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Estamos, a cada passo, escrevendo nossa história evolutiva individual, mergulhados na história coletiva da Humanidade.Ninguém cresce ou evolui sozinho: somos Espíritos solidários marchando para o alvo - a Perfeição - que podemos definir, no contexto da Vida, em que exercitamos o livre-arbítrio, como o único Determinismo Divino sobre nossos destinos. Nada impede a Lei do Progresso, muito embora, recalcitrantes no mal, possamos embaraçar e ou retardar o ritmo dessa marcha. Todos, indistintamente, somos chamados a responder ativamente, nos momentos muitas vezes críticos e difíceis, que decidirão o porvir. E, pela Lei de Causa e Efeito, não podemos fugir à responsabilidade de nossas escolhas...Emmanuel, pelo querido Chico Xavier, no livro Vinha de Luz, esclarece-nos sobremaneira, quando escreve: "Todas as vidas, na Terra, experimentarão os mesmos trâmites na escala infinita das experiências necessárias... É a crise que define o futuro..." Justamente nos momentos de crise é que as escolhas são decisões importantes: ao mesmo tempo que avaliam nossas conquistas espirituais, levam-nos a rumos que identificam os possíveis desvios resultantes das fraquezas e da ignorância que ainda carregamos. Mas, a Divina Providência, de tudo tira o melhor partido: experiências dolorosas despertam-nos a consciência e o arrependimento sadio advindo delas leva-nos à retificação, sanando os resíduos de culpa e remorso.

Arrependimento sadio é aquele que, percebendo o erro , diante das consequências sabe manter o equilíbrio reconhecendo-se o único responsável, decidindo pelo reajustamento. Nessa situação é que a Doutrina Espírita, esclarecendo-nos sobre as causas atuais ou remotas de nossas aflições, ajuda-nos a tomar atitude espiritual mansa e consciente como a descrita por Lázaro no item 8 do capítulo IX de o Evangelho Segundo o Espiritismo: "A Doutrina de Jesus ensina sempre a obediência e a resignação, virtudes companheiras da doçura, muito ativas, embora os homens as confundam erroneamente com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração.

Ambas são forças ativas, porque levam o fardo das provas que a revolta insensata deixa cair." É o momento decisivo em que o desvio transforma-se em lição e experiência enriquecedora, permitindo o crescimento espiritual. O erro foi apenas o desvio que decidiu pela dor e sofrimento, enquanto a refrega da prova e da expiação pode ser o momento decisivo da vitória, desde que a revolta não complique mais, pois, ainda aí o Espírito é livre para escolher...Como somos Espíritos solidários, nossas escolhas afetam os grupos com os quais convivemos e somos responsáveis pela repercussão de nossos atos na sociedade em que atuamos. Voltemos ao Mestre dos Mestres que nos aconselha cautela quanto aos escândalos (Mateus, XVIII: 6 - 11): "Se tua mão for motivo de escândalo, corta-a". Allan Kardec chama essa expressão de figura enérgica e que ela equivale a "É necessário arrancar do coração todo sentimento impuro e toda tendência viciosa." O Codificador, sabiamente, distingue escândalo no sentido vulgar - todo ato que choca a moral de modo ostensivo - do sentido evangélico que amplia sua significação para todo ato ou pensamento mau que afeta a própria consciência.Levando-se em conta que o pensamento é a síntese da esfera individual refletindo-se em nossa conduta e atitudes - mesmo aquelas imanifestas em atos ostensivos, mas responsáveis pela atmosfera psíquica que geramos em torno de nossos passos - recordamos o resumo com que Allan Kardec finaliza o item 7 do capítulo VIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo sobre a pessoa e o mau pensamento:


• Se nele se compraz, o mal está com toda sua força. Nessa pessoa, o trabalho de regeração e progresso está todo por se realizar;
• Se o repele, luta por vencê-lo, o progresso está em vias de se realizar;
• Se nem sequer o concebe, o progresso está realizado.

“Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.” (in Rumo Certo, Emmanuel/Chico Xavier) Aproveitemos, pois, os momentos decisivos!