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A conta do destino criada por nós   

É comum ouvir pessoas dizendo:o meu marido, o meu filho, o meu chefe é o meu “Karma”, que significa o resgate de uma situação que exige uma reparação, um sacrifício, porque existiu algum tipo de infração à Lei Divina no passado. Na verdade, o termo tomou aí uma conotação equivocada. Vamos examinar algumas passagens dos livros de André Luiz, para uma visão mais adequada sobre o assunto.


No livro “Ação e Reação” encontramos diversas observações com referência à Lei de Causa e Efeito. No capítulo 7, a Mansão Paz recebeu a ilustre visita do Ministro Sânzio, que gentilmente se dispôs a explanar sobre o termo “carma” e suas implicações. Segundo ele, “carma” é uma expressão vulgarizada entre os hindus, que em sânscrito quer dizer “ação”, e como a toda ação existe uma reação como conseqüência portanto, vamos ao encontro da nossa conhecida Lei de Causa e Efeito. Trocando em miúdos, expressa o saldo, a conta de cada um, englobando créditos e débitos. Porém não define apenas individualidades, mas também povos e raças, estados e instituições. Para que se faça a Justiça há um tipo de “contabilidade divina” em que estão computadas essas ações das criaturas.


Essa contabilidade divina permite que sejam despendidos empréstimos e moratórias, créditos especiais e recursos extraordinários a todos os Espíritos encarnados ou desencarnados, que os mereçam, em função dos serviços referentes ao Bem Eterno, e, nas regiões atormentadas há os poderes competentes para promover a cobrança e a fiscalização, o reajustamento e a recuperação de quantos se fazem devedores complicados ante a Divina Justiça.


Quanto maior o nosso conhecimento, temos maiores responsabilidades em nossas ações. A alma humana é uma consciência formada, retratando em si as leis que governam a vida, e, por isso, já dispõe, até certo ponto, de faculdades que podem influir até mesmo na genética, modificando-lhe a estrutura. Nossa mente guarda consigo os acontecimentos agradáveis ou desagradáveis que a surpreenderão amanhã. A nossa conduta pode significar liberação abreviada ou cativeiro maior, agravo ou melhoria em nossa condição de almas endividadas.
Há dívidas que, por sua natureza e extensão, exigem várias existências na carne terrestre para o devido resgate. Pela misericórdia divina, quando o débito é muito grande, pode haver o benefício de pagamento parcelado dessas dívidas.


Concluindo esta breve exposição, vamos citar um trecho do livro “Entre a Terra e o Céu” em que o Ministro Clarêncio nos aconselha a termos cuidado com nossa conduta. Ele nos aconselha que devemos analisar com cuidado as nossas escolhas, pois em qualquer problema ou situação, o nosso pensamento voará, diante de nós, atraindo e formando a realização do que desejamos. Em qualquer setor da existência, a vida responde segundo a nossa solicitação. Funciona como um bumerangue, recebemos de volta aquilo que emitimos. Teremos sempre aquilo que buscamos. "Somos livres para decidir sobre os nossos atos, muito embora nos tornemos escravos de suas consequências" Chico Xavier