própria força que manejada pelas suas mãos poderia produzir o bem, contra ele se volta e o esmaga. (O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec)

COMPREENDENDO AS EMOÇÕES

Estávamos todos atentos, no Auditório da Paz do Centro de Aprimoramento Espiritual.

Após as palavras iniciais do dirigente da reunião e a prece de preparação espiritual dos presentes foi dada a palavra ao expositor Antonyl.

- Nesta noite, analisaremos temas sobre as paixões e as emoções.

Iniciaremos nossas considerações sobre a questão nº 907 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Indagou ele: “ Será substancialmente mau o princípio originário das paixões, embora esteja na natureza?

- Não: a paixão está no excesso de que se acresceu a vontade, visto que o princípio que lhe dá origem foi posto no homem para o bem., tanto que as paixões podem levá-lo à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal.”
Fala, assim, de um ânimo intenso, acompanhado de estado emocional que pode levar-nos a realizações de coisas boas ou más.


Desta maneira, Allan Kardec, na questão seguinte, sobre o mesmo assunto, esclarece: “ As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos desígnios da Providência. Mas, se, em vez de as dirigir, deixa que elas o dirijam cai o homem nos excessos e a própria força que manejada pelas suas mãos poderia produzir o bem, contra ele se volta e o esmaga.” ( O Livro dos Espíritos, Ed. FEB )
Por mais de uma hora discorreu não só sobre as paixões, como, também, sobre as emoções que produzimos e que agem e reagem em nós.

À medida que ouvia, tentava fazer algumas anotações para posterior meditação.

“ Muitas pessoas sentem inveja, ódio, medo e preferem reprimir tais emoções ao invés de encontrar soluções através delas. “

Sim. É muito importante que procuremos entender o que essas emoções querem nos dizer, sob os aspectos positivo ou negativo.

Vamos pensar: o que a inveja quer me dizer?
Se ela me mostra minhas necessidades e deficiências ante o outro, ela é boa no sentido de informar que preciso melhorar-me, dentro do possível, naquele aspecto. Então se transforma em admiração.

Se ela se manifesta no sentido de que eu devo “destruir” o outro, ela é profundamente negativa revelando manifestação mais primária do egoísmo. Se concretizada, poderei lesar o próximo, porém, poderei sofrer os efeitos punitivos da lei humana e educativos da lei Divina.

Outra anotação:

“ É importante explorar suas emoções para descobrir suas reais necessidades.
Se você sente saudade de um amigo e o encontra, qual é a sua emoção?

De alegria e de satisfação, porque a sua necessidade de revê-lo foi satisfeita.”
Reiterou a necessidade de analisarmos as emoções, especialmente as negativas que revelam nossos desequilíbrios em atitudes e comportamentos.

Coube, também, este alerta:

“ Fingir que não sente raiva, tristeza e inveja é reprimir essas emoções; e isso não é psicológica e espiritualmente bom.”
Sem dúvida, temos que aprimorar nossas emoções. Elas precisam se constituir e em estados emocionais que nos tragam o bem-estar, a euforia, expressos na indignação, na admiração, na alegria, na coragem, no amor.

Quase finalizando a palestra, fiz este registro:
“ A maior parte de nossas falhas é mais perdoável do que os meios que usamos para disfarçá-las. Rochefoucaul. “
Inquestionavelmente, para nos aprimorarmos precisamos entender a “linguagem” das nossas emoções, a força das nossas paixões e agirmos de forma justa e amorosa com relação ao nosso próximo e a nós mesmos.

A palestra estava encerrada, as emoções boas foram muitas, as reflexões também, mas ainda restava em minha mão o papel com as anotações, agora compartilhadas com você. Façamos bom proveito!
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