União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Como reconhecer quando alguém está obsediado.

 

 

 

 

 

 

Quando alguém está sofrendo obsessão, há alterações de comportamento fisico, mental e emocional. 

Qualquer pessoa com conhecimento doutrinário espírita e um pouco de treinamento no campo do atendimento fraterno, reconhece os sinais dessa alteração. (Percepção de fluidos ou a vidência são bons auxiliares na verificação do estado obsessivo, mas não são meios exclusivos nem infalíveis).

Na obsessão simples, os sinais revelados são tênues, insuficientes para detectar a influência maléfica, a não ser para quem conheça a pessoa no seu estado normal.

Quando a obsessão se acentua, os sinais de alteração começam a ficar evidentes, tais como:

• Olhar fixo, esgazeado ou fugidio, sem encarar ninguém;
• tiques e cacoetes nervosos;
• desalinho ou desleixo na aparência pessoal - excentricidade;
• agitação, inquietude, intranqüilidade;
• medo e desconfiança injustificados;
• apatia, sonolência, mente dispersa;
• idéias fixas;
• excessos no falar, no rir; mutismo ou tristeza;
• agressividade gratuita, difícil de conter;
• ataques que levam ao desmaio, rigidez, inconsciência, contorções, etc.;
• pranto incontrolável sem motivo;
• orgulho, vaidade, ambição ou sexualidade exacerbados.

Na Subjugação, quando a pessoa volta ao normal, após uma crise, geralmente se queixa do domínio sofrido e lamenta atos infelizes que praticou.

Na Fascinação, os demais notam a fantasia, o fanatismo, a fixidez, o absurdo das idéias, só a pessoa que não.

No Médium, destacaremos os seguintes sinais obsessivos: (item 243 de "O Livro dos Médiuns"):

1. Persistência de um Espírito em se comunicar, bem ou mau grado, pela escrita, audição, tiptologia, etc., opondo-se a que outros Espíritos o façam.
2. Ilusão que, não obstante a inteligência do médium, o impede de reconhecer a falsidade e o ridículo das comunicações que recebe.
3. Crença na infalibilidade e na identidade absoluta dos Espíritos que se comunicam e, sob nomes respeitáveis, dizem coisas falsas e absurdas.
4. Confiança do Médium nos elogios que lhe dispensam os Espíritos que por ele se comunicam.
5. Disposição para se afastar das pessoas que podem emitir opniões aproveitáveis; tomar a mal a crítica das comunicações que recebe.
6. Necessidade incessante e inoportuna de escrever e dar comunicações.
7. Constrangimento qualquer dominando-lhe a vontade. Rumores e desordens ao seu redor, sendo ele de tudo a causa ou objetivo.

Obsessão

Existem obsessões que não têm senão a mesma origem: o obsessor, que poderá ser encarnado ou desencarnado, SUGESTIONA aquele a quem deseja mal, durante o sono natural ou provocado por ele próprio.
Impôe-lhe sua vontade e, ao despertar, o paciente obedece-lhe em tudo, sem forças para se furtar à tenebrosa teia. Tais obsessões são facilmente curáveis pelo Espiritismo, ou por um hábil magnetizador, que agirá com os mesmos processos, anulando a pressão do primeiro sobre o paciente.
Muitos crimes de várias naturezas, suicídio, embriaguez, etc., têm origem nesse fenônemo psíquico. E será bom que o homem, todos esses aspectos da sua própria vida, a fim de se furtar a tais possibilidades, pois, uma vida serena, voltada às coisas de Deus, a educação da mente e do caráter são barreiras que interceptam tais ações da parte de entidades inferiores. Os Espíritos superiores, todavia, só se servem desse poder, natural nos homens como nos Espíritos, para finalidades elevadas ou caritativas. 

(Do livro Ressurreição e Vida - Ivone Pereira, pg 208)