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Lembramo-nos de uma frase de Margareth Lee Rimbeuk lida nos tempos de estudante: “Felicidade não é uma estação onde se chega, mas a maneira como se viaja.” À primeira vista pode parecer-nos ausência de objetivos na existência, mas se refletirmos bem, veremos que ela alude mais às estratégias de vida que propriamente a um fim, admitindo-se que quem traça estratégias já mirou um alvo a atingir, expressando seus anseios conscientes ou inconscientes... E nós espíritas reconhecemos que a existência de cada um reflete todo um programa tecido pela Misericórdia Divina em relação a cada filho na busca do aprimoramento espiritual. Mas, perguntamos: quais estratégias temos utilizado na realização desse programa? Seriam as indicadas para uma vivência segura e mais feliz? Será que podemos, na Terra, desfrutar de plena felicidade? O que representa felicidade para nós? Ela está atrelada às concepções que cada um tem da vida e da escala de valores adotada, consciente ou inconscientemente, em seu “modus vivendi”.

Na questão 922 de O livro dos Espíritos, Allan Kardec inquire sobre uma medida comum de felicidade válida para todos os homens. E a resposta é simples: “Para a vida material, a posse do necessário; para a vida moral, a consciência pura e a fé no futuro.” Então, perguntamos: onde o limite entre necessário e supérfluo? Conhecemos nossas reais necessidades? Onde elas terminam e onde começam nossa ganância e nossa ambição? Reconhecendo que a Terra tem-nos servido de planeta de provas e expiações, afirma o Espírito da Verdade: “O homem encarnado não pode gozar de uma felicidade completa... mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz quanto pode ser”. E Fançois – Nicolas- Madeleine acrescenta em O Evangelho Segundo o Espiritismo: “Não se deduza que a Terra está destinada a servir de penitenciária...” Sendo Jesus, o guia e modelo para a Humanidade, deduzimos que sob seu comando temos um alvo a atingir, cujas estratégias estão delineadas no Evangelho. Daí suas palavras: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; Ninguém vai ao Pai senão por Mim...” (João, 14:6) “Quem quiser vir após mim, negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me.”(Mateus, 16:24) Essas palavras são uma convocação à luta íntima em que o Espírito revê os valores aos quais busca atender e que Allan Kardec resume assim: “Colocar a vida espiritual acima da vida material”.

Emmanuel, no livro Pão Nosso, psicografia de Chico Xavier, em página singela, mas de profunda significação, escreve-nos: “Toda criatura obedece a alguém ou a alguma coisa. Ninguém permanece sem objetivo...” Mas, segundo o autor espiritual, sempre “obedecemos aos impulsos baixos da natureza e resistimos ao serviço de auto-elevação.” Seguir Jesus é ajustar nossa conduta, sentimentos e pensamentos ao modelo divino fazendo da obediência a Ele – “consentimento da Razão” na expressão de Lázaro, Espírito - o caminho que salva para a felicidade real, afastando-nos da escravidão às vaidades do mundo material, cujas ilusões se desvanecem deixando-nos sem rumo e vazios de coração.