União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Como fazer para sermos felizes

 

 

 

 

 

 

O Evangelho Segundo o Espiritismo, edição FEB/1984, trás em seu capítulo V, itens 20 e 24, 

A FELICIDADE NÃO É DESTE MUNDO e A INFELICIDADE REAL, respectivamente. 

Na página 84, o trecho “Aquilo em que consiste a felicidade sobre a Terra é uma coisa tão efêmera para aquele que age sabiamente que por um ano, um mês, uma semana de completa satisfação, todo o resto se escoa numa seqüência de amarguras e decepções; e notai, meus caros filhos, que falo aqui dos felizes da Terra, daqueles que são invejados pelas multidões”.

Na página 88, no primeiro parágrafo (item 24) outro trecho: “Todo o mundo fala da infelicidade, todo mundo a experimentou e crê conhecer seu caráter múltiplo. Venho vos dizer que quase todos se enganam, e que a infelicidade real não é tudo aquilo que os homens, quer dizer os infelizes, a supõem.

Eles a vêem na miséria, no fogão sem lume, no credor ameaçador, no berço vazio do anjo que sorria, nas lágrimas, no féretro que se acompanha de cabeça descoberta e de coração partido, na angústia da traição, na nudez do orgulhoso que gostaria de se cobrir de púrpura e que esconde com dificuldade sua nudez sob os farrapos de infelicidade na linguagem humana.

Sim, é a infelicidade para aqueles que não vêem senão o presente; mas a verdadeira infelicidade está nas conseqüências de uma coisa mais do que na própria coisa. Dizei-me se o acontecimento mais feliz para o momento, mas que tem conseqüências funestas, não é uma realidade mais infeliz que aquele que causa primeiro uma viva contrariedade, e acaba por resultar no bem? Dizei-me se a tempestade que quebra vossas árvores, mas saneia o ar dissipando os miasmas insalubres que causariam a morte, não é antes uma felicidade do que uma infelicidade”.

Recomendamos aos leitores, a leitura de todo o Evangelho, e em especial este capítulo para a conscientização do tema que estamos abordando.


A partir da história da civilização, foram registrados, em pergaminhos e outros materiais por sábios da época, provérbios, pensamentos, de alto teor educativo, moral e religioso. Mostrando desta forma que a humanidade nunca em qualquer época se viu órfã de encaminhamento espiritual para se orientar no rumo de sua evolução.

Uma “bússola” indicando a direção correta para a Porta Estreita mencionada no Evangelho.
Assim, muito antes da vinda de Jesus que aqui deixou o “Estatuto Universal da Evolução”, outros enviados pelo Amantíssimo Pai de Paz e Amor aqui estiveram uma ou mais encarnações para nos deixar palavras de estímulo que nos ensinava as verdades para alcançar a FELICIDADE.

Confúcio, Lao Tse, Buda, Hermógenes, Sócrates, para mencionar apenas alguns das centenas de pensadores e filósofos da antiguidade de várias partes do mundo. Em todos os séculos, mesmo naqueles considerados os de “escuridão” como a Idade Média, nos deixou ensinamentos. Para lembrar, Francisco de Assis (1181/1226), entre outros.

Na história mais recente, poderíamos citar uma lista enorme de nomes, mas parece que os homens ainda fazem “ouvidos moucos” a esses apelos. No século passado alguns homens se destacaram no cenário mundial: Mahatma Gandhi (1869/1948), que conseguiu a independência de seu país (Índia) sem derramar uma gota de sangue, nos deixando um legado de sabedoria.

O Outro foi Nelson Mandela (1918) que, depois de ficar preso por 28 anos (África do Sul), saiu, elegeu-se presidente e perdoou a todos pelo que fizeram durante a “Apartheid”.

Albert Guinon (1863/1923), dramaturgo francês, deixou para a posteridade alguns provérbios interessantes. Entre eles:

“O verdadeiro segredo da felicidade é exigir muito de si e pouco dos outros”. Há outros: “O modo mais fácil de fazer a vida agradável é fazê-la agradável aos demais”.

Se nos aprofundarmos na história da humanidade vamos encontrar inúmeros exemplos de pessoas que se dedicaram ao próximo com força e coragem. Pessoas que segundo suas próprias declarações eram felizes pelo que faziam.

Irmã Tereza de Calcutá, além de nos deixar uma gama de lindos pensamentos morais, nos deixou um exemplo de vida. Irmã Dulce na Bahia, exemplo de dedicação ao próximo e que apesar de suas limitações físicas dizia ser feliz. Francisco Cândido Xavier, Eurípedes Barsanulfo, Bezerra de Menezes,etc. Há muito mais espalhados por esses brasis e pelo mundo que se dedicam ao próximo todo o seu tempo. Em asilos e hospitais onde doenças como o fogo-selvagem, a hanseníase, AIDS, entre outras, necessitam de dedicação especial e muito amor.

Seguindo esses exemplos, a humanidade num todo poderia espelhar-se e lembrar-se que tudo isso se deve ao Pai que dois mil anos atrás nos enviou Jesus que nos deixou como disse acima, a “bússola” indicando para o bem e antes disso, espíritos encarnados de escol que nos premiaram com sua sabedoria irradiada do Criador do Universo.

Se buscarmos a Porta Estreita, como nos ensina o Mateus (cap.VII, v. 13, 14) do Novo Testamento e essa mesma citação interpretada pelo Evangelho Segundo o Espiritismo no Capítulo XVIII, item 3 e seguintes, iremos meditar profundamente e deixaremos de cometer uma série de bobagens que nos levam a infelicidade.

AMAR A TODOS SEM DISTINÇÃO É O CAMINHO PARA SER FELIZ.

J. Garcelan – e-mail:- O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.


4 de fevereiro de 2008.
Matéria aprovada para publicação
Publicado no Jornal O CLARIM – abril/2008.