União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

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PERFIL DO VERDADEIRO ESPÍRITA – Catarina Ângela

Tecendo comentários à resposta 625 de O livro dos Espíritos, Allan Kardec escreve-nos que "Jesus é, para o homem, o tipo da perfeição moral a que pode aspirar a Humanidade na Terra. Deus no-lo ofereceu como o mais perfeito modelo e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão de sua lei, porque ele estava animado do espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra." Por sua vez, Emmanuel no livro  O Consolador, pela mediunidade iluminada de Chico Xavier, tratando do mesmo assunto na questão 283, esclarece-nos que Jesus não foi um filósofo... não pode ser classificado entre os valores propriamente humanos... sua hierarquia espiritual é representada por valores divinos... enviado de Deus, foi sua representação fiel junto aos homens! E, arremata:  " Diretor Angélico do orbe, não desdenhou a permanência direta entre tutelados míseros e ignorantes..."

Revelando-nos Jesus como o escultor de nosso orbe, a Doutrina Espírita no-lo apresenta antes da manjedoura, durante sua permanência na Terra e após a ressurreição, pelos séculos sem fim,  como tutor de Espíritos apenas despertando para a razão, num trabalho ininterrupto de Amor e Solicitude. 

Lembrando que a moral preconizada pelo Espiritismo é a mesma moral ensinada e vivida por Jesus, ser espírita é o mesmo que ser cristão na mais ampla acepção dessa palavra. Fé não representa,  pois, simples aceitação intelectual de conceitos e verdades... A fé que transporta montanhas é aquela em que o Espírito incorpora essas verdades e conceitos na vivência diária buscando a autoiluminação que faz a alma vibrar , sentir a Vida, unir-se ao Criador através da vivência fraternal com Suas criaturas sem os preconceitos separatistas.Por não se apresentar  revestido de dogmas indiscutíveis,  de hierarquia, de rituais, de cerimônias para celebrações especiais como casamento, batizado e outras, o Espiritismo não tem sido considerado, por seus detratores, como religião e muito menos como crença cristã.

Mas, lembremos o fundador do Cristianismo - Jesus Cristo - e verificaremos que Ele não instituiu  nenhum aparato e tinha a simplicidade absoluta em suas prédicas e em seu contato com a multidão. Condenou  a opulência vaidosa e egoísta, a hipocrisia religiosa, deixando claro que Deus quer ser amado em Espírito e Verdade, fazendo da Caridade o ponto alto de seus princípios, que, por sua vez Allan Kardec transferiu-nos na divisa: "Fora da Caridade não há salvação!" Na realidade, buscou, entre pescadores humildes, o convívio para entregar-lhes a continuidade  da tarefa sublime de evangelização da Humanidade. Quando procurou  Saulo na entrada de Damasco, transformou  o doutor da Lei em Paulo, o humilde servidor de sua doutrina, levando-o  a afirmar  "já não sou eu quem vive, é Cristo que vive em mim. (Gálatas, 2:20.) e cuja missão não lhe ofereceu privilégios, mas culminou com os mais duros e entranhados testemunhos.

Como veio cumprir a promessa do próprio Cristo, a Terceira Revelação  reveste-se de simplicidade em suas práticas, lembrando que o Codificador foi claro ao afirmar que o Espiritismo não se firma na cabeça de um único homem, pois é a Religião dos Espíritos, sob a égide permanente do Cristo, apresentado como guia e modelo para todos nós.  Daí, o perfil do verdadeiro espírita deverá ser o mesmo do verdadeiro cristão. Conseguiremos realizar tal desiderato?  O preclaro Espírito Bezerra de Menezes oferece-nos uma diretiva segura:  "Estudar  Kardec para entender e viver Jesus!"