União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Tudo aquilo que dás, a vida multiplica

 

 

 

PALAVRAS DE CARIDADE

O apoio... A simpatia... Uma oração, 
Carregada de fé na Bondade Divina... 
A bênção do sorriso... A página que ensina 
A vencer o amargor das lágrimas terrenas...

O minuto de paz... O auxílio que armazenas, 
Na supressão do mal, ao trabalho em surdina... 
O bilhete fraterno... Uma flor pequenina... 
O socorro... A brandura... As palavras serenas...

A esmola... A roupa usada... O copo de água fria.... 
O pão... O entendimento... Um raio de alegria... 
Um fio de esperança... A atitude sincera...

Da migalha pobre à dádiva mais rica, 
Tudo aquilo que dás a vida multiplica 
Nos tesouros de amor da glória que te espera!... 

Auta de Souza 
Do livro "Poetas Redivivos"/Chico Xavier 

A AJUDA DO CÉU - Carlos Augusto Abranches ( Escritor, jornalista e conferencista)

 

 

 

 

 

 

Faze tua parte, que o céu te ajudará. Depender da Providência. Entregar-se por completo à certeza de que o Alto preencherá as necessidades do servidor. Atitudes de quem confia na fé como instrumento de relação da criatura com o Criador. Aconteceu com Teresa, aconteceu com Chico Xavier. Em Calcutá, todos os dias a Instituição das Missionárias dá alimento para nove mil pessoas. Certa vez, uma das irmãs chegou até a madre e lhe disse: - Senhora. Nada temos. Absolutamente nada. Teresa não teve palavras para dar alguma resposta. Duas horas depois, porém, por volta das nove da manhã, um caminhão carregado de pães parou na porta da casa. Naquele dia, as escolas da cidade estavam fechadas. Resolveram, então, despejar milhares de pães por cima dos muros. Foi essa doação espontânea que alimentou os pobres durante dois dias. Chico terminara de atender a milhares de pessoas, junto ao abacateiro, para onde se deslocava, nos fins de semana, a fim de conversar com os que vinham e fazer donativos a famílias carentes. Acabara de voltar para casa, quando chegou um grupo de pessoas que queriam vê-lo, e já estavam viajando havia horas. Preocupado por não saber o que oferecer aos visitantes, viu que logo atrás do ônibus estacionara um caminhão (O motorista informou que era um carregamento de panetones, doados anonimamente, e que poderiam ser usados por Chico da forma que ele bem quisesse. Os produtos não só serviram para recepcionar os visitantes de última hora, como também puderam ser distribuídos aos pobres de alguns bairros de Uberaba, que têm em Chico um verdadeiro irmão, sinceramente interessado em ajudar o próximo. A fé, segundo afirmou Morris West, é um salto no escuro para os braços de Deus!  E é refletindo sobre a vida dos missionários dedicados à vivência do amor à humanidade, que se torna possível entender a imensidão desse projetar-se, rumo às fontes inesgotáveis da Providência. Essa é a legítima escuridão que se faz clara nos caminhos de quem chora. Mas, antes dela aportar na vida do sofredor, foi preciso existir a coragem daquele que se dispôs a buscá-la, correndo todos os perigos de quem se arrisca a penetrar nos domínios do que ainda não conhece. Foi necessário confiança, porque, sem ela, o viajante do bem não teria forças para encontrar os mananciais de Deus. Foi preciso empenho, desse que começa a ser realizado bem antes da viagem, através do exercício do querer bem, do desejar o bem, sempre. Foi decisiva a capacidade de entrega, para que o servidor se despojasse dos fardos das posses efêmeras, a fim de trazer o alforje do amor carregado de boas novas aos doentes da alma. Cada vez que o trabalhador vê-se cara a cara com a falta de recursos para realizar a tarefa nobre, pode recorrer a essa busca transcendental. A prece é a ponte, a fé é o caminho, e os seres são os Instrumentos de Deus para a resposta. Ela pode vir de caminhão, ou através de uma boa ideia, ou junto à frustração de não recebê-la quando a gente quer, mas sim quando for necessária, segundo a lógica do Alto. Em quaisquer circunstâncias é fundamental não esquecer as prioridades que definem o desejo de evoluir. Servir porque se aprendeu a amar o serviço. Durante sua própria prática: DESEJAR IMENSAMENTE BENEFICIAR O PRÓXIMO, descobrir-se a si mesmo enquanto se trabalha. Para os dois missionários citados, instrumentos de Deus na Terra, o esquecimento deliberado do outro é o maior oral que assola as relações humanas no planeta. Madre Teresa declara que a pior doença de hoje não é a lepra, ou a Aids. É não ser desejado, é ser deixado de lado, é ser esquecido. Para Chico, o maior flagelo é o homem preocupar-se tanto com as coisas particulares que passa a não ter tempo para o Cristo solitário, que se manifesta em qualquer pessoa necessitada, seja ou não nosso familiar, que esteja precisando de nosso amparo. O hábito de servir em nome do Amor traz experiências notáveis a quem se dispõe, inclusive, a sofrer para ver o bem sobrepujando os desastres causados pelos defeitos humanos. AO HOMEM É PEDIDO APENAS QUE FAÇA A SUA PARTE, para que o Céu, que significa a concentração de todas as forças dedicadas à Paz, possa ajudar como for preciso

Quem Somos? Chegou a Hora da Escolha!

Parei o carro no sinal vermelho. Meu olhar observou muitas pessoas pela rua. Umas cruzando a via, outras pelas calçadas.

Um vai e vem interminável de passos. Surgiu em minha mente uma indagação:  - Quem são essas pessoas?  E, como se avistando além dos corpos materiais, vi espíritos milenares! São Espíritos que, temporariamente, estão estagiando na Terra. Possuem bagagens com experiências, desde a criação do Princípio Inteligente, passando pelo mineral, o vegetal, o animal, os Elementais   (espíritos que estão na fase intermediária entre a experiência animal e o humana).

Mas são Espíritos que vivem ainda muito as influências dos instintos e as fortes sensações dos selvagens ( por  isso as violência e o egoísmo no mundo são marcantes). Esse período de humanização sofre influências dos arquivos do passado, onde viveram em períodos de mais ignorância, na escalada da evolução e que ainda trazem em si.

Allan Kardec  em seus estudos concluiu  que  “estamos aqui  para CORRIGIRMOS o  passado  e APERFEIÇOARMOS  o presente  que  será  o nosso futuro.”
Neste estado,  em sua maioria, esses Espíritos encarnados  (que somos nós)  vivem pelo momento,  sentir o agora, os prazeres, os confortos, os luxos, as sensações, sem se aperceberem que vieram para cá em busca de evolução da alma. ( Mas não é falta de aviso,  eles são muitos ).

“Espiritualizar-se é reconhecer que a vida material é passageira.  Não apegar-se a ela. Nessa luta pelas ilusões materiais, o EGOÍSMO é a fronteira que separa o homem de sua iluminação”. ( Emmanuel).

E seus comportamentos estão presos em nossos tempos   pelo egoísmo  ainda,  às guerras, violências domésticas e urbanas,  sexualidade descontroladas, vícios de todo tipo, aniquilamento da família, corrupções desenfreadas.  Porque ainda não despertaram consciente e plenamente para o humano e o espiritual. E, como dizem os mentores, milhões deles estão indo e voltando através das reencarnações, com pouco ou quase nada de despertar, repetindo os mesmos padrões de viver pelos gozos do mundo da matéria. (Livro Libertação, Cap.II, A.Luiz/Chico).  Nestes tempos de agora, que são considerados da transição planetária, (nós) esses Espíritos terão que escolher e decidir por sua melhora íntima ( Q. 919 LE) , com o foco dos pensamentos, sentimentos e obras voltado para o espiritual, ou terão os sofrimentos que suas escolhas ainda consagradas aos instintos e as paixões e sensações primitivas estão priorizando. É  A HORA DA ESCOLHA.” Bezerra de Menezes  (por Divaldo) nos diz...” Não seja, pois, de estranhar, que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego, mas, sobretudo, como convite à reflexão, COMO ANÁLISE À TRANSITORIEDADE DO CORPO, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.” E ainda  diz algo grave para todos nós...” Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganando-vos.  MAS ESTA É A OPORTUNIDADE FINAL,  optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.”  A transição é definitiva e a escolha é nossa.  Este é o momento de mudar ou mudar.  Acordemos agora!  Oração do ser consciente : - Senhor, sei que já passei por Estradas as mais diversas na evolução. E por ignorância escolhi desvios e abri espaços para viciações do meu Espirito. Mas, agora, tendo a visão do Cristo e   do Amor Divino  por nós, peço, me ajude a desfazer esses enganos  e deixar os desvios para caminhar na direção certa.

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Retribuir o mal com o bem

 

Após a palestra sobre o tema: “amai os vossos inimigos” (1), Luciano comentou:
– Será possível amar o inimigo?  O que Jesus, de fato, teria querido dizer com essas palavras?
Eu acho muito difícil alguém amar o inimigo, considerando-se que inimigo é alguém que nos fez muito mal.
O que você pensa a respeito? José Antônio adiantou-se em esclarecer: – Sem dúvida, é uma proposta muito complicada.

De modo geral, o sentimento amor pressupõe confiança, afinidade, reciprocidade, carinho, zelo e outras qualidades nobres.  Luciano tornou a questionar: – Pois é, como será possível ter esses sentimentos relativamente à pessoa que nos magoou, feriu, traiu... Vamos considerar o seguinte – ponderou Luciano – a palavra amor não caracteriza um único sentimento, mas abrange um leque de manifestações sentimentais. Nesse contexto temos: o amor maternal, o amor paternal, o amor fraternal, o amor erótico, o amor solidário, o amor compaixão. 
– Ah, bom, assim a situação já muda um pouco. Agora, como enquadrar, então, o amor ao inimigo? Prosseguiu, em direção à compreensão:  – Luciano, vamos buscar a orientação de Allan Kardec (2), quando nos diz: “Se o amor ao próximo constitui o princípio da caridade, amar os inimigos é a mais sublime aplicação desse princípio, porquanto a posse de tal virtude representa uma das maiores vitórias alcançadas contra o egoísmo e o orgulho. Entretanto, há geralmente equivoco no tocante ao sentido da palavra amar, nesse passo.
Não pretendeu Jesus, assim falando, que cada um de nós tenha para com o seu inimigo a ternura que dispensa a um irmão ou amigo.

A ternura pressupõe confiança: ora, ninguém pode depositar confiança numa pessoa, sabendo que esta lhe quer mal; ninguém pode ter para com ela expansões de amizade, sabendo-a capaz de abusar dessa atitude. Entre pessoas que desconfiam umas das outras, não pode haver essas manifestações de simpatia que existem entre as que comungam nas mesmas ideias. Enfim, ninguém pode sentir, em estar com um inimigo, prazer igual ao que sente na companhia de um amigo (...)”. – Agora já passa a ter sentido, para mim, esse “amar o inimigo”, atalhou Luciano. – Sim – aditou José Antônio – , amar o inimigo é compreender a sua forma de agir, opondo-se-lhe resistência ao mal que nos pretenda fazer, porém sem querer, por outro lado, praticar o mal em revide. Pois como mais adiante esclarece Kardec: “(...) Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; (...)”. O inimigo por si só já está em péssima situação, pois quem nutre tal sentimento não poderá ter a tranquilidade e a felicidade, e, “amando-o”, você não estará ligado a ele pelos terríveis elos do ódio.

 Bibliografia:
 (1) O Novo Testamento – Mateus, cap. 5, 43 a 47. (2) O Evangelho segundo o Espiritismo, Allan Kardec, Ed. FEB, CAP. XII, item 3,  parágrafos 1º e 4º.

Autor: 
Aylton Paiva  - Lins, SP (Brasil)

 

Editorial - A Importância do Movimento de Unificação Espírita em Piracicaba

(AATV)

Contando com 28 centros adesos,  a União das Sociedades Espíritas de Piracicaba (USE) coordena o trabalho de unificação dos centros espíritas localizados na cidade de Piracicaba e na região compreendida por Artêmis, Capivari, Charqueada, Iracemápolis,  Laranjal Paulista,  Rafard,  Rio das Pedras e São Pedro.  

Mensalmente são realizadas as reuniões com os conselheiros, indicados pelos centros afiliados, onde os rumos e decisões relativos às atividades doutrinárias e assuntos gerais de importância para o bom funcionamento das casas espíritas são analisados. Neste ambiente, são encontradas as melhores alternativas, tanto para as dificuldades específicas das casas ou questões que possam afetar todo o movimento espírita. A decisão final, de forma democrática, sempre fica cargo dos conselheiros.

Com sede própria e uma livraria que colabora na divulgação da doutrina, a USE local vem aprimorando a sua atuação, graças ao apoio que recebe dos centros afiliados.  Embora ao longo dos anos, várias tarefas importantes tenham sido realizadas pela comunidade espírita, acreditamos que podemos realizar muito mais. Mas para isto, é importante que recordemos o patrono da causa do movimento de unificação do Espiritismo no Brasil, Bezerra de Menezes, para a necessidade da união deste movimento espírita: “Solidários, seremos união. Separados uns dos outros, seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos...”. O “médico dos pobres” conforme bem conhecido, sugere a necessidade de uma reflexão maior sobre as nossas tarefas. Geralmente os dirigentes espíritas já se encontram assoberbados com vários compromissos, atendendo as necessidades prementes em suas próprias casas. Ir além, e envolver-se também com o movimento de unificação, para alguns, tem sido muito difícil.

Mas, dentro do possível, esta participação não pode ser negligenciada sob o risco de comprometer a sua divulgação. O próprio Kardec (Obras Póstumas) preocupou-se com isto quando disse: “Um dos maiores obstáculos capazes de retardar a propagação da Doutrina seria a falta de unidade.” E cita ainda que: “Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam”. Considerando o momento atual, com tantos desafios que se apresentam todos os dias, necessitamos de organizar da melhor forma possível a divulgação do Espiritismo, e os centros espíritas, de modo a atendermos a todos que nos buscam de forma eficiente, tanto para o necessário esclarecimento e orientação (atendimento fraterno, cursos, palestras, etc.) como também o lenitivo em termos de fluidoterapia  e desobsessões. Para isto, a participação dos representantes das casas espíritas pode contribuir, ajudando-se mutuamente, tanto na troca de experiências, como no apoio entre as casas.

Mensalmente, além das reuniões do conselho diretor, a USE organiza vários eventos, como cursos e seminários para que além das informações doutrinárias, permita também uma interação maior entre os dirigentes e simpatizantes do Espiritismo. Importante, porém, que possamos entender melhor o patrono da unificação, quando diz: “O serviço da unificação em nossas fileiras é urgente, mas não apressado. Uma afirmativa parece destruir a outra. Mas não é assim. É urgente porque define objetivo a que devemos todos visar; mas não apressado, porquanto não nos compete violentar consciência alguma.” A proposta de Bezerra de Menezes é cristalina quanto à urgência e na questão da pressa, isto não pode ser entendido como uma possibilidade de adiarmos indefinidamente a nossa participação neste trabalho.

É fundamental que todos os dirigentes reflitam sobre a necessidade do serviço de unificação ser urgente! O compromisso do verdadeiro Espírita deve ser antes de tudo com a causa espírita, não apenas com a casa espírita. Bezerra mesmo explica porque isto é fundamental quando diz: “Recordemos, na palavra de Jesus, que “a casa dividida rui”; todavia ninguém pode arrebentar um feixe de varas que se agregam numa união de forças”. A participação de todos é fundamental. Que possamos continuar trabalhando de forma fraterna e dinâmica neste movimento de unificação em Piracicaba e região!