União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

O medo da Morte

 

Porque o homem teme tanto a morte, esse mistério que o amedronta desde tempos imemoriais? Porque a experiência do "fim", do "perder a vida" e do "expirar", como definem os dicionários, provoca tanto medo e até mesmo pavor no ser humano? 

Dois espíritos iluminados que ajudaram o homem a conhecer-se um pouco melhor através de suas mensagens que ficaram registradas na história e contribuíram significativamente para a evolução da consciência humana:

Um deles, o filósofo Sócrates, disse: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o universo!". O outro, o profeta Jesus Cristo, revelou: "Conheceis a verdade e a verdade vos libertará!"

 Traduzindo o que disseram esses dois importantes personagens da existência humana sobre o planeta? A mesma coisa, ou seja, que é através do conhecimento de nós mesmos que desvendaremos o mistério da nossa existência que é a verdade do espírito esta fagulha de luz criada por Deus. 

 Por outro lado, à medida que desconhecemos a nós mesmos, isto é, a nossa verdade essencial, alimentamos nossos medos internos e entre eles, o mito da morte.

Portanto, nada mais "normal" quando definimos através de nossos dicionários o conceito de morte como sendo "fim", porque tudo o que desconhecemos, tememos, e o que tememos por causar-nos sofrimento a sua lembrança. 

Nós, ocidentais civilizados, não estamos preparados para as mortes repentinas ou para os desaparecimentos prematuros. Esses fatos nos chocam e nos comovem.

Sentimos a "perda" como algo abstrato que não compreendemos e, que muitas vezes, atribuímos, sempre, à fatalidade da vida ou ao azar.

Portanto, dependentes da cultura do medo da morte que nos acompanha desde os mais remotos tempos como sendo um trauma a bloquear a passagem do conhecimento impedindo um melhor nível de compreensão, permanecemos órfãos e ignorantes de seu profundo significado, vindo buscar na religião e na filosofia, algo que explique a nossa angústia.

E para compreendermos a morte temos que compreender o significado da vida porque, ciclicamente, uma coisa está relacionada à outra.

O Espírito Joanna de Angelis afirma que a vida não termina no túmulo.

Com esta consciência aprende para a eternidade, reunindo valores que jamais se consumam. Toda lição que liberta do mal se incorpora à alma, como força de vida indestrutível.

Fosse a morte o fim da vida, sem sentido seria o universo.

A criação se esmaeceria e o ser pensante estaria destituído de finalidade. Tudo, porém, conclama o ser à glória eterna, à continuidade do existir, ao progresso incessante. Estuda e trabalha sem cessar, com os olhos postos no teu futuro espiritual, vivendo alegre hoje, e pleno, sempre.

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ADE-SERGIPE
Em: 24.06.2009