União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Divaldo responde sobre homossexualidade e o jovem na casa espírita

 

 

 

QUAL DEVERÁ SER A ATITUDE DE UM EVANGELIZADOR AO DEPARAR-SE COM UM JOVEM COM TENDÊNCIAS HOMOSSEXUAIS, SABENDO QUE O MESMO SE ENCONTRA NESSA SITUAÇÃO SENTINDO AMOR POR OUTRO DO MESMO SEXO?

Divaldo: - O problema é de ordem íntima. Não temos o direito de invadir a privacidade de ninguém, a pretexto de querer ajudar os outros.

Há uma preocupação em nós, de querermos salvar os outros, antes de nos salvarmos a nós mesmos. 
Deveremos sempre ensinar corretamente o que a Doutrina nos recomenda.

Se alguém vier pedir-nos ajuda, estendamo-la sem puritanismo, sem atitudes ortodoxas, porque o problema posto em pauta é de muita profundidade para uma análise de natureza superficial.

Se notamos que um dos nossos condiscípulos está numa fase de transição – e a adolescência, além de ser um período de formação da personalidade, é também de bipolaridade sexual – procuremos estimulá-lo para que canalize corretamente as suas emoções para a ação do bem, mas também sem castrar-lhe as manifestações do sentimento. Façamo-lo de uma forma edificante, e, quando as circunstâncias nos permitirem, falemos que as Divinas Leis estabeleceram, nas duas polaridades, a masculina e a feminina, o equilíbrio para a perpetuação da espécie.

 

O SEXO FOI FEITO PARA A VIDA; NÃO A VIDA PARA O SEXO.

 

Daí, o indivíduo que sinta qualquer distúrbio na área do comportamento sexual, considere que se encontra em um educandário da vida, para corrigir desequilíbrios que devem ser conduzidos para as disciplinas de uma vida feliz, deixando que cada qual faça a sua opção, sem o puritanismo que tudo condena e sem o modernismo que tudo alberga, porque cada um vai responder pelo uso que faz da existência conforme as suas resistências.

É muito fácil propor a alguém que suba a montanha, sem saber até onde vão as suas forças. Em Doutrina Espírita ninguém vive as experiências alheias, como em nenhuma outra. A nossa tarefa é a de exemplificar-ensinando, para que cada um faça o melhor ao seu alcance.

(Extraído de: Palavras de Luz, de Divaldo P. Franco p/Espíritos Diversos)