União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

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Obra de Chico Xavier

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Falar sobre a obra de Chico Xavier é assunto que não se esgota porque há várias maneiras ou pontos de vista para abordar o tema. Em 2003, Sandra Jaqueline Stoll, antropóloga social, defendeu na USP, uma tese de doutorado, intitulada Espiritismo à Brasileira, na qual classifica Chico Xavier, como o maior escritor mediúnico do século, dizendo que todas as suas obras foram reeditadas, variando as tiragens, ultrapassando a média dos escritores brasileiros.

Mas, vamos encontrar no livro Testemunhos de Chico Xavier, de Suely Caldas Schubert, “impressionante depoimento sobre a vida desse autêntico missionário do Cristo que é Francisco Cândido Xavier”. São 21 anos de correspondência mantida entre Chico Xavier e Antonio Wantuil de Freitas, presidente por 27 anos da Federação Espírita Brasileira, que Suely Caldas Schubert, dedicada médium e estudiosa da mediunidade há longo tempo, comenta com grande emoção e sensibilidade.

Nessas cartas Chico Xavier narra seus sofrimentos, calúnias, ataques e também conversa sobre os livros que psicografava, pois os originais eram sempre enviados à Wantuil, que fazia as correções ortográficas e publicava. 

Como sabemos toda e qualquer revelação é criteriosamente programada pelo Plano Espiritual. Assim foi com os 10 mandamentos, com a vinda de Jesus, com o Espiritismo e a obra de Chico Xavier não poderia fugir a essa programação. A orientação e supervisão foram de Emmanuel, onde todas as faixas etárias são atendidas.

A obra de Chico Xavier teve três fases: aviso, chegada e entendimento. 

Aviso – Para Chico Xavier iniciar sua tarefa apostolar, os Benfeitores Espirituais, tinham que preparar uma obra de impacto. Era preciso que o primeiro livro psicografado chamasse a atenção de todos. Que sacudisse as arcádias da época (sociedades literárias) preocupadas em absorver e expandir o movimento iniciado em 1922, chamado Semana da Arte Moderna. É publicado o primeiro livro psicografado por Chico Xavier – Parnaso de além-túmulo. Livro de versos, versos sim, mas cantados por poetas “mortos”! Não poderia haver mais bela forma de se apresentarem esses poetas, cantando a imortalidade da alma.

Chegada – A equipe espiritual chegou como que dizendo – estamos aqui para a divulgação do livro espírita no Brasil. É a época dos livros, Emmanuel, A Caminho da Luz, Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, Cartas de uma morta, O Consolador, Boa Nova, Reportagens de além-túmulo, Há dois mil anos, 50 anos depois, Paulo e Estevão, publicados entre 1932 a 1943.

Entendimento – Com o livro Nosso Lar (1944) instala-se a terceira fase, pois começa a série André Luiz, narrando os detalhes da vida espiritual, trazendo as notícias da vida além da vida. E a partir de 1944 a série André Luiz vai sendo editada, há o início dos livros infantis, a série Caminho Verdade e Vida, Pão Nosso, Vinha de Luz, Roteiro, Seara dos Médiuns, Religião dos Espíritos, Justiça Divina, e tantos outros mais.

A partir de 1970, começa também a literatura de Consolação, mensagens consoladoras de filhos desencarnados aos seus familiares. Uma espécie de “correio do além”, como comenta e enaltece muito bem, Sandra Jaqueline Stoll, na sua tese de doutorado.

E... a obra estava consolidada. E a obra de Chico Xavier, além de ser coordenada por Emmanuel, obedeceu ao programa de Ismael para a implantação da Doutrina Espírita no Brasil.

Três livros ressaltam da obra de Chico Xavier e são evidências marcantes de que existe uma programação do Plano Espiritual para orientar os seres humanos - São eles: Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, que revela a missão coletiva de um país; A Caminho da Luz, um resumo da história da civilização, à luz do Espiritismo, utilizando os conhecimentos e registros da humanidade e Evolução em dois mundos, que é a história da alma humana, à luz do Espiritismo.

“Percebe-se que a Espiritualidade Maior, coloca nessas três obras, revelações de profunda significação para o movimento espírita, que deixamos à reflexão do leitor”. São palavras de Suely Caldas Schubert. Boa leitura!