União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Os espíritos escrevem para você

 

 

Leda Flaborea 
O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Os meios mais fáceis e práticos de comunicação entre os homens e os espíritos são a fala e a escrita. A escrita tem a vantagem de registrar, materialmente, a manifestação de uma inteligência oculta.
A história do Espiritismo inicia-se por meio desse fenômeno, não como o conhecemos hoje, mas por intermédio de manifestações de efeitos físicos – pancadas, ruídos os mais diversos, mesas que dançavam, deslocando-se de um lado para outro – provocadas por inteligências desejosas de se fazerem entender pelos homens.
Até se chegar a forma como hoje esse fenômeno ocorre na psicografia, muito trabalho tiveram os pesquisadores para que tudo fosse compreendido e organizado. Antes de Kardec e com ele principalmente, muito se estudou, se ponderou para que não houvesse nenhuma dúvida de que eram os espíritos que se comunicavam por meio dos registros escritos. Foi graças a esses registros – mensagens enviadas a Kardec por médiuns de todos os cantos do mundo – é que foi possível a codificação, isto é, a normatização de todos os ensinamentos enviados pelos espíritos superiores. Ao modo como foram obtidas essas comunicação, no caso a escrita mediúnica, Kardec denominou psicografia.
Mas, para que isso aconteça, é necessária a presença de um médium com tal aptidão, um médium escrevente, e que esteja disposto a servir de intermediário, de instrumento, entre os dois planos da vida. É necessário também um Espírito que deseje transmitir uma mensagem. Essa tarefa, voltada para o bem e para a caridade, exige um ambiente devidamente preparado no recolhimento e na prece e, sobretudo, a permissão dos mentores espirituais para que tudo aconteça. Sendo assim, entendemos que não basta desejarmos nos comunicar ou evocarmos a presença de espíritos na hora que desejarmos, ou, ainda, nos dispusermos a receber essas mensagens no momento em que um determinado espírito achar conveniente. Não podemos e não devemos ficar à mercê das entidades espirituais, como também não devemos esperar que elas estejam a nossa disposição, atendendo a caprichos e vontades nossas. É preciso, antes de qualquer coisa, que haja seriedade de intenção dos interessados, respeito no trato com os Espíritos e permissão de Deus. Por essas razões necessitamos ter conhecimento para não sermos enganados. Kardec nos lembra que quem procura no Espiritismo o que ele não tem para dar acaba sendo iludido. E são muitas as pessoas que, apesar dos conhecimentos que já possuem, ainda insistem em permanecer na ilusão de que podem saber sobre o futuro, sobre ganhos materiais, buscando solução para problemas amorosos; enfim, coisas imediatistas quase sempre ligadas a desejos fantasiosos.
É através da psicografia que os Espíritos revelam com mais clareza a sua natureza e o seu grau de evolução, exatamente como acontece com os homens que se revelam através daquilo que escrevem. Necessitamos ter, portanto, cuidado com as leituras que fazemos não importa quais sejam elas. Mais uma vez Kardec nos lembra da necessidade de passá-las pela peneira da nossa razão, pelo nosso bom senso.
É indispensável que busquemos o conhecimento, o conforto, a esperança através da psicografia de autores espirituais sérios e de médiuns responsáveis. O Brasil tem sido generoso nesse segundo item, pois temos, ao nosso alcance, o trabalho psicográfico de médiuns sérios, amorosos que respeitam suas tarefas e que, independentemente dos obstáculos que enfrentam ou enfrentaram, permanecem ou permaneceram fiéis aos princípios doutrinários e aos ensinamentos evangélicos.
Quando procuramos as mensagens de esclarecimento ou de conforto através das palavras amigas dos Espíritos iluminados, não podemos nos esquecer de verificar, portanto, se seus instrumentos, isto é, os médiuns encarregados de transmiti-las, também o são. É essa afinidade de propósitos, de sentimentos, de intenções entre o médium escrevente e o Espírito comunicante que nos assegura momentos de paz, entendimento e reconforto.
As palavras nos caem como bálsamos em nossos corações e isso nos acalma e aquieta nossas aflições. Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco são nossos exemplos mais presentes. Mas, muitos outros médiuns realizam, também, um trabalho de amor junto a Espiritualidade maior, dando continuidade à tarefa da disseminação do amor, da fraternidade e da solidariedade entre os homens.

Leda Maria Flaborea é pedagoga, expositora e articulista espírita.

http://www.jornaldosespiritos.com/27dezembro/col19.htm