União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Perispírito...Psicossoma...afinal, o que é isso tudo?

 

 

Jorge Andréa 

O perispírito ou envoltório do Espírito, como zona medianeira permitirá o intercâmbio entre Espírito e matéria.

Tem sido abordado por muitos estudiosos, do mundo encarnado e desencarnado, mas, mesmo assim, ainda estamos longe de decifrar e conhecer a sua estruturação funcional; isto porque ainda não possuímos dados científicos aprimorados que nos propiciem uma avaliação mais profunda desse véu vibratório.

Mesmo assim, procuramos aqui e ali, nas informações de Kardec, André Luiz e tantos outros, os esclarecimentos que necessitamos para os nossos porquês.

O perispírito poderia muito bem responder pelas expansões do próprio Espírito, de modo a constituir uma autêntica camada do psiquismo. Essa delicada estruturação oscilaria em expansões e retrações a depender dos impulsos internos e serviria de apoio para que elementos outros, ai incrustados, pudessem ampliar e sustentar o organizador perispiritual. Dessa forma, o envoltório perispiritual se adensaria devido a arrecadação e incorporação de elementos existentes no meio substâncias específicas do prana ou fluido universal do contexto. kardequiano. Desses elementos ambientais e que daria equilíbrio e adaptação ao ser no orbe de que faz parte.

Tem sido abordado por muitos estudiosos, do mundo encarnado e desencarnado, mas, mesmo assim, ainda estamos longe de decifrar e conhecer a sua estruturação funcional; isto porque ainda não possuímos dados científicos aprimorados que nos propiciem uma avaliarão mais profunda desse véu vibratório.

Mesmo assim, procuramos aqui e ali, nas informações de Kardec, André Luiz e tantos outros, os esclarecimentos que necessitamos para os nossos porquês.

Diz a doutrina Espírita que a estruturação perispiritual é condição característica a cada orbe em particular.

Quando os Espíritos alcançam mais evolução, a ponto de se deslocarem para outro orbe mais adiantado, perdem o seu manto perispiritual, a fim de construírem um novo perispírito, com elementos integrantes do novo meio. Logo, a "estruturação íntima" do perisíirito, como resultado das expansões energéticas do inconsciente ou zona espiritual, continuará mesmo que a individualidade se transfira de orbe.

O que desaparece são os elementos que foram arrecadados ao meio onde se encontra o ser. elementos constitutivos do fluido universal, ficando as estruturas básicas onde os registros das experiências que aconteceram possam ser recolhidas para a intimidade espiritual pelas retrações desse campo.

Com isso, compreende-se melhor os acontecimentos durante a reencarnação, onde existem retrações do corpo perispiritu al com perda acentuada de seus elementos energéticos, nesta fase cedidos à própria natureza, em virtude do reencarnante construir um "novo" perispirito adaptado para as condições do novo corpo físico.

Os povos antigos referem-se com familiaridade a respeito. Assim, os hindus, desde remotas eras denominavam-se de kamarupa, os hebreus empregavam o termo nephesph e os egípcios de sab-bah.

Os gregos adotavam a denominação de schema e os gnósticos de aerossoma. Pitágoras, particularmente, chamava de carne sutil da alma ou eidolon. Leibnitz, de corpo fluídico e Paracelso, de corpo sidéreo; mais recentemente, o filosofo Cudworth escolheu a denominação de mediador plástico. Antonio J. Freire, num de seus livros sobre metapsicologia experimental, refere-se a esse mediador plástico do seguinte modo:

"O perispirito, indevidamente denominado, por vezes, corpo etérico, e geralmente denominado corpo astral, é constituído por camadas concêntricas de matéria hiperfísica sucessivamente menos condensadas e mais quintessenciadas, policrômicas, de volume e diâmetro variáveis, servindo de traço de união—mediador plástico—entre corpo físico e o espírito, mantendo entre dois elementos simplesmente relações de contigüidade, recolhendo sensações e transmitindo ordens, sugeridas pelos corpos superiores espirituais, por intermédio de vibrações fluídicas, de que o corpo físico é apenas um instrumento secundário e passivo, só necessário em nossas etapas terrestres, através dos ciclos das reencarnações evolutivas e cármicas"

O perispírito ou psicossoma é uma porção intermediária, com todos os graus de vibrações, que une, dum lado, a zona vibracional espiritual e, do outro, a condensação máxima de energia do caráter barôntico, característica de nossa matéria.

O perispirito jamais deve ser considerado como um reflexo ou efeito do corpo físico; este sim é que se construiria com as sugestões daquele. Dessa forma, o psicossoma, esse arcabouço vibratório, representaria um campo qualitativo onde o organismo físico se forma e se adapta, obedecendo-lhes às sugestões.


O perispírito possuiria todas as potencialidades que a organização física encerra, além de outras mais evoluídas e desconhecidas. A organização física passaria, naturalmente, a ser um decalque, um debucho, uma verdadeira condensação das energias mais periféricas do psicossoma, onde esbarram todas as suas correntes energéticas vitais.

Haveria, assim, dois campos de influência, o campo da vida celular e o campo do perispírito, em constante intercambio.

O aspecto do perispírito está bem caracterizado nas palavras. do Espírito André Luiz: "...formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, a face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos a feição de partículas colóides, eom respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e a apresentando estado morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta".

RICAS DE VIBRACAO

Agora que as noções sobre o perispirito se aprofundaram mais, devemos considerar que as suas camadas mais periféricas, que se acham ligadas diretamente à matéria, não deixariam passar a energia vital do centro espiritual, sem um controle e equilíbrio. Para isso deverá existir uma série de estações energéticas, pontos vorticossos, ilhas dinâmicas semelhantes e discos, conhecidas como discos energéticos, cujo papel principal seria a dosagem da energia vital a ser distribuída na matéria.

As zonas do perispírito onde se localizariam os discos seriam bem mais ricas de vibração, variando de um para outro disco, na dependência da importância fisiológica de que estão investidos. Seriam muitos, entretanto os espiritualistas e videntes assinalem sete deles como os mais importantes, cujas localizações estão relacionadas como zonas nobres do organismo material, influenciando, preferentemente, as redes simpáticas e parassimpáticos. Estariam assim distribuídos: 

a) epifisário—no centro do crânio (alto da cabeça)
b) frontal—ao nível do lobo frontal (testa)
c) laríngeo—na região cervical (pescoço)
d) cardíaco—na região precordial (coração)
e) solar—na região epigástrica (fígado)
f) esplênico—na região esplênica (Baco)
g) genético—na região hipogastrica (órgãos genitais internos)

Tudo faz pensar que os discos energéticos, antes de jogarem as suas energias nas áreas nervosas competentes, lançam-se em discos menores, que se sucedem em cadeia, para melhor e cuidadosa redistribuição energética. Anote-se, entretanto, a importância capital do disco energético epifisário que poderíamos considerar a estação energética de maior envergadura e, talvez mesmo, o elemento redistribuidor e orientador da nutrição energética para os demais discos e, respectivamente, para toda a cadeia de unidades semelhantes que se sucedem. Neste disco, estaria o impulso dos mecanismos psicológicos mais nobres, quais sejam os fatores espirituais, manifestados nas telas da zona consciente diencefalica da glândula pineal.

O disco frontal, de influência marcante sobre os restantes, seria o orientador dos fenômenos que se instalam no córtex cerebral, zelando pelas atividades nervosas, principalmente dos órgãos

aos dos sentidos, e dando o máximo de coordenação ao trabalho do neurônio e das glândulas de secreção interna. Vai mais além, quando se responsabiliza pelos processos da inteligência, culminando na cultura e nas artes.

O disco laríngeo exerceria suas atividades nos mecanismos da respiração e fonação, e, mais ainda, zelaria pelo setor endócrino timustireide-paratireoide.

O disco cardíaco responderia pelas energias que se desenvolvem em todo o aparelho circulatório, dando orientação aos fenômenos desencadeados nesta área do sistema autônomo (no de Keit-Flack e His ).

O disco solar tomaria sob sua custódia a absorção dos alimentos como resultado do trabalho químico do aparelho digestivo onde as funções hepáticas representariam sua grande manifestação.

O disco esplênico regularia o jogo do sistema hemático com todas as suas nuanças da relação meio e volume que levam e trazem energias múltiplas de todos os escaninhos orgânicos.

O disco genésico, responsável pelo amparo do setor sexual, não só da moldagem de novos corpos, bem como, nos estímulos das realizações e criações entre os seres.

Essas idéias são antiqüíssimas e bastante difundidas; são estudos que ainda não compreendemos, em seu âmago, por não possuirmos métodos nem percepções para definí-los com presteza, mas que a lógica é uma série de experiências mediúnicas, impossíveis de serem comentados neste artiguete, falam em favor das estações energéticas, com toda importância fisiológica de que são merecedores.

Pela organização de que é possuidor o perispírito estará subordinado aos influxos das energias do psiquismo profundo, que encontram nos soalhos celulares a tela de suas manifestações e campo ideal da absorção de experiências, que o mecanismo da vida imortal impõe.

NOTA: O autor deste artigo é renomado cientista. Professor, médico, pesquisador, jornalista, escritor, e autor de vários livros sobre Psieologia e Psiquiatria. Tem prestado assinalada contribuição em diferentes ramos da Ciência, participando inclusive, de simpósios em universidades.