União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Morte e vida em plenitude.

O medo da morte deve ser racionalizado face à inevitabilidade desse fenômeno biológico. 

Tudo nasce na forma orgânica para transformar-se molecularmente através da morte. 

A morte é, portanto, uma forma de desestruturação celular, que se encarrega de alterar o conjunto material sem destruir a energia que o sustenta. 

Nada existe que não experimente alteração, desde que a inércia é somente incapacidade de perceber-se o movimento. 

A VIDA É PERENE, pois que se encontra em todo o Universo, originada no Pai Criador e jamais se extingüe. 

A VIDA É O SER ESPIRITUAL em diversos estágios, evoluindo sem cessar, a partir da vibração inicial até à angelitude superior. 

Por isso mesmo, o ser real não é o físico, mas o Espírito que o modela, e que, mediante a disjunção das moléculas se liberta da clausura carnal, da mesma forma que, mediante a união das partículas, volve ao corpo e recomeça a experiência orgânica. 

Morrer, desse modo, é desprender-se do magnetismo, do vitalismo orgânico, volvendo à vida em plenitude, à origem. 

Quando se apega às licenças do prazer e aos impositivos das paixões mais primárias, o Espírito reage, no corpo à libertação pela morte. 

Supondo que a vida se resume ao frágil e breve período dos sentidos físicos, o indivíduo hedonista teme ou odeia a morte, sem dar-se conta da degeneração material e dos complicados resultados perturbadores dela decorrente. 

( hedonismo - procura no prazer a finalidade da vida) observação nossa. 

Morrer é libertação. Abandono da estrutura pesada a fim de planar livre na dimensão eterna. 

Atavicamente fascinado pelo corpo, que apalpa e sente, o ser humano, por falta do hábito da meditação, da reflexão, e desinformado a respeito da sobrevivência sem os mitos nem as fantasias religiosas do passado, na morte vê o aniquilamento, o cessar da vida. 

Ninguém morre, nada se destrói . tudo experimenta transformações incessantes e o Espírito prossegue vivo mesmo quando ocorre a desarticulação da maquinaria física que comanda. 

Graças às comunicações mediúnicas, confirmadas por Jesus redivivo, para demonstrar a vida estuante após a morte, desfruta-se a certeza da imortalidade, o que constitui alento e razão de alegria para todas as criaturas, que passam a viver no corpo trabalhando em favor da liberdade e da ventura espiritual que logo mais advirá. 

Confia, portanto, em Deus, e conduze-te com equilíbrio em todos os momentos da existência terrena, a fim de que, no momento da morte, estejas preparado para sobreviver em plenitude. 

Se algum ser querido antecedeu-te na viagem de retorno, acalma-te e espera. 

Ele vive e te aguarda. 

Se fizeres silêncio íntimo, falar-te-á, animando-te para que prossigas em paz no desempenho das tuas tarefas até o instante da tua libertação. 

E, se por acaso, algum temor te ameaça no que diz respeito à desencarnação, recorda-te que diariamente, quando adormeces, experimentas uma forma de morte, cujo despertar é de certa maneira reencontrar a imortalidade... 

Ama aos que morreram, mas vivem, preparando-te, por tua vez, para viveres depois que morras. 

Joanna de Ângelis 

Página distribuída pelo Centro Espírita Caminho da Redenção. 
Bahia. Brasil. 

Médiun Divaldo P. Franco.