União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

Chico Xavier - O rapaz alcoólatra

Chico Xavier - O rapaz alcoólatra“Nós estávamos encostados na porta que dá para o gabinete de receitas. Chico ia atendendo o povo e conversando conosco nos intervalos ou no espaço que mediava entre uma e outra pessoa. Às vezes contava uma história para ilustrar a oportunidade.

– Sabe, Ranieri – dizia ele – quando eu trabalhava no Centro com José Xavier, ia lá um rapaz que bebia muito, mas que desejava deixar de beber. Falou-nos. Começamos a orar e pedir por ele. O rapaz enchia-se de boa vontade e durante a reunião ansiava se libertar, mas saía dali e tornava a beber. Nós insistíamos nas orações.

Um dia, Emmanuel me disse: ‘Você, Chico, vai acompanhá-lo quando sair daqui e verá o que ocorre com ele’. Assim fiz. Dilatou-se-me a vidência e passei não só a acompanhá-lo no plano físico como também a vê-lo no campo espiritual. Assim que saiu, na porta do Centro esperavam-no quatro entidades inferiores que logo o envolveram e o conduziram para um bar. Enquanto um lhe fazia companhia dentro do bar e absorvia-lhe aspirando a pinga que ele ia bebendo, os outros três montavam guarda. Ele bebia. O primeiro foi lá como dissemos e aspirou toda a bebida. Depois aquele saiu, e foi o segundo. Ele bebeu mais e o segundo absorveu a bebida. Saiu este e foi o terceiro e depois o quarto. Enquanto bebia, os outros três impediam que um quinto Espírito que se aproximara também bebesse com ele. O rapaz era propriedade dos quatro Espíritos, era deles, pertencia-lhes. Tratava-se de um processo obsessivo (livro “O Prisioneiro de Cristo”, de R. A. Ranieri.)

“ A criança desprotegida que encontramos na rua não é motivo para revolta ou exasperação, e sim um apelo para que trabalhemos com mais amor pela edificação de um mundo melhor” (Chico Xavier)