União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

O MÉDIUM TEM DÚVIDA SOBRE A AUTENTICIDADE DA COMUNICAÇÃO. E QUANDO PODE TRANSMITIR EM OUTRA LINGUA? (Divaldo)

 

 

O MÉDIUM TEM DÚVIDA SOBRE A AUTENTICIDADE DA COMUNICAÇÃO.

E QUANDO PODE TANSMITIR EM OUTRA LINGUA?  ( Divaldo )

 

 

Observam-se médiuns com permanentes dúvidas quanto à autenticidade das comunicações, mesmo quando estas ocorrem por seu intermédio.

Como superá-las?

Divaldo Franco:   Insistindo no exercício da educação mediúnica.

Sempre usamos uma imagem um tanto grotesca. Quando se vai ao dentista, a primeira frase que ele pronuncia é: — “Abra a boca”. Se nós dissermos: — “Não vou abrir”, nada poderá ser feito.

Na prática mediúnica a primeira atitude do sensitivo é abrir a boca (da alma) e ficar aguardando a ideia para exteriorizá-la. A tarefa do doutrinador — que conhece a pessoa — é a de examinar o que o médium está falando. Daí, a necessidade do relacionamento antecipado para aquilatar a qualidade do comunicado.

Segundo Allan Kardec, no fenômeno mediúnico há nuances de natureza anímica, porque é da personalidade.

Se o Espírito dá um recado, o médium transmite-o da forma como entendeu, por uma razão a considerar: o pensamento do comunicante possui uma linguagem universal, portanto, a interpretação é feita pelo intermediário. O médium não é uma máquina gravadora. Se alguém, no final dos trabalhos nos perguntar como foi a prática mediúnica de hoje, vamos contar conforme a entendemos.

Vai ser autêntico porque retrata o espírito do trabalho de intercâmbio espiritual e será também um fenômeno pessoal, porque as ideias são vestidas com as palavras do narrador.

Ninguém pode esperar, durante a prática mediúnica, que se comunique um Espírito falando grego ou turco imediatamente. Ele tem que usar o médium.

Se o sensitivo não teve nenhuma encarnação na Grécia ou na Turquia não poderá falar o idioma desses países, simplesmente porque não possui matrizes sedimentadas no seu perispírito para que se dê o fenômeno de xenoglossia.

Um exemplo: sou um indivíduo analfabeto e digo a duas pessoas: — “Dê este recado a beltrano”. Uma de média cultura e outra lúcida.

Pergunta-se: — “Quem dará melhor o recado?”. A que tiver melhor capacidade intelectual, é o lógico. Assim é na questão da mediunidade: os médiuns mais bem dotados possuem uma capacidade maior de transmitir o pensamento das Entidades comunicantes.

É preciso também adicionar-se, aí, o fator filtragem, que é fruto de um trabalho de educação mediúnica, a longo curso, no qual se incluem a sintonia e o exercício.

 

Do livro Qualidade na Prática Mediúnica, do Projeto Manoel Philomeno de Miranda, 2ª Parte – questão 56.