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Fita o Mestre, da cruz, a multidão fremente,
A negra multidão de seres que ainda ama.
Sobre tudo se estende o raio dessa chama,
Que lhe mana da luz do olhar clarividente.

Gritos e altercações! Jesus, amargamente,
Contempla a vastidão celeste que o reclama;
Sob os gládios da dor aspérrima, derrama
As lágrimas de fel do pranto mais ardente.

Soluça no silêncio. Alma doce e submissa,
E em vez de suplicar a Deus para a injustiça
O fogo destruidor em tormentos que arrasem,

Lança os marcos da luz na noite primitiva,
E clama para os Céus em prece compassiva:
“– PERDOAI-LHES, MEU PAI, NÃO SABEM O QUE FAZEM!...”

Referências Bibliográficas:

Pelo Espírito Olavo Bilac, extraído da obra Parnaso de Além-Túmulo, psicografado por Francisco Cândido Xavier.