União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Suicídio por obsessão de um jovem de 22 anos

 

 

 

 

 

 

 

Kardec narra na Revista Espírita de 1869, janeiro, o suicídio de um jovem de 22 anos que em carta deixada ao pai pedindo perdão, relata que desde os dois anos era dominado por uma ideia terrível, por um irresistível desejo de se destruir. Parecia-lhe, acrescentava, ouvir fora da vida uma voz que o chamava sem descanso, e, apesar de todos os seus esforços, não podia se impedir de ir para ela.

Mensagem mediúnica esclarecedora.

A voz dizia: – Vem! vem! mas teria sido ineficaz, essa voz do tentador, se a ação direta do Espírito não se fizesse sentir. O pobre suicida era chamado e era impelido. Por quê?

Seu passado era causa da situação dolorosa em que se encontrava; ele desejava a vida e temia a morte; mas, nesse apelo incessante que ouvia, encontrou, direi eu, a força? Não; hauriu a fraqueza que o perdeu. Ele superou seus medos, porque esperava no fim encontrar, do outro lado da vida, o repouso que este lado lhe recusava. Enganou - ‑se: o repouso não veio. As trevas o cercaram, sua consciência lhe desaprova seu ato de fraqueza, e o Espírito que o arrastou ri ao seu redor, e o criva de uma ironia constante. O cego não o vê, mas ouve a voz que lhe repete: Vem! vem! e depois zomba de suas torturas. A causa deste fato de obsessão está no passado, como acabo de dizer; o próprio obsessor foi levado ao suicídio por aquele que acaba de fazer cair no abismo. Foi sua mulher numa existência precedente, e ela havia sofrido consideravelmente do deboche e das brutalidades de seu marido. Muito fraca para aceitar a situação que lhe era feita, com resignação e coragem, pediu à morte um refúgio contra seus males. Ela se vingou depois; sabeis como. Mas, no entanto, o ato desse infeliz não era fatal; ele tinha aceito os riscos da tentação; ela era necessária para seu adiantamento, porque, só ela poderia fazer desaparecera mancha que tinha sujado sua existência precedente. Disto tinha aceito os riscos com a esperança de ser o mais forte, enganou-se: ele sucumbiu.Recomeçará mais tarde; resistirá? Isto dependerá dele. Pedi a Deus por ele, a fim de que lhe dê a calma e a resignação de que tem tanta necessidade, a coragem e a força para que não falhe nas provas que terá que suportar mais tarde. (médium Sr. Louis NIVARD)

Kardec: – Eis a instrução dada a este respeito por um de nossos Espíritos habituais e da qual ressalta que, apesar do arrastamento ao qual esse jovem se deu para a sua infelicidade, ele não sucumbiu à fatalidade; tinha o seu livre-‑arbítrio, e, com mais vontade, poderia resistir.