União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

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As palestras e os palestrantes, por Luiz G. Scalzitti

As Palestras e os Palestrantes 

A vivencia no meio Espírita nos tem ensinado muito.

Estudioso e observador tenho refletido muito sobre nossa conduta frente ao desenvolvimento e interação da doutrina seja em meio aos Espíritas seja entre os simpatizantes.

Surge a cada tempo modernidades e procedimentos por parte principalmente daqueles que tem mais projeção no meio Espírita, proferindo palestras ou pela mídia que hoje se estende pela Internet mundo afora.

Muitas de nossas palestras e encontros são infelizmente executadas pela mediunidade ostensiva do expositor que não se da o trabalho de apresentar a temática por escrito mostrando antecipadamente o estudo do tema pedido pelas entidades. E dizem que isso é por que o seu “guia” o inspirará no momento oportuno.

Dessa forma o expositor dá oportunidade aos espíritos que possivelmente o acompanham fazerem declarações não condizentes com a verdadeira doutrina. Conseqüentemente divulgam assuntos distorcidos pela falta de estudo do que o Espírito esteja passando ao médium, expositor, no caso, que também tem suas próprias dificuldades em controlar sua sensibilidade e seu próprio entusiasmo.

Sabemos que a mediunidade é sensibilidade e que enquanto seres sensíveis encarnados em proposta de melhoramento intelectual e moral somos extremamente instáveis.

O fato de o expositor se colocar em atitude de recolhimento e muitas vezes em prece sincera, lembra nos a postura daqueles que oram em meio às multidões para serem notados e serem reconhecidos, no caso, como médiuns. E isto propicia um ar de misticismo próprio às pessoas que não conhecem a doutrina, e para os estudiosos uma decepção, pois a mediunidade é uma aptidão natural e fisiológica do ser humano.

O fato assim torna-se uma sessão mediúnica publica, sem o aval do raciocínio, principal ponto da Doutrina, passando ao publico o que lhe advém da inspiração corre o risco de pela sua própria instabilidade emocional passar idéias e informações que não passam da idéia própria seja do Espírito desencarnado que o inspira seja dele próprio enquanto espírito encarnado através o animismo, que é também um tipo de mediunidade a ser considerado.

Esse procedimento cada vez mais difundido e a profusão de escritos psicográficos sem o mínimo de estudo têm provocado um vicio doutrinário, criando dogmas e mitos, que em sua essência a Doutrina veio explicar e tornar claro como aspectos naturais. O Espiritismo não inventou Espíritos e nem crendices, pois isto já era muito difundido antigamente, mas fez sim descortinar a verdade e a naturalidade dos fatos ditos extraordinários.

Se fizermos um estudo profundo do Movimento Espírita, iremos ver que alem da falta de conhecimento e estudo dos livros que deram inicio ao saneamento e educação dos fenômenos ditos paranormais, maravilhosos, a Codificação, propaga-se procedimentos e praticas anteriores à Doutrina. Para os quais ela se propôs esclarecer e corrigir esclarecendo por meio experimental e lógica racional o caráter maravilhoso que eram constituídos esses fenômenos.

Nada temos contra os que querem perpetuar neste procedimento, alertamos porem que deveriam assumir a responsabilidade do que dizem e escrevem. Esclarecendo a opinião publica que tudo o que é ditado pelo Espírito expressa a opinião individual, pessoal, limitada da personalidade que se comunica, acrescida das possíveis falhas humanas.

Conscientizar o publico que o Médium, não é mais que um intermediário com suas próprias imperfeições e dificuldades, que não lhe permitem dar garantia do que fala e escreve.

Um ponto importante é fazer conhecer ao publico que nenhum Espírito encarnado médium é porta voz do mundo espiritual, e se assim alguém procede é de maneira leviana.

Que se diga ao publico de maneira clara que os Espíritos desencarnados por sua vez não são mais inteligentes e nem tem o poder de tudo saber e tudo resolver, que a nossa responsabilidade, encarnados, está exatamente no trabalho serio e responsável daquilo que nos cabe por força da nossa necessidade de desenvolvimento intelecto moral. E isso não pode ser transferido a ninguém nem mesmo aos Espíritos.

Os possíveis auxílios do mundo espiritual por Espíritos interessados no nosso desenvolvimento só são possíveis se nós tivermos conhecimento suficiente para desenvolvermos uma idéia, um trabalho, ou podemos ser intuídos, mas os Espíritos não podem fazer por nós. Isso seria derrogar a Lei Natural, e portanto ir contra Deus.

Imaginando que pudesse ser possível o que acabamos de expor, o que seria de nós? Seriamos autômatos, máquinas executando o que nos fosse proposto, sem responsabilidade e nem desenvolvimento intelectual.

O Espiritismo é em suma uma ferramenta, que nos facilita o entendimento da nossa origem, da causa dela, e do objetivo da mesma, resta-nos portanto trabalhar, estudar, e conscientizar que tendo sido criados simples e ignorantes mas com o mesmo quinhão de inteligência podendo desenvolver segundo nossa vontade, e evitar deslizes que nos retardem na marcha evolutiva.

Ouvir o mundo espiritual e refletir alem disso solidarizarmo-nos na vida material como seres fraternos que precisamos viver social e coletivamente, criando condições aos Espíritos refratários para sentindo a ternura se amoldarem também às necessidades próprias de todos, a evolução e o aperfeiçoamento.

Vivenciando cada vez mais o amai vos uns aos outros.

Concluindo precisamos fazer cada vez mais que as nossas palestras sejam sucintas objetivas e acima de tudo bem estruturadas em estudo serio e conscientemente sem participação ostensiva e permissiva dos Espíritos na medida que enquanto médiuns educados podemos conduzir.

Nada de longos depoimentos que se propõem muito mais demonstrar a capacidade intelectual de quem fala, mas procuremos ouvir aquele que nos da a sua atenção. Além disso, longas exposições só fazem confundir e propiciar sono da platéia do que esclarecer possíveis. Os temas precisam estar de acordo com a necessidade do publico, esclarecendo fatos e ocorrências do dia a dia.

Precisamos divulgar que o Espiritismo em si não determina procedimento, não tem mandamentos, não constrange ninguém a aceitá-lo, explica, informa, racionaliza e deixa aos profitentes o direito e a responsabilidade da escolha.

Luiz G. Scalzitti

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Fonte: LISTA SOS ABRADE - INTERNET

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