União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

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Vontade, alavanca do progresso

Vontade, alavanca do progressoCatarina Ângela

Que é uma alavanca? - É uma máquina simples constituída por três elementos:

Allan Kardec define a vontade como uma alavanca. Pois bem, criados simples e ignorantes, somos os artífices de nossos destinos na busca da Perfeição. E os Espíritos afirmam que o desenvolvimento intelectual antecede o moral.

Muito lógicas essas afirmações, pois, a ascensão moral resulta de uma decisão íntima de escolha com a qual o Espírito se defronta nas diferentes situações da vida, em que se abre um leque de alternativas e ele deve estabelecer alvos para empreender o caminho da busca.

Esses alvos são oferecidos pelo desenvolvimento da Razão através do conhecimento amealhado: quanto maior este, mais amplos horizontes abrem-se aos olhos do Espírito atento e deslumbrado.

A seu turno, as experiências desempenham papel importantíssimo para a segurança nas escolhas, quando o homem exerce seu livre-arbítrio: quanto mais experiente, mais capacidade de julgamento o Espírito tem, aumentando as possibilidades exitosas, eliminando erros e engodos...

Quando falamos em seleção de alvos a serem atingidos, estamos tratando do Espírito com certo “amadurecimento do senso moral”, ainda com grande potencial instintivo, mas no exercício da Razão própria do ser humano, cuja consciência já inicia seu despertamento para as realidades do espírito. Além dos determinismos impostos pela carne, devemos lembrar as situações embaraçosas determinadas pela Lei de Causa e Efeito em que o Espírito cumpliciado pelos erros do passado, criou como colheita inevitável dos atos livres e formam a força de resistência à escalada ascensional...

Esses embaraços que impedem uma passagem liberta de acúleos e comprometimentos são as montanhas a que Jesus se referiu quando falou da Fé na parábola do grão de mostarda.

Somente consegue vencer essas montanhas aquele que soma à confiança na Divina Providência, a fé em si mesmo, após uma reflexão profunda sobre suas próprias capacidades, estabelecendo alvos acessíveis, sem a pressa de buscar a Angelitude de um salto... Aceitar-se sem acomodar-se, eis a receita para que os passos sejam firmes, resolutos e certeiros.

Nesse estágio é que a alavanca moral - vontade - faz a grande diferença: conhecendo as próprias limitações, mas desejoso de atingir os alvos que pretende, deve o Espírito imprimir uma força sustentável, para que seja constante, impedindo o comum “fogo de palha” seguido da fuga ante a avalanche desordenada de buscas iniciadas e nunca realizadas.

A vontade é, pois, a força propulsora e mantenedora na busca desses objetivos espirituais de renovação e progresso. Ela é que determina a abnegação e a renúncia, qualidades essenciais para quem quer sair vitorioso sobre si mesmo.

Assim como na simples máquina de alavanca necessitamos do ponto de apoio, o Espírito necessita de apoiar‑se no Evangelho de Jesus que sempre representará, não só o Roteiro Divino, mas a segurança efetiva para o Espírito Humano em sua gloriosa redenção.