União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Fases psicológicas do aprimoramento do médium

Adalberto Godoy ( Fernandopolis)

 

• “Toda pessoa que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium... Pode-se dizer, pois, que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação se aplica somente aos que possuem uma faculdade mediúnica bem caracterizada...” (159 L.M)

 

• Todas as escalas de classificação são variáveis, a depender de fatores diversos. O fato é que, não sendo ab-solutas, apenas fazem compreender melhor a natureza de algum sistema.

 

• Assim, quanto ao desenrolar da vivência mediúnica, assinalamos algumas disposições, não abso-lutas, embasadas na experiência, lógica e estudo, no que diz respeito ao aprimoramento psicológico dos médiuns.


É de notar-se que não discutimos a “mecânica” da mediunidade, nem exatamente as disposições morais dos médiuns, assuntos decantados magistralmente na monumental obra básica da codificação Espírita: O LIVRO DOS MÉDIUNS; outrossim, embasado neste tratado, e em obras complementares, bem como na observação prática, apresentamos uma perspectiva dos “sentimentos” que podem envolver o médium numa ou noutra fase de seu encontro com a consciência mediúnica.


• Portanto, apresentamos aqui este trajeto psicológico, dividido em dois períodos: o de instabilidade (1º), e o de estabilidade (2º). O primeiro período divide-se em 03 fases, a saber: 1ª- Incredulidade, 2ª- insegurança e 3ª- deslumbramento. O segundo período apresenta-se dividido em mais outras duas fases: 4ª- acomodamento e 5ª- maturidade.


• Quanto à importância dessas classificações ad-vindas desta escala, fazemos nossas as palavras de Sócrates, no LIVRO DOS MÉDIUNS nº 197, quando se refere à importância de duas escalas oferecidas pelo Espiritismo, quais sejam: A dos Espíritos e a dos Médiuns. “Esse quadro é de grande importância, não só para os médiuns sinceros que procurarem de boa fé, ao lê-lo, preservar-se dos escolhos a que estão expostos, mas também para todos os que se servem dos médiuns, pois lhes darão a medida do que podem racionalmente esperar. Deveria estar constantemente sob os olhos dos que se ocupam de manifestações, assim como a escala espírita de que é complemento. Esses dois quadros resumem todos os princípios da Doutrina

• e contribuirão mais do que pensais, para repor o espiritismo no seu verdadeiro caminho”. (SÓCRATES)

 


• Da legitimidade das fases:
 Embora, a existência de fases e sua importância, sejam uma simples questão de observação e lógica, encontramo-la em todos os processos da vida que operam por cadência lenta e gradual, consentâneo a todo o processo de evolução. Naturalmente, como já falamos, as divisões destas fases é que podem ser entendidas, sem grandes prejuízos, desta ou daquela maneira.
 Ref: O Espírito de Chico Xavier, pg 59, “A mediunidade, por assim dizer, é constituída de fases; somente quando o médium transita de uma fase para outra é que ele consegue sair do lugar comum”.
 Ref: Somos todos médiuns (Odilon Fernández por Carlos Baccelli), “Todo médium há de obedecer ao espírito de seqüência, em seu desenvolvimento mediúnico, se efetivamente deseja fazer as coisas de maneira correta”.

 

• Da transição:
• A)- O médium, na presente reencarnação, pode, em função do nível de consciência em que estagia, superar determinadas fases sem estacionar nelas, ou retendo-se muito pouco.
• B)- Sem, ou com diminutas possibilidades de alguns recursos essenciais, quais sejam: Estudo, vontade, perseverança, desprendimento, humildade, devoção, disciplina etc, pois que todos encontram a correspondência de seu desenvolvimento no nível de consciência que o ser estagia; já por isso, parte dos médiuns não consegue transpor as primeiras fases psicológicas, abortando, ou quando não, limitando assim, sua tarefa mediúnica.Este fato estaria concorde com a razão, se o nível consciencial do médium não ultrapassasse a proposta mediúnica a que se dedica.
• Ref: o Espírito de Chico Xavier, pg 57, “Convém a quem esteja começando na mediunidade ir devagar... A precipitação acaba por anular muitas faculdades promissoras. Há médium tão apressado que se antecipa ao cronograma de trabalho do espírito que, com ele, pretende desenvolver uma tarefa”.

 

• Do grau de dificuldade:
• No livro liceu da Mediunidade, Dr. Odilon afirma:
• “De cada dez médiuns reencarnados, a espiritualidade pode contar imperfeitamente com um.”
• “dos duzentos companheiros que chegaram para o Liceu, para o serviço da mediunidade, ao final só vinte aceitaram reencarnar como médium”.
• Como observamos, o aproveitamento é de dez por cento; seja nas desistências já no plano espiritual, ou nas do plano material. Ainda assim, os que se dispõe ao tentame, não oferecem as melhores condições. Quando consideramos o número de médiuns encarnados, ainda que imperfeitamente dispostos à tarefa, comparativamente com o número de estudantes que chegam ao Liceu, esta média cai ao percentual de 1%. Ou seja: 200 alunos contra 2 médiuns nas condições citadas.

 

• Da produção mediúnica:
• A produção mediúnica sempre existirá na correspondência da fase em que o indivíduo (médium) estagie. Poderá persistir medíocre se ele não passar o período de instabilidade, mas de qualquer forma será a expressão de sua capacidade e deverá ser aproveitada sob esta mesma ótica.

 


• GRÁFICO
1° PERÍODO – INSTABILIDADE - ( 3 FASES )
DÚVIDAS/ NÍVEIS DE CONCIÊNCIA
CONCEITOS
1ª FASE: INCREDULIDADE (INCERTEZA) DE SONO
EXISTE MEDIUNIDADE ?
SOU MÉDIUM ?
2ª FASE: INSEGURANÇA (INCERTEZA)
ESTA MENSAGEM É MINHA EM DESPER-
OU DOS ESPÍRITOS? TAMENTO
ESTOU SENDO FIEL AO
PENSAMENTO DOSESPÍRITOS ?
3ª FASE: DESLUMBRAMENTO (CERTEZA ORGULHOSA) DESPERTA
SERÁ QUE NÃO NOTARAM
MINHA MENSAGEM?
MINHA MEDIUNIDADE, E OS
ESPÍRITOS QUE ME ASSISTEM
SÃO ESPECIAIS.

 

 

2º PERÍODO : ESTABILIDADE – ( 2 FASES)
• DÚVIDAS/ NÍVEIS DE CONSCIÊNCIA
• CONCEITOS
4ª FASE: ACOMODAMENTO (CERTEZA CONSCIENTE) DE SI MESMO
ESTOU AQUI PARA SERVIR,
PORÉM, SOU FALÍVEL, POSSO
ERRAR.
5ª FASE: MATURIDADE (CERTEZA HUMILDE)
SERVIR INCONDICIONALMENTE, CÓSMICA
EIS A META; COM JESUS, NOSSOS
ERROS SE TRANSFORMARÃO EM
LIÇÕES EVOLUTIVAS.

 


• 1ª FASE: INCREDULIDADE
• O próprio vocábulo exprime o sentimento dominante nesta fase. Existe a incredulidade quanto à mediunidade como faculdade, e a que nasce da dúvida sobre sua condição como médium.
• Para ser superada, a incredulidade não pede provas, porém, informação e vivência prática.

 


• Ex.
• Sir William Crooks, para aceitar o fato mediúnico necessitou que o Espírito Katie King, através da médium Florence Cook, se materializasse três anos diante de seus olhos.
• Charles Richet, fundador da meta-psíquica, só aceitou a imortalidade nos momentos da agonia da morte.

 


• Médiuns existem na sociedade em potencial, aos montes. Falaremos dos espíritas: Quando chegam à Doutrina Espírita eles têm dificuldades em aceitar a mediunidade e a própria mediunidade.
• às vezes aceitam grandes expoentes da mediunidade, comungam com suas mensagens, mas não se aceitam como médiuns. Por quê?

• R: Atavismo ancestral. A visão mítica sobre médium e mediunidade persiste; não se julga com tal condição. (ignorância). Herculano Pires fala sobre a mediunidade oracular (pitonisas, oráculos, sibilas etc seres que falavam com os deuses)

 


• Mas, como a mediunidade é sintomática e alguns neófitos embrenham-se no estudo e vivência doutrinária, enfim eles aceitam-se como médiuns.

 


• Obs: Apesar da incredulidade, o médium pode produzir dependendo da pureza da intenção. L.M 209

• Questão 209 do L.M: “a fé não é condição obrigatória para o iniciante. Ela secunda os esforços, não há dúvida, mas não é indispensável. A pureza de intenção, o desejo e a boa vontade bastam.Vimos pessoas completamente incrédulas ficarem espantadas de escreverem sem querer, enquanto crentes sinceros não o conseguiam, o que prova que essa faculdade se relaciona com predisposições orgânicas”.

• Porém, o quadro complica-se quando falamos da mediunidade intuitiva, sem ação na área motora. Não havendo determinação do médium, dificulta-se muito o trabalho dos espíritos.

 

• 2ª FASE: INSEGURANÇA

• Neste momento o médium já aceitou a mediunidade e se aceitou como médium, porém, sente-se inseguro quanto ao resultado de suas produções.
• Tipos de médiuns de psicografia:
• a)- Mecânicos
• b)- semi-mecânicos
• c)- intuitivos - A grande maioria dos médiuns é intuitiva, eis porque a insegurança pode interferir na produtividade e crescimento do médium.
• d)- inspirados

 


• Allan Kardec assinalou este momento do desenvolvimento me-diúnico.
• Questão 214 do L.M: “O médium, tendo consciência do que escreve, é naturalmente levado a duvidar da sua faculdade: não deve absolutamente inquietar-se com isso e deve prosseguir apesar da dúvida.”

 

• Allan Kardec assinalou este momento do desenvolvimento me-diúnico.

• Questão 214 do L.M: “O médium, tendo consciência do que escreve, é naturalmente levado a duvidar da sua faculdade: não deve absolutamente inquietar-se com isso e deve prosseguir apesar da dúvida.”

 


• A dúvida é natural desde que não paralise os esforços de crescimento; até porque o médium que se embasa em uma certeza orgulhosa está mais arriscado à queda.
• Os médiuns sensatos continuam se analisando e passam até por dúvidas mais pungentes.
• Exemplo: Carlos Baccelli/ Odilon Fernandes (livro mediunidade e caminho: lição XI)

• “ Por exemplo: agora, enquanto escrevemos, eu e o médium do qual me sirvo, pensamos...Ele pensa se sou eu, de fato, que lhe estou ditando estas palavras, e eu penso se ele, em verdade, estará captando as minhas idéias”.

• Ref: O espírito de Chico Xavier pg 111, “Nenhum médium é tão inteiramente passivo quanto, na condição de espíritos comunicantes, gostaríamos que fosse”.( cmt passividade/atividade)
A insegurança requer educação e experiência para diminuir seus efeitos danosos, quando a sua persistência e intensidade tornam-se patológicas.

 

 


• 3ª FASE: DESLUMBRAMENTO

• Deslumbrar-se, em mediunidade, é maravilhar-se, fascinar-se pelas comu-nicações, percepções e/ou pelos espíritos que as veiculam.
• Na classificação do L.M questão 196, médiuns imperfeitos: encontramos a designação de médiuns propensos a estagiarem mais tempo na fase do deslumbramento, são eles: Médiuns presunçosos, orgulhosos, suscetíveis, fascinados e outros.

 

 

• O médium nesta fase, quando já convicto da natureza mediúnica das comunicações ou percepções, adentra, às vezes, a síndrome de infalibilidade.

• Ex. Mediunidade e Caminho Cap:xx.

• “As reuniões de estudo, por outro lado, são de uma imensa utilidade para os médiuns de manifestações inteligentes, sobretudo para aqueles que têm um desejo de se aperfeiçoar, e que a elas não vêm com uma tola presunção de infalibilidade.” (L.M cap 39).”É necessário que os médiuns compreendam que não são infalíveis, infeliz do médium que tenha, no dizer de Kardec, essa “tola presunção”.

 


• Persistindo nesta fase, o médium passa da insegurança: Dúvida sis-temática das comunicações, percep-ções e dos espíritos, para o deslum-bramento: Não se questiona sobre estes (são verdades absolutas e inquestionáveis).
• Ref: O espírito de Chico Xavier, pg 76, “A mediunidade, quando aflora, faz aflorar com ela o personalismo de muita gente”.

 


• Sendo o deslumbramento um subproduto do orgulho, é caracterizado por alguns sintomas:

• L.M 228: “O prestígio dos grandes nomes com que se enfeitam os Espíritos que se dizem seus protetores os deslumbra. E como o seu amor-próprio sofreria se tivessem de se confessar enganados, repelem toda espécie de conselhos e até mesmo os evitam, afastando-se dos amigos e de quem quer que lhes pudesse abrir os olhos. Se concordarem em ouvir essas pessoas, não dão nenhuma importância às suas advertências, porque duvidar da superioridade do Espírito que os guia seria quase uma profanação. Chocam-se com a menor discordância, com a mais leve observação crítica, e chegam às vezes a odiar até mesmo as pessoas que lhes prestam serviços.

Favorecendo esse isolamento provocado pelos Espíritos que não querem ter contraditores esses mesmos Espíritos tudo fazem para os entreter nas suas ilusões, levando-os ingenuamente a considerar os maiores absurdos como coisas sublimes. Assim: confiança absoluta na superioridade das comunicações obtidas, desprezo pelas que não vierem por seu intermédio, consideração irrefletida pelos grandes nomes, rejeição de conselhos, repulsa a qualquer crítica, afastamento dos que podem dar opiniões desinteressadas, confiança na própria habilidade apesar da falta de experiência – são essas as características dos médiuns orgulhosos”

 


• Acrescente-se ainda que o deslumbramento possa levar o neófito à “pretensão orgulhosa” do desenvolvimento indefinido de muitas variedades da faculdade mediúnica ex: vidência, audiência, incorporação, psicografia etc (L.M 198: “Um médium pode ter numerosas aptidões, mas sempre haverá a predominância de uma, e essa é que deve tratar de cultivar, se for útil...Note-se, de passagem, que o desejo de estender indefinidamente o âmbito de suas faculdades é uma pretensão orgulhosa, que os espíritos jamais deixam impune”).

• O deslumbramento pode levar o médium a ver a ação dos Espíritos em tudo, numa crença exagerada nas responsabilidades alheias, eximindo-se de certas responsabilidades.

• Ex: o carro que bate. A chuva que cai. O dirigente que o adverte...
• O deslumbramento é um derivado do orgulho pessoal, e este é uma porta aberta à obsessão.

 

 

• 4ª FASE: ACOMODAMENTO
• Nesta fase os médiuns estão mais “seguros” de si, porém mais convictos de sua possibilidade de falhar.
• Do livro O Espírito de Chico Xavier, pg 44: “O médium que teme a crítica é o que não tem consciência de sua imperfeição”.


• Na questão nº 197 do L.M “Bons médiuns”: encontramos explicações claras dos comportamentos dos médiuns nesta fase. O médium encara suas imperfeições com tranqüilidade, sem querer parecer o que não é, caracterizando-lhe a sinceridade do ideal, sua modéstia e devotamento.


• O esforço constante leva-o a dominar as más tendências e aprimorar-lhe o caráter. (ref. Lição 25 do livro médiuns e mediunidades de Viana de Carvalho psicografia de Divaldo P. Franco)

 

 

• O acomodamento das ansiedades e o domínio sobre a busca das formas desgastantes do prazer, abrem-lhe o campo psíquico para maiores possibilidades na desenvoltura mediúnica. Os Espíritos sérios investem nos médiuns que adentram esta fase psicológica.

Ref: O Espírito de Chico Xavier, pg 112, “O fator mais contraproducente à mediunidade é o conflito de interesses que se estabelece na vida do médium. Compreendi isto desde o início e, tanto quanto possível, procurei me anular. Lamento, mas lamento profundamente, que a minha renúncia pessoal não pudesse ter sido maior”. Pg 113, “Principalmente em mediunidade, servir a Deus e a Mamom é impossível”.

 

 

• 5ª FASE: MATURIDADE

• A maturidade é uma conseqüência natural do desenvolvimento intelecto-moral, porém não são apenas estes fatores que a determinam, como já vimos, o nível de consciência advindo das experiências anteriores, do tempo de amadurecimento, da vivência mediúnica é que o qualificam como um excelente instrumento.

 

 

• O médium nesta fase busca treinamento cuidadoso, sacrifício pessoal, abnegação extremada, critérios objetivos (diríamos que ele enfrenta a morte em vida)


• Esta “morte em vida” refere-se ao trabalho de superação das artimanhas do Ego e a conseqüente descoberta interior. Instrumentaliza-se não apenas dos aspectos adjacentes da mediunidade, mas de sua própria natureza divina, que, aliás, é a “tecnologia de ponta” do processo mediúnico. Este estado, atingido plenamente por Paulo de Tarso, levou-o a concluir: “já não sou mais eu que vivo, mas o Cristo que vive em mim”.


• Neste estado, o grau de comunhão com sua natureza espiritual, é plenamente dinâmico e profundo pelo que não há mais os fortes impedimentos das ilusões do ego constritor. Deste momento em diante, o discípulo ultrapassa os limites da compreensão espiritual e adentra ao da autocompreensão.

 

• Relação níveis de consciência/mediunidade
• Em um estudo feito por Viana de Carvalho (Espírito), no livro Médiuns e mediunidades capítulo 5, psicografia de Divaldo P. Franco, encontramos uma análise significativa entre os níveis de consciência e a mediunidade.


• Tendo em vista que: nível de consciência é o grau de consciência que temos do eu, entendemos que o nível no qual estagiamos desta consciência, propicia-nos os estados de lucidez e integração, avariar desde os mais primários até os mais transcendentes.

 

 

• Algumas definições de Consciência virão ilustrar ainda mais nosso entendimento:
• “É um pensamento íntimo, que pertence ao homem, como todos os outros pensa-mentos.” Allan Kardec.
• “É onde está escrita a lei de Deus”. Livro dos Espíritos.
• “Relação dos conteúdos psíquicos com o ego, na medida em que é percebida pelo ego.” C. G. Jung.

 


Segundo Viana de Carvalho, e de acordo com outros pensadores, inclusive Gudjieff, pensador Russo, apesar das presumíveis variações de escolas psicológicas, cinco níveis de consciência são apresentados por este Espírito, aqui dispostos com suas devidas características

 

• 1º nível: consciência de sono: Total ausência de idealismo; as atividades do ser estão reduzidas, praticamente aos automatismos de natureza fisiológica: manifestações instintivas, respiração, assimilação sem um real conhecimento das ocorrências. O indivíduo dorme, come, procria ausente dos procedimentos da lógica, da razão. Poderíamos denominá-lo, como um estado de sono sem sonhos. (ex: come para encher o estômago)

 

 

• 2º nível: Consciência em despertamento: Surgem as primeiras expressões do idealismo, de interesse, de luta para a aquisição de valores imediatos, considerados indispensáveis à sobrevivência no labor cotidiano. Apresenta-se um alargamento dos horizontes, que permite vislumbrar o prazer além da sensação, a comodidade, a beleza, o conhe-cimento, a fé.(ex: sente o sabor da comida)

 

 

• 3º nível: Consciência desperta: O ser começa a observar-se a si mesmo e ao seu próximo, am-pliação do grau de relacio-namento social e emocional, as-piração de engrandecimento humano, luta pelos valores éticos, busca valores de enobrecimento. (ex: elogia a esposa quanto ao prato servido)

 


• 4º nível: Consciência de si mesmo: Educação das funções orgânicas. As funções automáticas, que são, instintivas, motoras, sexuais, intelectivas, emotivas devem ser canalizadas e direcionadas para a aquisição da harmonia. Expansão da paranormalidade, e intercâmbio com as forças vivas do universo além da dimensão material. Neste nível, a moralização do homem torna-o alvo de nobres espíritos que o elegem para ministérios relevantes.( ex: come o suficiente para o equilíbrio)

 

 

• 5º nível: Consciência cósmica: Libertação dos liames humanos com penetração tranqüila no cosmo. O espírito encarnado neste nível facilmente se emancipa das amarras físicas, sem rompê-las. Supera os condicionamentos da reencarnação. Ex: Francisco de Assis, Teresa de Ávila, Gandhi, Einstein, Galileu etc. Pessoas neste nível exigem de si o máximo: sacrifício pessoal, abnegação extremada, treinamento cuidadoso, anula-se para o êxito de uma tarefa. (ex: tenho coisas mais importantes para fazer do que comer)

 


• Pode o homem alcançar ou transitar momentaneamente por alguns dos três últimos estados de consciência enquanto estagia noutro, não permanecendo senão na faixa que lhe corresponde ao treinamento ou à aquisição já realizada.

 

• Quanto à mudança de níveis de consciência: ocorrem passo a passo; com esforço e dedicação reunidos; podem ocorrer recuos ou paradas, o que está dentro da normalidade até que a aquisição se incorpore definitivamente.

 

• Os fenômenos mediúnicos podem ocorrer em qualquer nível de consciência, às vezes, sobre processos obsessivos.
• O exercício da mediunidade saudável, manifesta-se em harmonia com o nível de consciência de si mesmo, expressando a valiosa conquista do espírito encarnado no seu processo de evolução.