União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

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O valor da prece

No Livro dos Espíritos Allan Kardec, na pergunta 638, interrroga aos Espíritos: Agrada a Deus a Prece? 

Resposta: A Prece é sempre agradável a Deus, quando ditada pelo coração, pois, para ele, a intenção é tudo. 

Assim, preferível lhe é a prece seja do íntimo à prece lida, por muito bela que seja se for lida mais com os lábios e não sentida com o coração. 

Agrada-lhe a prece quando dita com fé, com fervor e sinceridade. Mas, não creais que o toque a do homem fútil, orgulhoso e egoísta, a menos que signifique, de sua parte, um ato de sincero arrependimento e de verdadeira humildade, pois, não sendo assim nada terá valor. 

Oração é sentimento. Podemos com as palavras, exprimir o que vai a nosso íntimo. 

O conceituado Escritor Espírita Richard Simonetti fala-nos de dois tipos de preces: A prece horizontal e a prece vertical. A primeira tem bastante identificação com as preces proferidas em algumas denominações religiosas, que são voltadas, exclusivamente, por promessas de vantagens na vida material, com exorcismos, curas, culto às imagens, visando o dinheiro do profitente. 

Já a prece vertical está diretamente envolvida com o melhor do sentimento de humildade e de sinceridade de quem ora para o próximo e para Deus. 

Assim, o que importa, na prece, não é a sua duração, a repetição, o ritual a sofisticação das expressões, fundamental é a presença do sentimento e da sinceridade. 

O essencial não é orar muito, mas, orar bem. 

Essas pessoas supõem que todo o mérito está no tamanho da prece e fecham os olhos para seus próprios defeitos. 

Fazem da prece uma ocupação, um emprego, nunca porém, um estudo de si mesmas. A ineficácia, em tais casos, não é do remédio e sim da maneira por que o aplicam. 

Aqueles que colocam na prece os ingredientes da bondade e da simplicidade e profunda vontade de ajudar o próximo, dispostos a reconhecer suas mazelas com o propósito da renovação, têm suas dificuldades dissolvidas pelos mananciais de bênçãos que se derramam sobre suas cabeças emanadas do Criador. 

Na prece podemos: Pedir. Louvar e Agradecer. 

Quando pedimos diretamente a Deus, sem o pagamento a alguém que seja intermediário, com o fervor do coração e de acordo com o nosso merecimento, por certo, recebemos. 

Quando louvamos a obra Divina, as leis que regem a vida e o universo entramos em harmonia com o Cosmo. Por último, quando agradecemos estamos nos colocando na condição de filhos que temos a obrigação de colaborar com o progresso material e espiritual da nossa casa planetária. 

Finalmente, ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus, certeza que ultrapassou o âmbito da crença religiosa e fazendo o coração repousar numa energia constante de realização na vida e no bem. Pense nisto! 

João Batista Cabral 
- Presidente da ADE-SE. Jornalista. Radialista. Psicoterapeuta Transpessoal 

Website: www.ade-sergipe.com.br.