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Álvaro vargas.

Ainda hoje historiadores perguntam-se como um império de tão grande magnitude como o romano, que durou mais de 1000 anos, tenha se encerrado de forma quase abrupta. Poder absoluto da época, o planeta vivenciou então a sua primeira globalização, já que as fronteiras eram as do próprio império. O idioma Latim era amplamente difundido assim como o grego popular, tornando-se mais fácil as viagens e a comunicação. Após a queda deste império foi necessário um largo período de reencarnações dolorosas para que o homem despertasse um pouco mais a sua espiritualidade, permitindo a expansão das artes e ciências principalmente durante a “Renascença”. Pelo Espiritismo, entendemos que a queda do império romano foi uma determinação do alto. Ao se exceder nos níveis de violência e vícios de todas as naturezas, tornou-se necessário ações corretivas do alto. Não existe improvisação por parte das esferas siderais que coordenam a evolução dos planetas. O livre arbítrio que temos, é limitado, tanto a nível individual como coletivo, sendo corrigido conforme as circunstâncias, que ocorrem sempre em benefício de nossa evolução intelecto-moral.

Este acontecimento histórico na antiga Roma, chama a atenção pois vivenciamos uma situação bastante similar. O egoísmo atingiu o seu ápice na sociedade atual, com contrastes gritantes entre a fome e a miséria existentes nas nações mais pobres de um lado e a opulência das nações ricas. E, independente dos locais geográficos, mesmo entre indivíduos de uma mesma sociedade, predomina o egoísmo, agente causador da maioria dos males que nos assola. O modelo econômico, baseado no consumismo desenfreado, vem gradativamente demonstrando a sua exaustão. A insatisfação popular não se restringe mais apenas aos países do terceiro mundo, a exemplo do que ocorreu durante a “primavera árabe” que removeu os ditadores na Tunísia, no Egito, e na Líbia, e a guerra devastadora na Síria, que ainda se encontra sem solução. Esta frustração tem surgido mesmo nos habitantes das cidades europeias, ricas e intelectualizadas, mais recentemente na França (coletes amarelos). Este contraste na riqueza abusiva e a pobreza dos que não têm acesso aos bens de consumo, associado à corrupção, a impunidade, e incompetência dos governos em encontrar alternativas viáveis para a melhora social, vem criando uma insatisfação popular cada vez mais intensa principalmente pela falta de religiosidade de nossa humanidade. E, os prognósticos para os próximos anos revelam-se de dificuldades ainda maiores para as famílias em geral, em face da crise econômica mundial que vem afetando todos os países. No Brasil, o índice de desemprego, fruto das razões acima mencionados atinge mais de treze milhões de trabalhadores.

Mas a humanidade insiste nos equívocos. Mesmo recebendo emissários do alto, com inúmeras orientações espirituais permanece refratária a uma conduta mais fraterna e ética. Passaram-se dois mil anos desde a Boa Nova trazida por Jesus, mas isto não impediu a ocorrência de duas grandes guerras mundiais, iniciadas na Europa, e mesmo depois destes conflitos ainda não conseguimos encontrar a necessária paz e uma vida dentro dos padrões da moral Cristã. A violência, os vícios e a corrupção alastram-se como um câncer social, trazendo sérias consequências para a sociedade. Como um catalisador negativo, os valores morais são questionados através das muitas mensagens nocivas da televisão. Nunca foi tão necessário seguir a recomendação do Mestre Galileu: “Vigia  e orai”. Evoluímos muito no campo científico e intelectual, mas continuamos com o coração atrofiado. Como sempre tem ocorrido ao longo dos séculos, os governantes siderais sem improvisar, manterão o equilíbrio do planeta, saneando a sociedade sempre que necessário. Que possamos contribuir neste processo renovador, dando os primeiros passos, na transformação moral de nós mesmos, atenuando as próprias experiências de provas e expiações a que estamos submetidos.