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Não existe casamento na doutrina espírita, não há ritual ou cerimônia e simbolismos. “Naturalmente nós nos casamos. Fazemos uma festa e nesta festa nos dirigimos a Deus e agradecemos. Há a troca de alianças, por já ser algo estipulado socialmente. A noiva se veste de noiva, não obrigatoriamente, mas quando ela quer. O homem usa um terno e normalmente se casam no civil”, explica Luiz Pessoa Guimarães. A festa é de união, ministrada por alguém próximo aos noivos e que podem ser os pais, alguém que tenha muito carinho e confiança, ou até mesmo um amigo convidado. “Não existe simbolismo nenhum, a pessoa escolhida é quem ministrará a festa, inspirada pelo objetivo do casamento, amor e paz, e dirige algumas palavras nesse sentido ao casal e seu futuro. Que aquele casal se ame e se tolere nas dificuldades. Sempre no sentido de rogar a Deus bênçãos em função daquele casal e a harmonia dele.

Não há particularidades, casa-se com quem, onde, quando e como quiser”, deixa claro o palestrante. O casamento espírita é em função de seu significado para a formação da família, da sociedade e da união, um “progresso na marcha da humanidade”, segundo o espírita. Na realidade, a doutrina espírita recomenda que o casamento aconteça quando existe comunhão. Os espíritos se simpatizam um com outro, diz Guimarães; “não procure casar por dinheiro ou beleza. Busquemos a união com o sexo oposto em cima de alguma coisa que constitua uma vida longa que os dois vão construir por meio do esforço”. A respeito da união entre casais de diferentes religiões o palestrante afirma que depende do casal e o que eles quiserem e acharem melhor. Não existe nenhum preconceito estipulado ou particularidades. A doutrina espírita preza pela união e respeito da família que está sendo formada e, futuramente, gerada. Todas as decisões que essa nova família precisar tomar baseiem-se numa análise criteriosa.