União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

SUELY C. SCHUBERT - OBSESSÃO - OS PERIGOS PARA OS MÉDIUNS E CASAS ESPÍRITAS

 

 

 

 

OBSESSÃO - OS PERIGOS PARA OS MÉDIUNS E CASAS ESPÍRITAS - SUELY C. SCHUBERT

 

(...) Os ocasionadores de perturbações não se encontram somente no meio delas (das Sociedades e das reuniões), mas também no mundo invisível. Assim como há Espíritos protetores das associações, das cidades e dos povos, ESPÍRITOS MALFEITORES SE LIGAM AOS GRUPOS, DO MESMO MODO QUE AOS INDIVÍDUOS.

 

Ligam-se, primeiramente, aos mais fracos, aos mais acessíveis, procurando fazê-los seus Instrumentos e gradativamente vão envolvendo os conjuntos, por isso que tanto mais prazer maligno experimentam, quanto maior é o número dos que lhes caem sob o jugo.”

 

(O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, item 340.)

 

Interessados em prosseguir usufruindo dos vícios e do que consideram prazeres, grande multidão de Espíritos tudo faz para impedir qualquer esforço que vise libertar o ser humano da inferioridade.

 

Através dos encarnados, têm esses Espíritos possibilidades de sustentar o intercâmbio de energias desequilibrantes.

 

Por isso, lutam por manter as posições conquistadas junto aos homens, COMO TAMBÉM SE EMPENHAM EM IMPEDIR-LHES A RENOVAÇÃO PARA O BEM.

 

Sob esse aspecto, TODA E QUALQUER ATIVIDADE NOBRE QUE TENHA POR ESCOPO LIVRAR AS CRIATURAS HUMANAS DO JUGO DAS PAIXÕES INFERIORES SERÁ OBJETO DE SUAS INVESTIDAS, a fim de obstar-lhe o desenvolvimento.

NATURAL, POIS, QUE OS GRUPOS ESPÍRITAS QUE LIDAM DIRETAMENTE COM ESSES IRMÃOS DESENCARNADOS SEJAM ALVO DE SEU ASSÉDIO, QUE SE MOSTRA ESPECIALMENTE INTENSO.

 

Todos nós, lidadores da desobsessão, não ignoramos que somos vigiados atentamente pelos obsessores.

 

Ao nos ligar a algum caso de obsessão, automaticamente passamos a receber as vibrações negativas dos perseguidores invisíveis, que estão atuando na área sob nosso interesse.

 

Somos assim espreitados, analisados, acompanhados. Meticulosamente examinados, eles avaliam a nossa posição espiritual, a sinceridade dos nossos propósitos, a perseverança no bem, o esforço que estamos despendendo para melhorar e, É CLARO, AS BRECHAS QUE APRESENTAMOS.

 

Nossas falhas e deficiências são observadas e aproveitadas por eles. TÊM MESMO A INTENÇÃO DECLARADA DE NOS TIRAR DO CAMINHO, empregando, para atingir tal intento, todas as armas de que dispõem.

 

Se estivermos invigilantes, descuidados, ofereceremos campo às mentes desequilibradas que se acercarão de nós e, encontrando desguarnecidas as nossas defesas, terão possibilidades concretas de conseguir o nosso afastamento e de se regozijarem com a nossa queda.

 

Muitos são os meios usados pelos obsessores, quase todos eles bastante estudados, pois já sabemos que sua ação é organizada. Usam de várias técnicas, insuflando nos integrantes dos grupos as ideias que elaboram.

Usam, por exemplo, a ideia do comodismo para afastar as pessoas das reuniões, gerando argumentos do tipo: “as reuniões são boas, mas hoje eu não vou porque trabalhei muito”; “eu já produzi muito nas reuniões, por isto faltar hoje não faz mal”; “eu sou muito assíduo, todo mundo falta, menos eu”; “estou cansado, vou orar em casa, faz o mesmo efeito”, etc.

 

Procuram disseminar a desconfiança entre os participantes, dando origem a pensamentos desta ordem: “será que falaram isto para mim?”; “acho que estão insatisfeitos comigo”; “acho que não confiam na minha mediunidade”, etc.

 

São muitos, como é fácil de se imaginar, os recursos empregados, ressaltando-se também as manobras no sentido de aguçar o amor-próprio, o melindre, o personalismo, o apego aos pontos de vista pessoais, a vaidade e toda a coorte de deficiências que avassalam o ser humano.

 

A AÇÃO DESSES OBSESSORES, LOGICAMENTE, NÃO FICA CIRCUNSCRITA AOS GRUPOS MEDIÚNICOS.

 

ELA SE ALASTRA À PROCURA DE TERRENO FÉRTIL E O QUE FOI DITO PARA AS REUNIÕES VALE IGUALMENTE PARA TODO O MOVIMENTO ESPÍRITA.

 

Essa a razão pela qual os Benfeitores Espirituais não se cansam de alertar-nos, reiterando a cada dia os apelos à nossa reforma íntima.

 

A MAIORIA DE NÓS AINDA SOMOS BASTANTE TEÓRICOS, SABENDO DE COR E SALTEADO PÁGINAS, CITAÇÕES, LIVROS, MAS POUCO CONSEGUINDO VIVENCÍAR OS ENSINAMENTOS ADQUIRIDOS.

 

Os perseguidores estão cientes disso. Sabem perfeitamente o quanto nos é difícil vencer as paixões que nos escravizam, sobretudo nas ocorrências do cotidiano. É através dessas pequenas brechas que tentam solapar as nossas disposições mais nobres.

 

E, quando sintonizados em faixas inferiores, envolvidos por essas vibrações, esbarramos com os problemas de que outros companheiros são portadores, deixamos que a nossa inferioridade contumaz assome, surgindo,

EM CONSEQÜÊNCIA, OS ATRITOS, AS RIXAS, AS DIVERGÊNCIAS DIFÍCEIS DE SEREM CONTORNADAS.

 

Não estamos querendo dizer que não deva haver divergências. Estas são normais, O QUE DESEJAMOS FRISAR É QUE DEVEMOS VENCER O APEGO AOS PONTOS DE VISTA E OPINIÕES PESSOAIS, OS CIÚMES E AS IDIOSSÍNCRASIAS QUE PERTURBAM O ENTENDIMENTO, A FRATERNIDADE, A UNIÃO.

 

E não tenhamos dúvidas:  - disso se aproveitam os obsessores para fomentar a cizânia.

 

É admirável, sob todos os aspectos, a presciência de Kardec a esse respeito.

 

Profundo conhecedor da alma humana, legou-nos preciosas advertências às quais deveríamos estar atentos e, sobretudo, sempre predispostos a atendê-las. É do que trata o magistral capítulo 29 de “O Livro dos Médiuns” — que por si só é um repositório de ensinamentos tão oportunos e atualíssimos que se diria ter sido escrito nos dias de hoje.

 

Nossa preocupação, pois, deve ser a de sentir e viver os ensinos da Doutrina Espírita, e se alguma competição haja de entre nós existir “outra não deverá ser SENÃO A DE FAZER CADA UM MAIOR SOMA DE BEM”.