União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Amai os vossos inimigos

 

 

Coluna espírita por Aylton Paiva  -   O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

O grupo de estudos espirituais analisava, na reunião daquela noite, o tema evangélico muito citado, mas de difícil entendimento e, principalmente, prática: “ amai os vossos inimigos.”
Após os comentários dos participantes, Carlos, o Mentor Espiritual, transmitiu a seguinte mensagem:
“Ouviste que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra. “ Jesus ( Mateus, Cap. 5, vv. 38 e 39 ).

As palavras do Mestre Jesus devem ser tomadas não em sua significação literal, porém dentro da interpretação que elas permitem, conforme o contexto em que foram proferidas.
A chamada interpretação ao pé da letra levaria ao absurdo de nada se opor ao mal, seja na sua extensão individual ou coletiva e a Doutrina Espírita esclarece que, muitas vezes, o mal avança porque os bons se omitem.

O atendimento absoluto a essa norma estabeleceria o princípio de injustiça e a efetivação da maldade.
Obviamente, em nome do amor, Jesus não consagraria uma relação doentia, sado-masoquista, entre agredido e agressor.
Ele não estaria induzindo a vítima entregar-se inerme nas mãos do verdugo.

Seria impedir todos os tentames da afirmação dos fundamentos dos direitos humanos.
Observe-se que o Mestre Jesus esclarece que: “qualquer que ferir na face direita, volta-lhe também a outra “, mas não diz que é para que ela também seja ferida.
Voltar a face pode ser o movimento pelo qual o agredido visualizará o agressor, observando suas ações e reações e precarver-se com relação ao direito inalienável da vida. É o movimento para enxergar o mal e assumir atitude da própria preservação física, psicológica e espiritual.
Jesus com essas palavras não estaria entregando ingênuas ovelhas na boca de sagazes lobos.
Por isso o amor ao inimigo não poderá ser o amor que se tem pelo amigo.

Poderá ser um sentimento de compreensão dos desequilíbrios sentimentais e emocionais, o que não implica entregar-se sem limites à sua sanha feroz.
Neste caso, a própria contenção do inimigo é uma forma de “amá-lo” a fim de que, se possível, ele não prossiga em sua saga de semear o mal, de uma maneira impune.
O que o Mestre Jesus procurava grafar era que não se desse guarida ao ódio e à vingança.
Não se pode, pela Moral Cristã, pagar com o mal, sobretudo o bem com o mal.

A compreensão do estado mental ou espiritual do agressor é necessária para que não se criem grilhões de maldade, todavia é necessário que o agressor seja contido e o mal, tanto quanto possível, minimizado por providências conscientes, corajosas e adequadas.

Será uma forma de amar e educar.
A lei do Cristo é a Lei do Amor e só aplicando-a em nós e na sociedade conquistaremos a plena Felicidade. (AYLTON PAIVA)
............... - .....................- .............................- ............................- ............................ 

notas.... 

( O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. )

(Certo dia meditando, sentimos uma inspiração explicativa sobre tema acima de que
quando Jesus disse daí a outra face, significava não proceder como ele, o inimigo.
E não propriamente dar a face, o corpo, para o inimigo continuar agredindo.
Nesse caso, temos o dever de nos preservar, proteger nossa integridade, preocupar-se de dar ao corpo os cuidados necessários, pois o espírito depende dele. 

Então, dar a outra face significa agir sem violência, de forma contrária ao agressor, ser exemplo de mansidão e atitudes pacíficas.
E, claro, e ter os cuidados para não ser agredido novamente, pois é nosso dever cuidar de nossa integridade física também.Temos responsabilidade para com o corpo que nos foi dado.