União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

O JOVEM E A POLITICA – DIVALDO FRANCO

Hoje é muito grande o envolvimento do jovem na política. Preocupado com as leis humanas, indiferente às Divinas. É um processo educacional?  Como concilias as duas coisas?

Divaldo: Ocorre que o jovem padece constrição de uma sociedade que não tem sido susta para com os seus membros. Ele, não tendo recebido no lar a formação de uma educação nas bases reencarnacionistas, assim, tem buscado uma forma de cortar os efeitos através de leis que, infelizmente, não alcançam a causalidade. É perfeitamente justa a necessidade e a busca de engajamento do jovem na política, para equacionar o problema que ele apenas vê nos resultados negativos. A maneira de conciliar a situação é educá-lo para um saudável engajamento, não através do jogo dos interesses imediatos, mas ensinando-o a ser bom eleitor. Politizá-lo, conscientizá-lo.
Dizer-lhe que numa sociedade democrática, o voto é a grande arma do cidadão. No momento que ele esgrimir essa arma, não venderá a consciência aos corruptos, pelo contrário, os eliminará.
No mesmo programa, já referido, ouvi a resposta de um advogado, que me sensibilizou muito pela justeza da colocação. Ele falava de corrupção e dizia que só há corruptos porque há corruptores. Aqueles que se vendem, fizeram-se a alguém que é pior do que eles. Os corruptores quase nunca são justiçados, porque não denunciam a desonestidade, pois que ela é boa para acobertar-lhes as indignidades.

Da mesma forma, porque há o receptador, existe o ladrão. Este furta um aparelho, porque há alguém que o compra por qualquer preço. Não se pode punir o primeiro sem alcançar o outro. Aquele que não denuncia o ladrão e aceita-lhe o fruto da rapina, também furta. Se o ladrão oferece ao receptor uma peça valiosa e este a compra por valor inferior está furtando do outro delinqüente e não tem interesse de denunciá-lo porque também o é.
Assim, devemos politizar a mentalidade jovem, para que não venda o seu voto a amigos, a conhecidos, nem àqueles que se utilizam de expedientes escusos.
Iremos conscientizar os jovens, a fim de que não se vendam, votando com a consciência. Na Mansão do Caminho nós somos apolíticos. A nossa é a política do Evangelho. Procuramos educar de forma que as pessoas tenham consciência do seu voto. Lá não permitimos que se faça campanha eleitoreira.
Teremos que ensinar a atual geração, a fim de que ela esteja equipada para enfrentar a corrupção que se tornou clássica em a natureza humana. Não só no Brasil, porém em toda a parte.

 

É VERDADE QUE O NOSSO PERÍSPIRITO  SE MODIFICA A CADA PENSAMENTO, SENTIMENTOS, PALAVRAS E ATOS?

R )-  Sim. O homem e a mulher, com seus pensamentos, atitudes, palavras e atos, criam, no íntimo, a verdadeira forma espiritual a que se acolhem. Cada crime, cada queda, deixam aleijões e sulcos horrendos no campo da alma, tanto quanto cada ação generosa e cada pensamento superior acrescentam beleza e perfeição à forma perispirítica, dentro da qual a individualidade real se manifesta, mormente depois da morte do corpo. (Livro Libertação, André Luiz, Cap.Em aprendizado).