União das Sociedades Espíritas
Intermunicipal de Piracicaba

Pesquisa por Casas Espíritas Afiliadas

2º página- A Unificação do movimento espírita deve ser urgente, mas não apressada. - Álvaro Vargas

 Nesta frase, Bezerra de Menezes em mensagem através do saudoso médium Chico Xavier, explica que esta afirmativa está correta, embora pareça contraditória. É urgente porque define o objetivo que devemos todos visar; mas não deve ser apressado, porquanto não nos compete violentar consciência alguma. Entretanto, passados 55 anos desde que foi proferida, é preocupante que muitos dirigentes espíritas continuem desatentos quanto a premente necessidade desta urgência nos serviços de unificação de nosso movimento. E isto, vem dificultando a divulgação do Espiritismo em bases seguras. Vivemos uma época de grandes desafios, face o açodar das dores conforme profética mensagem de Jesus (Mateus, 24:1-31) no monte das oliveiras, sobre a transição planetária que ocorre no momento aqui na Terra.

Como parte do processo de separação do “joio e do trigo”, ou almas que permanecerão reencarnando neste planeta e as que serão exiladas para um orbe inferior, os conflitos sociais, os vícios, as intempéries, tem recrudescido, como forma de testar o nível moral de nossa humanidade neste processo seletivo. Felizmente, temos o Espiritismo, doutrina consoladora que pelo raciocínio lógico nos permite construir uma fé raciocinada, longe da hipnose coletiva pregada por várias correntes religiosas, dogmáticas, baseadas em uma fé cega sem explicações racionais para a situação de hoje. Esta doutrina quanto bem divulgada e exemplificada por seus mensageiros consegue provocar a necessária transformação moral de quantos buscam os centros espíritas, capacitando-os a superar sem revoltas os obstáculos do momento. Mas é oportuno questionar se as casas espíritas estão realmente conseguindo se unificar em um nível satisfatório, de forma a permitir a troca de experiências e determinar ações coordenadas e eficazes em nossa região, ou ainda seguem atuando de forma isolada, como pequenos feudos, devido a invigilância de alguns dirigentes? Bezerra de Menezes, patrono da unificação do movimento espírita no Brasil, chama a atenção para a urgência da unificação face às dificuldades que estamos enfrentando, e a fragilidade existente por não nos unirmos de forma eficaz na busca de soluções para os problemas comuns que afetam as atividades de divulgação do Espiritismo.

Não podemos subestimar a ação dos espíritos obsessores recalcitrantes no mal, que envolvem as almas dedicadas ao bem. Como sabemos, o processo obsessivo se estabelece primeiramente no isolamento dos indivíduos de modo que a vítima não venha a ser ajudada. De forma similar, o mesmo ocorre com um centro espírita, que procura se isolar e ficar fora do movimento de unificação. O despreparo de muitos que assumem as tarefas nas casas espíritas, continua sendo uma “pedra de tropeço” no processo de divulgação do Cristianismo Redivivo. É fundamental que dirigentes melhores preparados assumam as responsabilidades que lhes competem, estudando sistematicamente o Espiritismo,  procurando interiorizar e viver os conhecimentos adquiridos, exemplificando nas ações diárias o amor conforme a Boa Nova do Mestre Jesus. Nas palavras de Bezerra de Menezes, “solidários, seremos união. Separados uns dos outros seremos pontos de vista. Juntos, alcançaremos a realização de nossos propósitos.”