União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

PÁG.4 - LENDO PARA VOCÊ

O RACIOCÍNIO  COMO PROPOSTA  - Escrito por Geraldo de Tarso

Ao ler Kardec observo duas situações que impressionam.
A primeira situação é o conteúdo do estudo Espírita, organizado e enriquecido por suas considerações, tornando-o amplo, profundo e abrangente.

São pesquisas realizadas ao longo de muitos anos, em lugares variados e em grupos espíritas diversos. A reunião de todas essas observações forma um corpo de doutrina filosófica que merece ser lido, meditado e estudado.
Tal conteúdo é tão espetacular, racional e lógico, que surpreende a alma não acostumada ao pensamento livre e superior. Por vezes, penso que uma vida é pouco para entender os desdobramentos científicos e filosóficos do Espiritismo.


Uma segunda situação é a maneira pela qual Allan Kardec apresenta e expõe as ideias. O que engrandece o seu trabalho é o Sentido Lógico do Método, numa retórica que destaca o conceito, amplia o entendimento e permite o confronto de opiniões. Sua obra é estruturada, com objetivos muito bem definidos, percebendo-se com clareza a intenção de informar e enriquecer o leitor com argumentos explícitos ou implícitos, óbvios e plausíveis.

Além de informar, a obra de Kardec sensibiliza o leitor disposto a aprender e mexe com suas emoções. É um trabalho que transcende à sua época, e caminha pela história ajudando todo aquele que se dispõe a crescer.
Lógica e sensibilidade se unem, formando a essência de sua mensagem.


Kardec se vale de seus estudos e observações para oferecer ao leitor o produto de suas pesquisas. Reúne argumentos, prós e contras, estuda suas validades, com inferências racionais e fraternas. Vai das premissas às conclusões, caminhando sobre o estudo e o bom senso.

O trabalho de Allan Kardec parece um farol imenso e de forte luminosidade desbravando as trevas da ignorância e dos preconceitos em que o homem está imerso.

Tamanha obra não pode, não merece e não deve ficar reclusa nas estantes.
Deve estar em cima das mesas, deve ser folheada, estudada e comparada.

Somente assim, reuniremos os conhecimentos necessários que nos permitam ampliar a própria percepção, amadurecer o sentido da busca para assimilar a realidade de uma outra vida, de uma outra dimensão que pulsa e vive nesse mesmo espaço-tempo, que os olhos humanos não veem, mas que a sensibilidade permite reconhecer. ( O autor é médico, Santa Bárbara d’Oeste participa do programa Visão Espírita, Rádio Brasil)

 

MOIRÕES JUNTOS…(Devemos ficar onde precisam de nós)

Alguns confrades do Estado de S. Paulo visitaram o Chico e, por alguns dias, gozaram de sua convivência amável e instrutiva. Um deles mais entusiasmado com os fenômenos a que assistira, admirando a vida simples dos habitantes de Pedro Leopoldo, em nome dos companheiros, disse ao Chico:

— Vamos voltar para S. Paulo, vender tudo que temos e, depois, com nossas famílias, viver definitivamente nesta bela cidade, em sua companhia. Assim, acabaremos felizes os nossos dias e poderemos ser mais úteis ao próximo e desenvolver nossos dons mediúnicos. O Chico ouviu-o com atenção e, amorosamente, lembrou-lhe: — Talvez não dê certo, caro irmão. O melhor é ficarem onde estão. Depois… Emmanuel está dizendo-me ao ouvido que muitos moirões juntos não fazem boa cerca… E os moirões voltaram para S. Paulo e foram segurar suas cercas que sentiam suas ausências

 

A humanidade para Deus é um bem único, os homens sofrem porque o seu egoísmo a divide. ( Jairo Capasso )