União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Perdoa Agora

Não te detenhas. 

Torna à presença do companheiro que te feriu e perdoa, ajudando-o a
recuperar-se.

Reflete e ampara-o.

Quantas dores e quantas perturbações lhe vergastaram a alma,
antes que a palavra dele se erguesse
para ofender-te ou antes que o braço se lhe armasse
pela incompreensão e desferisse contra o golpe deprimente?
Guarda a calma e auxilia sem cessar.

Mais tarde, é possível que não possas, por tua vez, suportar o assalto da
ira e reclamarás igualmente o bálsamo da alheia compreensão.
Retorna ao lar ou à luta que talvez hajas deixado, e espalha, de novo, a
bênção do amor com todos os corações que jazem envenenados pelo fel da crueldade ou pela peçonha da calúnia.
Não hesites, porém.

Perdoa agora, enquanto a oportunidade da reaproximação te favorece os bons desejos porque, provavelmente, amanhã, o ensejo luminoso terá passado e não encontrarás, ao redor de ti, senão a cinza do arrependimento e o choro amargo de improdutiva lamentação. 

Assim vencerás” - Francisco Cândido Xavier/ Emmanuel 

Dez sugestões para meditar, antes da crítica:

I - Colocar-nos no lugar da pessoa acusada, pesquisando no íntimo quais seriam as nossas reações nas mesmas circunstâncias.
II - Perguntar a nós mesmos o que já fizemos, em favor da criatura em dificuldade para que ela não descesse de nível.

III - Reconhecer o grau de responsabilidade que nos compete no assunto em pauta.

IV- Observar o lado bom do irmão ou da irmã em lide, a fim de concluir se não temos mais razões para agradecer e louvar do que para aborrecer ou reprovar.

V- Recorrer à memória e lembrar, com sinceridade, se já conseguimos vencer qualquer grande crise moral da existência, sem o auxílio de alguém.

VI- Verificar, em sã consciência, se temos efetivamente certeza da falta pela qual são apontados o companheiro ou a companheira, em torno de quem somos convidados a emitir opinião.

VII- Deduzir, pelo estudo de nós próprios, se possuímos suficientes recursos para corrigir sem ofender.

VIII- Examinar até que ponto a criatura acusada terá agido exclusivamente por si ou sob controle e domínio de obsessores, sejam eles encarnados ou desencarnados, com interesse na perturbação do ambiente em que vivemos.

IX- Refletir na maneira pela qual estimamos ser tratados por nossos amigos quando encontramos em erro.

X- Orar pelos nossos irmãos menos felizes e por nós mesmos, antes de criticar-lhes quaisquer manifestações.

Passos da Vida- Francisco Cândido Xavier/André Luiz