União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

OS TORMENTOS VOLUNTÁRIOS

Vive o homem sempre em busca da felicidade, que incessantemente lhe foge, porque felicidade sem mescla não se encontra na Terra... poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis, isto é, nos gozos materiais em vez de a procurar nos gozos da alma... em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo o que o agitará e turbará, e, o homem, como que de intento, cria para si tormentos que está nas suas mãos evitar. Haverá maiores do que os que derivam da inveja e do ciúme? Para o invejoso e o ciumento, não há repouso; estão perpetuamente febricitantes. O que não têm e os outros possuem lhes causa insônia. Dão-lhes vertigem os êxitos de seus rivais; Pobres insensatos, não imaginam sequer que, amanhã talvez, terão de largar todas essas frioleiras cuja cobiça lhes envenena a vida! Não é a eles que se aplicam estas palavras: - "Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados", visto que as suas preocupações não são aquelas que têm no céu as compensações merecidas. Que de tormentos, ao contrário, se poupa aquele que sabe contentar-se com o que tem, que nota sem inveja o que não possui, que não procura parecer mais do que é. Esse é sempre rico, porquanto, se olha para baixo de si e não para, cima, vê sempre criaturas que têm menos do que ele. É calmo, porque não cria para si necessidades quiméricas. E não será uma felicidade a calma, em meio das tempestades da vida?  ( Evg.Seg.o Esp.- Cap.V - bem-aventurados os aflitos. item 23)