União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

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VIDA APÓS A MORTE, CIÊNCIA APROXIMA-SE DO ESPIRITISMO - Paulo da Silva Neto Sobrinho ( Palestrante e escritor – MG.)

 

 

 

VIDA APÓS A MORTE,

CIÊNCIA APROXIMA-SE DO ESPIRITISMO

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Atualmente, diante de tantas pesquisas sobre as EQMs (Experiência quase morte), podemos dizer que somente os mal-informados é que não acreditam que se trata de uma realidade.

 

Temos em mãos o livro Evidências da vida após a morte de autoria do Dr. Jeffrey Long e Paul Perry (São Paulo: Larousse do Brasil, 2010), no qual vemos com prazer uma fala que nos pareceu confirmar o que temos dito: 

 

“tudo que tem caráter universal, tende para ser verdadeiro, embora possa ser visto de maneira simplista”; o que eles disseram foi: “[…] seguimos um princípio científico básico: O que é real é visto quase sempre entre muitas observações diferentes”.

 

Em 1998, Dr. Jeffrey Long criou a instituição NDERF (Near Death Experience Research Foundation), e seu respectivo site:http://www.nderf.org/, base de sua pesquisa, já contando com 1.300 depoimentos.

 

Segundo ele informa os pesquisadores concluíram que as EQMs incluem, pelo menos, 12 elementos:

 

  1. 1.   Experiência fora do corpo (EFC, ou OBEE: out-of-body experience): separação da consciência do corpo físico.

 

  1. 2.   Sentidos aguçados.

 

 

3. Emoções ou sentimentos intensos e quase sempre positivos.

 

4. Passagem por, ou dentro, de um túnel.

 

5. Encontro de uma luz mística ou brilhante.

 

6. Encontro com outros seres; ou seres místicos, ou parentes ou amigos falecidos.

 

7. Uma sensação de alteração de tempo ou de espaço.

 

8. Recapitulação de vida.

 

9. Encontro de planos sobrenaturais (“celestiais”).

 

10. Descoberta ou aprendizado de um conhecimento especial.

 

11. Encontro de um limite ou barreira.

 

12. Retorno ao corpo, voluntário ou involuntário.

 

Segue explicando e exemplificando cada um desses itens.

 

O que queremos aqui ressaltar é o da visão retrospectiva de vida (8), pois daí surge uma intrigante pergunta: por qual motivo?

 

Vejamos um trecho de um relato:

Conteúdo da recapitulação de vida:

 

Mais de 21% comentaram sobre o conteúdo da recapitulação de vida.

 

Os que passaram pela EQM geralmente notaram que eram ELES PRÓPRIOS QUE JULGAVAM A SI MESMOS.

Durante o processo, viram o bem e o mal, A CAUSA E O EFEITO DE SUAS ESCOLHAS.

 

Muitos relataram que tiveram mais uma recapitulação de sentimentos do que uma recapitulação de acontecimentos visuais.

 

Alguns disseram que suas recapitulações consistiram em sentir as reações dos outros a suas atitudes terrenas. (LONG e PERRY, 2010, p. 118).

 

O que temos sempre afirmado é que

 

DEUS NÃO JULGA AS NOSSAS AÇÕES;

 

somos nós mesmos os nossos próprios juízes, exatamente como acima é afirmado.

 

Que, em retorno à vida espiritual, passado o período de perturbação, que varia de indivíduo para indivíduo, nós avaliaremos tudo quanto fizemos na última encarnação, seja de bem ou de mal.

 

Teremos condições de compreender a lei de causa e efeito, ao sentirmos que as dores e sofrimentos pelos quais passamos são apenas reflexos dessa lei, nada de castigo de Deus.

 

De nossas escolhas, já que Deus nos concedeu o livre-arbítrio, invariavelmente, advirão consequências,

 

valendo, o ditado A SEMEADURA É LIVRE, A COLHEIRA OBRIGATÓRIA”.

 

É um precioso momento de reavaliação de nossas ações, VISANDO QUANTIFICAR O AMOR QUE DEDICAMOS ÀS PESSOAS, com as quais nos relacionamos, sejam elas parentes, amigos ou até mesmo um transeunte que encontramos na rua, em resumo,

 

é a aplicação do “AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO” (Mt 22,39), recomendada por Jesus.

 

Tudo isso é conceito espírita, que vem, ainda que timidamente, sendo confirmado por experiências científicas.

 

Paulo da Silva Neto Sobrinho

Jul/2014.