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A Humanização do Centro Espírita ( 37 sugestões)

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O CARNAVAL – Divaldo Franco

 

   

 

     A palavra Carnaval, segundo alguns linguistas, é composta da primeira sílaba de velho provérbio latino: Carne nada vale (carnis levale), também interpretado como “festa do adeus à carne”.

Equivale dizer que se deve aproveitar a vivência carnal para desfrutar-se até a exaustão os prazeres sensuais proporcionados pelos festejos.

A sua origem perde-se na poeira dos tempos, inicialmente entre os egípcios, em festa de homenagem a Ísis, mais tarde entre os judeus, os gregos, os romanos (as saturnais) até quando a Igreja o aceitou… Posteriormente, passou a ter aspectos mais amplos e Paris encarregou-se de divulgá-lo ao mundo. Na atualidade, o Brasil é o grande campeão do Carnaval, e, segundo o Guinness Book, o do Rio de Janeiro é o maior do planeta, com dois milhões e duzentos mil foliões, seguido pelo de Salvador, Recife, Olinda…

É a grande bacanal em que tudo é válido, desde que proporcione prazer.

À medida que os valores éticos foram perdendo a força do equilíbrio e da razão, tornou-se a grandiosa exposição de erotismo e de vulgaridade, a prejuízo da sensatez e da dignidade.

Realmente, não é o Carnaval o responsável pelos descalabros a que grande parte da sociedade se permite, mas, sim, a oportunidade para desvelar-se, cada qual, da persona que lhe oculta o ser profundo.

Objetivando ser uma catarse a muitos conflitos, momento de liberar-se da melancolia, de distrair-se, de sorrir e bailar, quase numa peculiar maneira de terapia do júbilo, os instintos primários assumiram o comando do indivíduo, fazendo-o liberar-se das paixões inferiores, por intermédio do exibicionismo e do total abuso sexual.

Ao mesmo tempo, a fim de contrabalançar os limites orgânicos, as libações alcoólicas, as drogas de estímulo com graves consequências, os relacionamentos apaixonados e perigosos, a violência que se faz liberada pelos transtornos da personalidade.

Considerando-se a falsa finalidade do Carnaval, a festa em si mesma proporciona alegria, liberação de pequenos traumas, diverte, desde que vivenciada com equilíbrio e moderação.

Transformada, porém, em elemento de sensualidade e de exorbitância do prazer, produz mais danos que satisfações, porquanto, logo passa, mas os hábitos e licenças morais permanecem, transformando a existência em um carnaval sem sentido, mais animalizando os seus adeptos.

Nessa efusão de promiscuidade a que muitos se permitem, o contágio de enfermidade infectocontagiosas, de transtornos emocionais e sonhos que se tornam pesadelos são os frutos amargos da grande ilusão.

Se desejas alegrar-te e participar dos desfiles alegóricos, ricos de beleza e de nudez erótica, procura manter o equilíbrio, lembrando-te, porém, de que és imortal.

 

Artigo publicado no jornal A Tarde, Salvador, Bahia,   coluna Opinião.